Transexuais pedem apoio à CCDH para mudança de sexo
Acompanhando há três anos as dificuldades que os transexuais têm enfrentado na sociedade e na vida afetiva, a médica esclareceu ao deputado que a situação desses pacientes é um caso médico e não de livre opção sexual. "Eles são pessoas que se sentem aprisionadas num corpo incompatível, vendo na cirurgia para a mudança de sexo uma libertação", explicou Maria Inês.
O Protig dá acompanhamento psicológico aos pacientes durante dois anos, em um tratamento que deve culminar com a cirurgia. Segundo Maria Inês, existe uma normatização do Conselho Federal de Medicina, desde 1997, reconhecendo o transtorno e admitindo o procedimento cirúrgico. Falta o SUS se sensibilizar com o problema, diz a médica, "até porque os casos são poucos no mundo, na proporção de um homem para cada 40 mil e de uma mulher para 100 mil.
O deputado Roque se mostrou solidário à reivindicação, anunciando ao grupo que fará todos os encaminhamentos possíveis. Colocou a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos à disposição, inclusive para a realização de uma audiência pública, a fim de que a comunidade gaúcha possa ter um entendimento real sobre o assunto.
10/11/2001
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