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Cem Sonetos De Amor
(PABLO NERUDA)

Os sonetos deste livro são uma espécie de retomada amorosa, um prolongamento dos "Veinte poemas de amor y una canción desesperada", mas não encontra nem procura os tons desses textos, escritos quando Neruda ainda era jovem. O amor é o motivo central de sua obra. Através dela, manteve fidelidades essenciais, sobretudo à natureza. Os seus outros amores e o seu trabalho derivam desta adesão inicial. Talvez por isso o poeta dialogue tanto com o mar, a água, a terra e o fogo para achar nesses elementos o corpo e a alma da mulher amada. O amor em Neruda é também uma via de acesso à fusão com o núcleo último onde a consciência reconhece seu ser no ser do mundo. Lançado em 1959, "Cem sonetos de amor" foi dedicado a Matilde Urrutia, última musa do poeta, e é dividido em quatro partes: manhã, meio-dia, tarde e noite. No livro, Neruda evita o princípio de manutenção de um padrão métrico e rítmico invariável e a estrutura simétrica na exposição do conteúdo em quartetos e tercetos.




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