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Portifólio, Avaliação E Trabalho Pegagógico
(Benigna Maria de freitas Villas Boas)

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Apresentação
Na apresentação, a autora explica que o objetivo do livro é levar o leitor a refletir sobre a possibilidade do uso do portifólio dentro do trabalho pedagógico na perspectiva da avaliação.
A autora também faz uma síntese dos capítulos que compõem o livro, justifica a escolha do tema ?portifólio? e relata sobre a pesquisa realizada por ela nas escolas inglesas e também sobre o uso do portifólio no curso de Pedagogia para Professores em Exercício no Início da Escolarização (PIE).
1° Capítulo: ?situando a avaliação?
Neste primeiro capítulo a autora cita inúmeros momentos da vida em que o indivíduo utiliza-se da avaliação para fazer apreciações sobre o que lhe agrada ou desagrada.
Mas também, expõe a grande importância que a avaliação possui dentro das escolas, que em muitos casos pode trazer conseqüências positivas e até mesmo negativas para o sujeito.
A autora afirma que a avaliação pode acontecer de várias formas na escola. Ela pode ser formal e informal.
· Formal: é a avaliação que todos ficam sabendo quando ela está acontecendo (prova, questionário, pesquisa, relatório etc); este tipo de avaliação costuma receber nota, conceito ou menção.
· Informal: esta avaliação é muito utilizada na Educação Infantil e nos anos iniciais da Educação Fundamental; este tipo de avaliação se dá pela interação dos alunos com o professor em todos os momentos do trabalho escolar.
No entanto, cabe à avaliação ajudar o aluno a se desenvolver e avançar, por isso deve ser conduzida com ética. E esta ética deve ser um dos pontos-chaves da avaliação informal, pois ela dá grande flexibilidade de julgamento ao professor, devendo ser praticada com responsabilidade.
A autora afirma que ?o professor atento, interessado na aprendizagem do seu aluno e investigador da realidade pedagógica procurará usar todas as informações advindas da informalidade para cruzá-las com os resultados da avaliação formal e,assim compor sua compreensão sobre o desenvolvimento de cada aluno?(p.24)
A avaliação é vista pela autora como uma grande aliada do aluno e do professor, pois ela promoverá a aprendizagem do aluno.E não somente o aluno, mas todo o trabalho pedagógico desenvolvido na escola deve ser avaliado.A autora nomeia esta avaliação que promove a aprendizagem do aluno e do professor como avaliação formativa.
Algumas características da avaliação formativa:
§ É mediada pelo professor;
§ Promove a aprendizagem;
§ Leva em conta o progresso individual, por isso não é inteiramente baseada em critérios;
§ O erro do aluno fornece informações diagnósticas;
§ O aluno atua ativamente em sua aprendizagem.
A autora conclui o primeiro capítulo afirmando que ?o sucesso do trabalho conduz ao sucesso do aluno?, por isso o professor ao utilizar-se da avaliação formativa deve estar atento para identificar e registrar a aprendizagem do seu aluno.
2º Capítulo: ?situando o portifólio?
No segundo capítulo, a autora oferece ao leitor o entendimento sobre o que é portifólio, suas características, como se dá sua implantação como processo avaliativo.
A autora afirma que ?o portifólio é um dos processos de avaliação condizente com a avaliação formativa?.A definição de portifólio na área educacional é de uma coleção de produções do aluno, que apresentam evidências de sua aprendizagem. Com o portifólio, o aluno participa da formulação dos objetivos de sua aprendizagem e também avalia o próprio progresso.
A autora apresenta três idéias básicas que permeiam o portifólio:
a) Avaliação como um processo em desenvolvimento;
b) Os alunos como participantes ativos desse processo;
c) O aluno refletindo sobre aprendizagem.
O portifólio oferece ao aluno a oportunidade de registrar experiências significativas que enfatizam aspectos sociais e pessoais; beneficia qualquer tipo de aluno; os alunos declaram sua identidade de sujeitos dispostos a aprender; dá oportunidade ao aluno de conectar suas atividades escolares com as práticas sociais; o aluno torna-se responsável pela execução do portifólio, motivando-o a buscar formas diferentes de aprender.
A autora também neste capítulo cita sete características essenciais para o desenvolvimento de portifólio, são elas:
1. Múltiplos recursos
2. Autenticidade
3. Dinamismo
4. Explicitação de propósitos
5. integração
6. Pertencimento ao aluno
7. Natureza multiproposital
Sendo o portifólio criação de uma prática avaliativa comprometida com a formação do cidadão, se faz necessários alguns princípios-chaves que possam orientar sua construção, tais como: é o próprio aluno que deve fazer suas escolhas e tomar decisões, tudo isto é feito por meio da reflexão, outro princípio-chave do portifólio.E por fim, os princípios da construção e da reflexão favorecerão o desenvolvimento da criatividade.
Os princípios da construção, da reflexão e da criatividade abrem caminho para a auto-avaliação, ou seja, um processo pelo qual o próprio aluno analisa continuamente as atividades desenvolvidas e em desenvolvimento.
A autora finaliza o segundo capítulo com alguns questionamentos sobre as possibilidades do uso do portifólio, convidando o leitor a ampliar a discussão e até propor outras indagações.




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