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O Apanhador No Campo De Centeio
(Francisco Martins)

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O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO
The Catcher in the Rye: J.D.Sellinger

Além de ser o livro que mais se lê na América do Norte, esse também foi o livro que John Lennon autografou a pedido de Mark Chapman, que logo depois o mataria.

Mark Chapman pediu a John Lennon que autografasse uma cópia de The Catcher in the Rye, e no mesmo dia assassinou o ex-Beatle. Um livro para pessoas instáveis e violentas? O bem-sucedido publicitário brasileiro Washington Olivetto sempre tem em sua casa dezenas de exemplares de The Catcher in the Rye para oferecer a amigos e conhecidos. Um livro para pessoas criativas e generosas? O que tem de extraordinário este The Catcher in the Rye (no Brasil, O Apanhador no Campo de Centeio, editado pela Brasilivros), obra máxima de J.D. Salinger, que atrai legiões de admiradores dos mais diferentes perfis e é cultuado nos mais diversos círculos? Jerome David Salinger, ou simplesmente J.D Sellinger, o autor de um dos livros que mais se lê nos E.U.A.,é uma figura enigmática e muito estranha. Nascido em 1919, desde sempre arredio à imprensa e outras formas de divulgação da sua figura, o que o tornou paranoicamente recluso. Ainda na época do lançamento de The Catcher in the Rye, na década de quarenta, fez o seu editor se comprometer que não lhe enviaria quaisquer críticas que fossem publicadas sobre o livro. Reclamou também que a sua foto na contra-capa estaria muito grande. Solicitou que não fosse feita qualquer publicidade do livro aludindo à sua pessoa, alegando que não queria correr o risco de acreditar no que leria.
The Catcher in the Rye conta, numa narrativa em primeira pessoa, alguns dias na vida do adolescente Holden Caulfield, que acaba de ser expulso da sua terceira escola bem às vésperas do natal, nos EUA do pós-guerra. Numa linguagem simultaneamente criativa e coloquial, o que dificulta qualquer tradução, Caulfield, aos poucos vai revelando, algo sobre o seu passado, família e seus conhecidos, ao mesmo tempo em que vagueia por New York pulando de uma encrenca para outra. E, para alguém entediado e deprimido como ele, nada melhor que uma encrenca para manter o interesse.Holden Caulfield , o protagonista, é ao mesmo tempo o herói e o vilão da história. Vítima de si próprio e de sua sensibilidade ao que o cerca, divertidamente mentiroso, assumidamente covarde, parece buscar uma espécie de redenção ajudando desconhecidos e cultuando sua irmãzinha de dez anos. Mas o que realmente o incomoda é o vazio e a falsidade das pessoas, que por mais promissoras que pareçam sempre acabarão por se revelar como mais uma decepção. Isto não faz de The Catcher in the Rye exatamente uma leitura animadora, mas ainda assim existe algum resquício de inocência e ingenuidade infantil em Holden Caulfield, e também um humor (negro, é claro), que não deixam o livro afundar num poço de pessimismo e depressão.




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