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Quarto De Despejo
(Carolina Maria de Jesus)

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O livro Quarto de Despejo é o diário de Carolina, uma catadora de papéis, semi-analfabeta, negra, pobre e favelada. É, também, autora, personagem e narradora do livro. Ela representa a voz dos excluídos, marginalizados por questões sociais e étnicas. É um diário autobiográfico e um documento sobre a vida de uma favela. São reflexões sensíveis e críticas. Todo o texto é como se fosse um espelho através do qual a autora olha a si mesma e, também, as pessoas que dividem com ela o seu espaço. É um diário diferente dos outros que são confidenciais. A autora procura denunciar as condições miseráveis de vida em uma favela.
O diário registra fatos importantes da vida social e política do Brasil, iniciando-se em 1955 e terminando em janeiro de 1960. Há no país uma grande euforia pelo início da construção de Brasília, que seria inaugurada em 21 de abril de 1960. O país se preocupava com a nova capital, idealizada por um Presidente da República bem popular entre as classes mais baixas. Ainda assim, a fome, a falta de saneamento básico e de moradia eram graves problemas. Carolina menciona em seu livro Jânio Quadros, Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, este último, de forma irônica. Fatos da época são citados como um documentário que estava sendo filmado sobre a vida de um famoso favelado, o Promessinha. Jornais como o Diário da Noite e revistas como O Cruzeiro são lembrados pela autora.
O livro apresenta a narrativa em primeira pessoa. Fatos são contados envolvendo a opinião da autora (subjetivismo), além de considerar sobre a vida dos pobres e favelados, a atitude dos políticos, a exploração dos comerciantes e atacadistas e o desperdício de alimentos. Carolina mostra hábitos e costumes do seu meio social, observando fatos e atitudes das pessoas que conhece, destacando-se, ela mesma, como um elemento principal nessa favela. Há um tempo exterior, quando ela registra cronologicamente os fatos, e um tempo interior, nos seus momentos de reflexão.
Quarto de Despejo registra fatos do cotidiano de Carolina, durante cinco anos de sua vida e que foram selecionados na época da publicação. O ato de escrever para a autora é natural. Ela sempre dizia que, quando não tinha nada para comer ela preferia escrever. A linguagem é coloquial, ao seu modo. Não erra intencionalmente. Apesar da pouca instrução, suas descrições misturam hostilidade e lirismo.
Mineira de Sacramento, a autora foi para São Paulo, onde trabalhou como doméstica. Tornou-se catadora de papéis, de latas, ferros, e muitas vezes, de alimentos. Até ser descoberta e sair desse quarto de despejo, para se mostrar ao mundo. Deixou de ser catadora para distribuir pérolas literárias. Inocentemente. Humildemente.



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