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Minha Razão De Viver, Memórias De Um Repórter
(Samuel Wainer)

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             O livro traz a história do grande ?Profeta?, Samuel Wainer. Samuel teve uma infância muito difícil, seus pais eram judeus e tinham oito filhos. Sofriam vários problemas financeiros, às vezes, lhe faltavam comida, mas como sua mãe era muito esforçada, fazia de tudo para contornar a situação. Nasceu em Bessarábia, na Rússia e aos dois anos veio para o Brasil, onde morou no Bom Retiro, São Paulo.
            Começou sua vida fazendo um curso de farmácia; depois foi leiloeiro; participou de alguns jornais israelitas e judeus, e a partir daí, tomou gosto pelo jornalismo.
            Casou-se três vezes; sua primeira mulher foi Bluma, depois se casou com Isa de Sá Reis, e finalmente com Danuza Leão. Teve três filhos: Pinky, Samuca e Bruno.
            Uma característica marcante na hora de suas entrevistas, é que ele não fazia anotações, deixando o entrevistado muito à vontade. E foi isso que aconteceu na sua primeira entrevista com Getúlio Vargas, no qual foi publicado no Diário de Notícias. Depois disso, tornou-se muito amigo de Getúlio, o qual lhe deu o apelido de ?Profeta?, por achar que ele seria o primeiro repórter brasileiro a prever e anunciar seu retorno à política. A partir de alguns encontros, tornaram-se muito amigos.
            Após alguns anos, descobriu que estava com tuberculose e precisaria passar um tempo na Suíça para fazer tratamento. Ficou internado num sanatório durante uns 40 dias e, depois disso, ficou curado.
            Em sua vida, participou de várias revistas, entre elas: a revista Diretrizes, na qual foi diretor de redação. O objetivo desta revista era derrubar a Ditadura no Brasil e impedir a marcha do nazismo que ameaçava o mundo com a guerra, ou seja, era defender a formação de uma frente política que unisse as forças democráticas. Era uma revista semanal, mas seu maior sonho era transformá-la num jornal diário. Depois de muitos acontecimentos com a revista, Wainer resolveu vendê-la a João Alberto, seu grande amigo. Com o comando desse novo chefe, a revista passou a ser colorida, suas características foram substituídas e sua tiragem aumentava cada vez mais. E para não abandonar completamente a revista, passou a ser correspondente internacional. Participou também da revista Brasileira, revista Contemporânea, revista O Cruzeiro; e também da TV Tupi; implantou a primeira emissora de rádio; fez reportagens sobre a Iugoslávia; exploração de jazidas; petróleo; uma organização na Palestina; a questão do trigo no Rio Grande do Sul. Depois da reportagem sobre o petróleo foi convidado para trabalhar com Assis Chateaubriand nos Diários Associados. Assumiu também a chefia de O Jornal, aumentando sua tiragem, os salários; e modificou a diagramação, ou seja, revolucionou o jornal.
            Getúlio Vargas influenciou Wainer a fazer um jornal, e foi daí que surgiu o Última Hora, onde encontrara sua razão de viver. Fez do jornal, um dos grandes renovadores da linguagem da Imprensa Brasileira, graças as suas reportagens escritas com malícia e ironia. O jornal saiu pela primeira vez em 1951, e foi um dos maiores fracassos de sua vida. Teve uma época em que o jornal melhorou, e aí criaram um jornal no Rio de Janeiro. Depois de sofrer várias pressões de seus inimigos, o Última Hora foi vendido para Maurício Alencar, responsável pelo Correio da Manhã (era a marca mais valiosa da imprensa brasileira) e a partir de 1972, o jornal já não o pertencia mais devido a falta de verbas para rodá-lo.
            Ao longo de sua vida jornalística, passou por muitas dificuldades. Foi preso, foi solto; foi mandado para fora do país, voltou; fez amigos, porém, muitos inimigos. Conheceu pessoas que jamais poderia conhecer se não tivesse escolhido este caminho, entre eles: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, Assis Chateaubriand, Carlos Lacerda e Luís Carlos Prestes.
            Samuel descreve pequenas e grandes derrotas, pecados maiores e menores, com uma sinceridade desconcertante.
 
 



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