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O Profeta
(Kalil Gibran)

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O livro retrara os discursos de L- Mustafa, o Escolhido e Bem-Amado na sua despedida da cidade de Orpholese, onde vivera doze anos. Estava partindo em regresso à sua cidade natal. Mas o povo de Orpholese queria ouvir pela última vez as palavras do Bem-Amado, aquele que por tantas vezes encheu suas vidas de significado, levando ao povo o consolo e o conhecimento. Ele deixava aquele lugar com tristeza, mas sabia que havia chegado o momento de seguir outro rumo, muito havia feito pelo povo de Orpholese, porém não podia tardar mais em partir. "Pois se eu me demorar aqui, enquanto as horas queimam na noite, seria como congelar-me e cristalizar-me, limitado em um molde".
O povo, por sua vez, queria ouvir o Escolhido. Suas vozes gritavam por ele, queriam ouvi-lo mais uma vez. Eis que os sacerdotes e as sacerdotisas lhe disseram: "Não permitas agora que as ondas do mar nos separem, e que os anos que passastes entre nós se tornem uma lembrança". Assim o povo pediu que seu Bem-Amado lhes falasse sobre o amor e eis que ele respondeu: "O amor não dá, a não ser de sí mesmo, e nada recebe, senão de si próprio.  o amor não possui e não quer ser possuído; pois o amor basta-se em si mesmo. Quando amais, não devei dizer "Deus está em meu coração" , mas dizei "Eu estou no coração de Deus" . E não penseis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, dirigirá vosso curso."
Assim o povo de Orphalese embriagava-se de suas palavras e muitos foram os temas inquiridos a ele. O Escolhido e Bem-Amado falou-lhes sobre o Matrimônio: "Amai um ao outro, mas não facais do amor um cativeiro."  Falou sobre os filhos: "Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos e filhas do anelo da Vida por si mesma. eles vêm através de vós, e não de vós. E embora estejam juntos de vós, não vos pertencem." Sobre a Dádiva: " Através das sua mãos é Deus que fala, e por trás de seus olhos. Ele sorri para o mundo." L-Mustafa enchia seu povo de conhecimento acerca de diversos assuntos: Sobre o comer e o beber, o Trabalho, a alegria e a tristeza, como construir com os sonhos, enfim, diversos. E na hora da despedida o Bem-Amado sabia que havia chegado o momento de deixar o povo que o acolhera tão Bem e levá-los apenas em seu coração. Subiu ao navio e no convés voltou-se para os cidadão de orphalese: "Povo de Orphalese, o vento me convida a vos deixar. sou menos impaciente que o vento, e todavia devo ir-me. Nós, os errantes, sempre buscando os caminhos mais solitários, nunca começamos um dia onde encerramos o anterior; e nenhuma alvorada nos encontra onde o acaso nos deixou. mesmo quando a terra dorme, nós viajamos. Nós somos as sementes de uma planta tenaz, e é em nossa maturidade e plenitude de coração que o vento  nos apanha e nos espalha.



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