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Contra O Método
(Paul Karl Feyerabend)

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TÓPICOS DE IDÉIAS- Paul Karl Feyerabend(1924 ? 1994), defende em sua obra Contra oMétodo(1997), um pluralismo metodológico, defendendo assim seu "anarquismoepistemológico".- O anarquismo epistemológico de Feyerabend, se refere contra a validadeúnica e imutável de um conjunto de regras que pretendem ser universalmenteválidas. Pensamento que vai de contra com o racionalismo.- Feyerabend explica sua visão anarquista epistemológica, através depressupostos epistemológicos, ontológicos, antropológicos e pedagógicos.- Para o progresso da Ciência, ele propõe contra regras, contra oracionalismo mais tradicional, tais como:1 ? Introduzir hipóteses que conflitem com teorias confirmadas ou corroboradas.2 ? Introduzir hipóteses que não se ajustem a fatos bem estabelecidos.- Feyerabend critica certas distinções feitas na Ciência, tais como:1 ? Observacional/Teórico2 ? História da Ciência/Filosofia da Ciência - contexto de descoberta - contexto dejustificação- Nasce com isto questões acerca da comensurabilidade/incomensurabilidadede teorias, relações de ciência/não ciência e racionalidade/irracionalidade.FEYERABEND E A CIÊNCIA Feyerabend defende a idéia de que nenhumametodologia pode ser definitiva ou aplicada de forma estática e inflexível.Segundo ele, há um ?labirinto de interações? que implicam em flexibilidade e,freqüentemente, violações das regras metodológicas. Ou seja, o anarquismo épara a ciência ? ao contrário da política ? a filosofia mais acertada. Destemodo, incita à violação do método, baseado na história de avanços científicos ?como por exemplo o movimento ondulatório da luz ? que não teriam sido de formaalguma possíveis, seguindo-se o dogmatismo metodológico.Para ele, a violação do método é, mais doque normal, absolutamente necessária para o desenvolver do conhecimento. Atestaque uma teoria aparentemente equivocada hoje, pode ser considerada a maisacertada amanhã. O progresso, freqüentemente, é prejudicado pelo dogmatismometodológico.Segundo ele, idéias consideradas?equivocadas? e rejeitadas pelas comunidades científicas podem aglutinar-se eformar conceitos inéditos que movimentam as pesquisas para novos caminhos.Assim, também a aplicação de novas ferramentas seria necessária. como exemplo,pode-se mencionar a teoria quântica: considerada de início pouco convincenteaté mesmo por seu idealizador (Max Plank), com o tempo apresentou-se não só?verdadeira? ? até pela falta de teoria melhor ?, como ainda vem-se mostrandocada vez mais consistente.Na verdade, Feyerabend defende a idéia deque potencialmente qualquer método pode mostrar-se acertado e eficiente. Destemodo, um cientista não precisaria necessariamente deter profundo conhecimentoda metodologia de sua área; precisaria, sim, ter conhecimentos dessa área. Ouseja, um biólogo deve conhecer biologia para realizar sua pesquisa eexperimentos, sendo desnecessária a aptidão em torno dos métodos de pesquisaindicados historicamente, já que estes, não raro, mostram-se camisas-de-forçarestringindo a fluidez de argumentos e teorias.Feyerabend também ataca o pressuposto deque a ciência é superior às demais formas de conhecimento. Defende que a formacomo é determinado o status de um dado conhecimento é diferente doempregado em outro. Arriscamos exemplificar com uma comparação entre a teologia?- oficialmente aceita ?- e a parapsicologia ?- não aceita ?-. Ora, aparapsicologia emprega método, pesquisa e análise e submete-se ao crivo,enquanto a teologia desfruta do aceite, mesmo baseando-se apenas em dados dastradições que, mesmo assim, mostram-se incoerentes e nebulosos.Feyerabend apresenta o relativismo das?verdades?, já que elas ? ?elas? e não apenas ?ela? ? podem variar de acordocom os diversos métodos possíveis de emprego, bem como existiremconcomitantemente. Ainda no tocante ao relativismo, as idéias de Feyerabend vãode encontro à doutrina de Paulo Freyre, quando este ensina que também oeducador é um aprendiz, não sendo, pois, o detentor de todo o saber e de umaúnica verdade.Para Feyerabend o ?relativismo? édetestado pelos intelectuais ? mas não só por eles ? por implicar na perda dopoder de condução do pensamento da sociedade. O poder gera seu discurso e lutacontra todo ideal que o ameace, oprimindo-o, da mesma forma como foi oprimidopelo discurso então deposto.Assim, vive-se de acordo com os diversosdiscursos vigentes nas sociedades, não se ousando oposição a eles, antessubmetendo-se e disseminando tal ?verdade?, tornando-a, então, inquestionável eobrigatória. Como, ainda segundo os discursos vigentes, o que se opõe à verdadeé julgado falsidade e toda falsidade deve ser expurgada, então todo o resto nãocoberto pelo discurso deve ser combatido, não havendo espaço para convívio outolerância entre pensamentos diversos.




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