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Mensagem
(Fernando Pessoa)

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Mensagem (1934), foi o único livro em língua portuguesa publicado por Pessoa.
Os poemas do livro estão organizados de forma a compor uma epopéia fragmentária, em que o conjunto dos textos líricos acaba formando um elogio de teor épico a Portugal. Traçando a história do seu país, Pessoa envereda por um nacionalismo místico de caráter sebastianista.
O livro Mensagem está dividido em três partes: Brasão, Mar português e O Encoberto.
Na primeira, conta-se a história das glórias portuguesas. Na segunda, são apresentadas as navegações e conquistas marítimas de Portugal. Na terceira, é apresentado o mito sebastianista de retorno de Portugal às épocas de glória.
A primeira parte de Mensagem, Brasão, se estrutura como o brasão português, que é formado por dois campos: um apresenta sete castelos, o outro, cinco quinas. No topo do brasão, estão a coroa e o timbre, que apresenta o grifo, animal mitológico que tem cabeça de leão e asas de águia. Assim se dividem os poemas desta parte, remetendo ao brasão de Portugal. Versam sobre as grandes figuras da história de Portugal, desde Dom Henrique, fundador do Condado Portucalenses, passando por sua esposa, Dona Tareja, e seu filho, primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, até o infante Dom Henrique (1394-1460), fundador da Escola de Sagres e grande fomentador da expansão ultramarina portuguesa, e Afonso de Albuquerque (1462-1515), dominador português do Oriente. Até o mito de Ulisses, que teria fundado a cidade de Ulissepona, depois Lisboa, é apresentado: "O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo."A segunda parte, Mar português, apresenta as principais etapas da expansão ultramarina que levou Portugal a ocupar um lugar de destaque no mundo durante os séculos XV e XVI: "E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português."Já a última parte, O Encoberto, apresenta o misticismo em torno da figura de Dom Sebastião, rei de Portugal cuja frota foi dizimada em ataque aos mouros em 1578. Muitas previsões, como a do sapateiro Bandarra e a do padre Antônio Vieira, prevêem o retorno de Dom Sebastião para resgatar o poderio de Portugal, criando o Quinto Império, marcando a supremacia de Portugal sobre o mundo: "Grécia, Roma, Cristandade,
Europa, os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu dom Sebastião?"


Três grandes fatos na história de Portugal,no fim do século XIX e com repercussão no século XX,tiveram influência sobre Fernando Pessoa:
*A crise da monarquia,ocasionada pela organização e ampliação dos Partidos Socialista e Republicano;
*O expansionismo da Inglaterra,que desejava o domínio total da África e que dirigiu a Portugal um ultimato,exigindo a retirada das tropas portuguesas de Angola e Moçambique;
*Crise econômico-financeira da Europa,com desastrosa repercussão em Portugal,cuja moeda foi depreciada e alguns bancos faliram.

Os melhores poemas dessa linha de conteúdo se encontram no livro "Mensagem",única obra publicada em vida pelo poeta.
Fernando Pessoa retornou às origens históricas de Portugal,às grandes navegações,ao profetismo sebastianista,ao "misticismo nacionalista",que sonhava com um imenso império lusitano.
O mar é invocado e domina as imagens poéticas.
Pessoa se refereiu ao aparecimento de um "Supra-Camões" e praticou a intertextualidade com alguns trechos de "Os Lusíadas".
A idéia primitiva do poeta era dar ao livro "Mensagem" o título de "Portugal".Na verdade,os poemas formam um só poema.Pessoa alterna palavras do português moderno com outras do português arcaico.

-Poesia lírica:

Fernando Pessoa referiu-se aos poemas líricos como sendo "poesia multifacetada":há desde poemas metalingüísticos,passando por reflexões leves,até chegar a mergulhos de introspecção no "eu profundo".
Pessoa,ao explorar a veia lírica,retomou temas,ritmos e métricas tradicionais porguesas ("Cancioneiro",um livro de poesias,é uma designação de coletânea de cantigas medievais) e realçou a musicalidade dos versos,como expressão de sugesatões simbólicas,à moda do Simbolismo.



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