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Madame Pommery
(José Maria de Toledo Malta)

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Afirma o narrador que se trata de uma história verdadeira, apresenta o passado da protagonista, Ida Pommerikowsky, filha de um judeu domador de feras de um circo e de uma noviça de um convento espanhol, vem para o Brasil no início do século.
Sua mãe, abandona o pai e a filha fugindo com um toureador. A menina é criada com a ajuda de Zoraida, uma cigana, e aprende as artes do circo com o pai de quem herda o gosto pelas finanças. Aos quinze anos, é iniciada nas artes do amor, a pedido do próprio pai.
Em Praga, um ricaço se enamorou de Ida, mas a menina, percebendo a intenção do pai em ficar com o dinheiro pago pela sua virgindade, foge com o dinheiro enquanto o ricaço roncava no leito. Zoraida a acompanha.Assim, Ida inaugura sua vida de prostituição, percorrendo toda a Europa. O seu pseudônimo era Mme. Pommery provavelmente vem do champagne Pommery, de que tanto gostava.
Aos trinta e quatro anos, em Marselha, já decaída, mas ainda desejável, torna-se artista de cabaré. Conhece então o marujo Mr. Defer, a quem seduz e viaja para a América do Sul, fascinada com as possibilidades de fortuna. Chegou ao Brasil, e no hotel em que foi jantar com Defer, ela encontra Zoraida, que finge não reconhece-la, com ar de senhora respeitável, repleta de jóias, acompanhada do marido. Inconformada, pede ao garçon explicações sobre o casal. Fica sabendo que se trata do Coronel Pacheco Isidro e Dona Zoraida , donos de muitas fazendas e influentes na política.Prcebe as possibilidades de ganhar dinheiro e decide que o Coronel seria seu homem. Despede-se de Defer e ruma para São Paulo, no encalço do casal. Pretendia chantagiar o casal, em troca do silêncio sobre o passado de Zoraida.
Na metrópole paulistana, Mme. Pommery volta ao trabalho: uma vez mais é uma prostituta e artista de cabaré . Encanta a todos, não tanto pela sua beleza física, já quase desaparecida, mas pela simpatia. Foi alargando o círculo das amizades, dos admiradores e percebeu que todos conheciam o casal Pacheco Isidro e também o passado de prostituta da colega de outros tempos.Seus planos de chantagiar estava anulado . Restava-lhe arrumar um sócio e fundar um bordel, para ganhar tanto dinheiro que suplantasse a superioridade de Zoraida.
São Paulo àquela época, é ainda provinciana, especialmente a moral, o comportamento mantinham-se ainda tradicionais, conservadores e hipócritas. Coronel Pinto Gouveia, um de seus enamorados de queixava-se da insipidez da vida noturna da cidade, a repugnância do meretrício local.Não desperdiçando a oportunidade, pediu um empréstimo ao Coronel, com o intuito de fundar uma casa em que bebida cara, o luxo e as tentações da carne levariam os freqüentadores a gastar o que tinham e o que não tinham. O Coronel, depois de uma noite de amor e embriaguez que o deixaram descadeirado, concede o dinheiro pedido: era o início da glória de Mme. Pommery, que ensinaria São Paulo a valorizar os prazeres da noite.
Instalou se no largo do Paissandu, prostíbulo que ficaria logo famoso.Ela acolhia Coronel Pinto Gouveia, mas incomodava-se com o fato de ter com ele uma dívida e queria, logo que fosse possível, safar-se do amante e sócio. Os gastos exagerados de Pinto Gouveia, manejados habilmente por Pommery, logo ultrapassaram a soma dos seis contos que o velho homem havia emprestado. Pinto Gouveia, para piorar a situação, descobre que ela tinha novo amante, Filipe Mangancha. Contrariado, vai embora.
Filipe Mangancha, o novo amante, mantinha no Teatro Cassino um espetáculo de variedades. O teatro era um lugar ideal para Mme. Pommery e suas meninas exibirem-se em público.
Herdara da mãe a disciplina do convento, de modo que estipulou no bordel normas de convívio. Seu objetivo era atingir o lucro e garantir nobreza à profissão de cafetina. Elegância na vida devassa, coisa que aqueles paulistanos simplórios apesar de ricos não conheciam. Agora, tinham a chance de conhecer o melhor estilo de prostituição, mas deviam também pagar por isso.
Mme. Pommery já estava cansada de Filipe Mangancha e, além de tudo, a Companhia Paulista de Teatro e Passatempo já tinha decaído e não mais a interessava levar suas meninas para se exibirem no espetáculo de Mangancha. Tinha chegado a hora de desfazer-se dele. Ela queria agora freqüentar o Bar do Municipal, para manter-se em contato com a aristocracia e seu novo pretendente: Romeu das Camarinhas, moço romântico e galante..
O bordel tornou-se o ponto de encontro da elite financeira. Lá se fechavam os negócios que moviam São Paulo. Passar por ele era sinônimo de prestígio e de elegância. A cortesãs, antes confinadas, agora podiam participar da sociedade, mostrar suas caras ao público em geral.
Só faltava uma coisa para coroar a existência de Mme. Pommery. Não nos esqueçamos que tudo que fez, toda a fortuna que acumulou foi para se vingar do desprezo de Zoraida no encontro que tiveram no restaurante, quando ela chegara ao Brasil.Faltava somente casar se, assim entraria de vez no círculo aristocrático paulistano. Vendeu o bordel e analisou vários candidatos. Era o primeiro, passo para a regeneração. Casou-se? Não se sabe. O texto não informa como acabou a vida de Mme. Pommery .



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