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Tristão E Isolda
(Claude-Catherine Ragache - Francis Phillips)

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TTristãoTristão e Isolda Sir Tristão de Lionesse O Cavaleiro Poeta Rica é a bibliografia de Tristão e Isolda. Além de figurarem em escritos celtas antigos, os chamados mabinogions (porque eram destinados à educação do mabinog, ou discípulo do bardo) e em narrativas populares anônimas, como Folie Tristan, Luite Tristan e Tristan Moine, inspiraram uma vasta literatura em francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e português. O nome do pai de Isolda, Gormond, é escandinavo, e ela mesma aparece às vezes como "Isolt". Acrescente ao fato dela ser loura (la Blonde). Donde a idéia de que a história remonte ao tempo dos vikings na Irlanda. No entanto, segundo a maioria dos autores, a lenda é celta e tem por base a vida de um rei picto que viveu na Escócia, onde reinou de 780 a 785. Chamava-se Drest filius Talorgen. O Livro Vermelho de Oxford alude a um certo Drystan ab Tallwch, amante de "Essylt", mulher de "Marc". "Tristan" proviria então de "Drest", "Drystan", "Drust", "Drustan". Em português, impunha-se Iseu ao invés de Isolda, forma alemã popularizada por Wagner, como pode-se ver pelo Cancioneiro da Vaticana, de D. Dinis: o mui namorado Tristan sey ben que non amou Iseu quant'eu vos amo.... Já Jorge Ferreira de Vasconcelos usa "Iseo", com "o", em Memórias das proezas da segunda Távola Redonda, Lisboa, 1567, capítulo XLII: "... de dom Tristam de Leonis e da sua amada Iseo...?. A popularidade da história de Tristão e Isolda foi conseguida graças a Maria da França, uma mulher de quem pouco se sabe, que escrevia tais, versos sobre histórias de cavalaria já conhecidas ou que ainda corriam entre os contadores de história. Seus versos intitulam-se Chèvre Feuille (A Madressilva). Esse conto, conhecido desde o ano 1000, é de origem puramente celta. A história passa-se na Cornualha, onde Marco é rei, mas o magnetismo causado pelo nome de Arthur fez com que essa história se prendesse também ao corpo da lenda. Tristão não era famoso por sua habilidade como lutador, mas tinha grande agilidade física. Era também um harpista. A história de Tristão é marcada por tragédias, dizia-se que ele nunca foi visto sorrindo, a começar por seu nascimento, onde seu pai é morto em batalha, perdendo o reino de Lionesse, e sua mãe morre no parto. Graças a estas tragédias, ele recebe o nome de Tristão. Criado por um cavaleiro como se fosse seu filho, Tristão desconhece sua origem e de seu parentesco com Marco, seu tio. Ainda criança, Tristão mata por acidente um outro menino durante uma rixa. Levado para Bretanha a fim de ter uma educação de cavaleiro e um dia recuperar seu trono, Tristão acaba preso em um navio muçulmano, onde seria vendido por escravos, se não tivesse conseguido fugir, indo parar nas costas da Cornualha. Durante muito tempo permanece na corte do rei Marco, sem revelar a este que era seu sobrinho, o que ocorre quando a Irlanda cobra um antigo tributo da Cornualha que, se não fosse pago, só poderia ser substituído pela luta entre dois campeões da família real da Irlanda e Cornualha. Tristão se oferece e parte para lutar contra Morolt, matando-o quando este prende a espada no casco do barco. Ferido pela espada envenenada de Morolt, Tristão é colocado em um barco sem remos com sua harpa para ser curado pela rainha da Irlanda. Durante sua permanência disfarçado, com o ome de Tãotris, acaba se apaixonando pela princesa Isolda, que cuidava dele. Mas Isolda acaba prometida a Marco e Tristão retorna à Irlanda para buscá-la. Na viagem de volta, no entanto, eles bebem um filtro de amor que a criada de Isolda, Brangwen, havia preparado para a noite de núpcias da princesa, com isso uma paixão cega toma conta deles, de tal forma que, quando chegam a Cornualha, já são amantes. Começa então o mórbido, mas interessante relato do casamento de Isolda com o já desconfiado Marco e a continuação de sua aventura com Tristão. Segue-se então a descoberta e a fuga de Tristão para a Britânia, onde se casa com uma princesa só porque seu nome também era Isolda (ISolda das Mãos Brancas), não podendo consumar o casamento. Quando está prestes a morrer de uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda da Irlanda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, deveriam estender velas brancas se a trouxessem e negras se ela não viesse. Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa Isolda diz que elas são negras. Angustiado Tristão morre, e Isolda chega, para morrer ao lado dele.



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