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Dialética Do Esclarecimento
(Theodor Wiesengrund Adorno)

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A Dialética do Esclarecimento foi escrita em plena Segunda Guerra Mundial, quando os autores (Max Horkheimer e Theodor Adorno), ambos judeus de origem alemã, encontravam-se emigrados nos Estados Unidos. Extremamente atual ainda hoje, o livro propõe-se a indagar o esclarecimento que temos diante de nós: como é possível que este esclarecimento, que supostamente nos levaria para uma sociedade mais justa e livre, acabou produzindo o seu reverso, ou seja, uma sociedade destrutiva e injusta, por mais esclarecida que seja? Que esclarecimento é esse? Procurando responder a estas questões, os autores remontam à história antropológica do esclarecimento, e mostram como, desde o princípio, a relação mito-esclarecimento é íntima, por mais que este esclarecimento tenha sempre tentado se desvencilhar do mito, considerado como superstição. É por conta dessa íntima e complexa relação que faz-se necessário ao esclarecimento (para que este seja, de fato, esclarecido) reconhecer esse seu momento de mito. Enquanto ele não se conscientiza disso, enquanto se opõe rigidamente ao mito, ele acaba se tornando mito no pior sentido. Ora, é isso o que ocorre hoje em dia com o esclarecimento científico: ele, como razão tecnológica, recusa qualquer pensamento que não se atenha factualmente às coisas, como se a factualidade do procedimento científico não fosse também uma produção subjetiva (subjetivismo é, aliás, o adjetivo invocado para desqualificar o pensamento mitológico). Daí porque a facilidade com que essa razão tecnológica cai no mito, se presta a qualquer ideologia: assim foi com o fascismo, o nazismo, assim é com a guerra contra o terrorismo contemporânea.O esclarecimento científico, factual da sociedade industrial avançada, na qual vivemos, é o esclarecimento avesso ao pensamento que, enquanto tal, não é jamais puramente científico, na medida em que sempre exige mais que o apêgo desesperado aos "fatos". Não se faz pensamento com fatos. Pensamento não é jornalismo.



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