Agripino diz que Vieira de Mello era campeão em matéria de produzir a paz



"Uma guerra mal explicada, uma guerra mal terminada acaba de produzir, dentre suas vítimas, um cidadão brasileiro que eu diria ser um campeão em matéria de produzir a paz." Com estas palavras o senador José Agripino (PFL-RN) iniciou sua homenagem póstuma ao diplomata Sérgio Vieira de Mello, morto em um ataque desferido contra o prédio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Bagdá, nesta terça-feira (19).

O senador enumerou algumas das missões que Vieira de Mello desempenhou no campo da produção da paz. Lembrou da Bósnia, quando o embaixador chefiou uma força de proteção aos civis, falou na província de Kosovo (então Iugoslávia), onde ele representou o secretário-geral da ONU após a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e destacou a atuação do diplomata no Timor Leste, quando chefiou o governo de transição.

- O embaixador era um homem diferente. Era um diplomata com capacidade diferenciada e foi vítima de uma guerra mal explicada e mal terminada. Espero que o episódio de sua morte, produto de atentado terrorista, levante mais uma vez a atenção dos países que têm responsabilidade sobre o mundo - afirmou Agripino.

Na avaliação do senador potiguar, se a guerra do Iraque não for interrompida definitivamente, pode se transformar em um "barril de pólvora incontrolável". Ele leu nota oficial do seu partido, o PFL, lamentando o ocorrido e manifestando solidariedade e apreço a Sérgio Vieira de Mello e sua família. Agripino, em nome do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), também pediu a inserção em ata de nota oficial emitida pelo PSDB.



19/08/2003

Agência Senado


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