Alcântara homenageia historiador de Canudos
Para Alcântara, Calasans inovou em seus estudos sobre Canudos, defendendo a tese de haver múltiplas histórias do episódio. Ele estudou as várias facetas da guerra de Canudos como se fizesse parte das tropas de Antonio Conselheiro - personalidade mais representativa da história. De seu trabalho, resulta um Conselheiro bem diferente daquela figura sombria - misto de louco e fanático místico - consagrada em Os Sertões, de Euclides da Cunha, observou o senador.
Calasans recriou a trajetória de vida de Antonio Vicente Mendes Maciel - o Antonio Conselheiro - desde a época de criança cearense nascida em Quixeramobim até a fase de adulto revolucionário no sertão da Bania. Uma personagem que estudou, trabalhou, conheceu fracassos no comércio e no casamento, tendo sido capaz de exprimir concepções políticas e religiosas identificadas com o seu tempo, relatou Alcântara.
Segundo o senador pelo Ceará, o historiador foi pioneiro na intensa utilização dos testemunhos dos sobreviventes e na revisão dos documentos relativos à guerra de Canudos. Ele conferiu, aos relatos orais e populares, idêntica importância atribuída às interpretações impressas ou eruditas. "Rigorosamente inovador, Calasans preocupou-se em dar voz aos vencidos, além de estudar o cotidiano daqueles homens e mulheres unidos no mesmo ideal", concluiu Alcântara.
06/07/2001
Agência Senado
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