ALL e Sogo preparam terminal em SC
ALL e Sogo preparam terminal em SC
A América Latina Logística (ALL) e a francesa Sogo Southtrading vão construir um novo terminal no porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Batizado de Terlogs Terminal Marítimo, o empreendimento custará R$ 30 milhões e é mais um passo na estratégia da ALL de ampliar sua ação logística. A companhia, que ingressou no mercado brasileiro em 1997 como uma ferrovia, quando ainda se chamava Sul Atlântico, se transforma cada vez mais numa empresa de logística, oferecendo agora mais uma opção de escoamento de grãos e outros produtos por transporte marítimo.
O lançamento do projeto será feito hoje e a previsão é começar a operar em sete meses, quando a safra ainda estiver sendo escoada. A expectativa é movimentar, somente para a exportação, pelo menos 1 milhão de toneladas no primeiro ano, ou 1,5 milhão de toneladas entre importação e exportação, segundo informa Eduardo Machado de Carvalho Pelleissone, gerente da unidade de negócios granel norte.
“A infra-estrutura de escoamento da produção brasileira ainda é muito carente”, argumenta o executivo, ao citar as superssafras de grãos obtidas nos últimos anos. Para este exercício, a projeção é ainda melhor. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informa que, somente no caso da soja, a produção deve crescer 13,5% no Paraná - segundo maior produtor brasileiro -, saltando de 8,3 milhões toneladas colhidas no ano passado para 9,4 milhões de toneladas em 2002.
O terminal terá armazéns com uma capacidade estática de 100 mil toneladas - 60 mil toneladas para exportação de grãos, 20 mil toneladas para importação de trigo e cevada, e 20 mil toneladas para fertilizantes. A meta é movimentar 2 milhões de toneladas a partir do segundo ano. Se atingir essa quantidade, o terminal aumentará em quase 50% o volume total de 4,7 milhões de toneladas movimentados atualmente no porto.
A empresa usará o ship-loader já existente na estrutura de São Francisco do Sul, mas implantará todo o complexo restante, desde o sistema de correias de transporte das cargas do cais para os armazéns até as moegas e os silos. O complexo da ALL/Sogo será o terceiro terminal do porto, que já tem um da multinacional Bunge e outro da Cidasc.
O plano da ALL, que opera uma malha ferroviária de 7,2 mil quilômetros no Brasil e 8,4 mil quilômetros na Argentina, é oferecer toda a logística que vai desde o campo até o navio. “Só fazíamos parte do trabalho”, afirma Pelleissone, ao lembrar que a nova operação permitirá aumentar a produtividade dos 17 mil vagões e 500 locomotivas que a empresa possui.
“A produtividade é medida pela carga, pelo trânsito das composições e pela descarga do produto. Até agora só tínhamos o controle das duas primeiras fases”, observa o executivo. Praticamente toda a carga (grãos, farelo de soja, óleos comestíveis ) chegará ao terminal por via ferroviária. Em alguns casos, dependendo da operação, os carregamentos serão feitos por via rodoviária. Embora seja uma operadora logística baseada principalmente em ferrovias, a ALL possui 500 caminhões, boa parte deles ativos absorvidos quando a companhia arrendou a argentina Delara. As cargas virão de todo o Sul e Centro-Oeste brasileiro.
Repsol já tem posto em Porto Alegre
Com a assinatura dos contratos de permuta de ativos entre a Petrobras e a Repsol-YPF, em dezembro do ano passado, foi deflagrado o processo para colocar em prática a transferência de patrimônio prevista no acordo. Em Porto Alegre, a troca entre a empresa brasileira e a companhia hispano-argentina é visível no antigo posto BR localizado na avenida José de Alencar que já ostenta o emblema identificando a nova bandeira. Os empregados da revenda adotaram novos uniformes com mensagem salientando a troca: “Agora este posto faz parte da Rede Repsol”.
No Rio Grande do Sul 39 postos da rede BR vão passar para a Repsol-YPF. A escolha foi feita em comum acordo entre Petrobras e Repsol-YPF e para formalizar a transferência há a venda de contrato, também numa negociação envolvendo o dono do posto e as duas empresas.
Em relação aos postos de serviços, o acordo de troca de ativos envolve 250 revendas da BR nas regiões Centro, Sudeste e Sul do Brasil e 691 da Repsol-YPF na Argentina. A Petrobras também cedeu ao parceiro estrangeiro 30% do patrimônio da refinaria Alberto Pasqualini Refap S/A, localizada em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em contrapartida vai receber uma refinaria, uma planta para produção de asfaltos no vizinho país. Pelos contratos, cada empresa cederá a outra ativos avaliados em cerca de US$ 500 milhões.
Acordo une J. Walter Thompson e Propague
A norte-americana J. Walter Thompson fechou, ontem, em Florianópolis, sua sétima parceria com agências brasileiras. Em Santa Catarina a selecionada foi a Propague, uma das maiores do Estado. Com o acordo, a JWT fechou o cerco à Região Sul, onde já atua em conjunto com a Master, de Curitiba e da DCS, de Porto Alegre.
O acordo com a Propague inicialmente é operacional e faz parte dos planos da J. W. Thompson Brasil, do grupo inglês WPP, considerado o maior do setor de comunicação do mundo, de tornar-se a maior do País. O presidente da Propague, em Florianópolis, Roberto Costa, diz que a Thompson costuma, depois deste período, propor uma associação societária onde fica minoritário.
Segundo Costa, a Propague está aberta às novas propostas. “Para crescer num mercado globalizado precisamos estar alinhados com as últimas tendências do mercado”, diz. A Propague, que em sua carteira de clientes tem alguns dos maiores anunciantes catarinenses - Cerâmica Portobello, divisão do Grupo Bunge na área de óleos Soya, Salada e Primor e Gerasul - fechou o ano passado com faturamento de R$ 25 milhões, 27% a mais do que no ano anterior.
O presidente da JWT, Álvaro Novaes, que desde o ano passado vem investindo fortemente no crescimento da rede da empresa no Brasil, diz que não é de hoje que vinha “namorando” o mercado catarinense. Novaes não descarta a possibilidade de o acordo evoluir para uma presença mais forte em Santa Catarina. Na região Sul, a JWT é sócia, com 49% das ações da Mastes, de Curitiba e com 40% da DCS, de Porto Alegre.
“Nos últimos 12 meses, alcançamos nosso projeto de estabelecermos novos parceiros em sete dos principais mercados do País”, diz, lembrando que a expansão da JWT também aconteceu no Nordeste. Neste período, a Thompson assinou contratos para a compra das ações da baiana Publivendas e da pernambucana Arcos.
A meta da multinacional é de tornar-se líder no mercado brasileiro. Do 14º lugar que ocupava em 1999 a JW Thompson passou para o nono do ranking do setor do ano passado e briga pela liderança do mercado brasileiro em 2002. O presidente da JW Thompson Brasil, Álvaro Novaes, afirma que se consolidar o faturamento da multinacional em 2001 com o das agências como a DCS, de Porto Alegre, a Master de Curitiba e a Arcos de Pernambuco, já deve ser a primeira no ranking nacional.
“Nos últimos 12 meses alcançamos a nossa meta de estabelecermos novos parceiros em sete dos principais mercados do Brasil, seja por meio da compra de até 49% das ações das mais destacadas agências locais, seja por acordo operacional, como este que está sendo assinado com a Propague”, afirma Novaes. Além das agências do Sul e da pernambucana Arcos, a JWT assinou contrato com uma agência em Brasília, uma na Bahia e uma em São Paulo.
O faturamento da J. W. Thompson e 2001 ainda não está consolidado. Em 2000 a JWT apresentou receita de R$ 65,89 milhões, 103% a mais do que no ano anterior, segundo levantamento da Meio & Mensagem. De acordo com o Ibope Monitor, o valor de investimentos em mídia (compra de espaço dos clientes da JW T) entre janeiro e novembro do ano passado foi de R$ 355,42 milhões.
Álvaro Novaes diz que a Thompson em Nova Iorque vê o Brasil não mais como um país, mas como uma região. “Estávamos presentes há várias décadas em países da América Latina menores do que o Rio Grande do Sul e não estávamos no Rio Grande do Sul”, diz. Segundo o executivo, a empresa hoje prioriza a presença acionária em agências locais para as quais leva tecnologia de comunicação que é repassada aos clientes. “As empresas do Sul são de primeira”, afirma.
Novaes pouco revela sobre os planos da Thompson no Brasil. Ele diz que no mercado publicitário vale o antigo chavão de que “o segredo é a alma do negócio”. “Vamos continuar perseguindo a liderança do mercado, trabalhando duro”, diz. Hoje a empresa do grupo inglês WPP, o maior grupo empresarial do mundo, tem 75 clientes e 123 marcas no Brasil.
O presidente, Álvaro Novaes é um ex-cliente da JWT (ex- Unilever, Parmalat e Bombril). Assumiu o comando da empresa em outubro de 1999 e passou a aliar planejamento consistente, criação de marcas sólidas, ferramentas e presença internacional em mais de 100 países à busca por um trabalho criativo. Em função de uma nova forma de trabalhar - dividiu a agência em células, espécie mini-agências com atendimento, mídia e criação próprias que atendem somente a grupos de até seis clientes - a empresa ganhou em agilidade e rapidez.
Como resultado da reestruturação conquistou no ano passado algumas das mais cobiçadas contas do mercado publicitário brasileiro: Banespa, Unimed e TIM, se juntaram à grandes contas conquistadas pela agência no ano anterior - Bavária, Ford - e àquelas há anos atendidas pela agência, que apresenta um nível de turn-over raro no mercado e tem clientes por ela atendidos há mais de 50 anos, como Unilever e Nestlé.
Porém, mais do que ser a super-agência de clientes como a Shell, UDV e todas as grandes contas recém-chegadas, a JWT também passou a perseguir um maior brilho criativo e, como resultado, aumentou exponencialmente a freqüência da conquista de prêmios e menções em festivais e publicações internacionais, como os Festivais de Cannes, Londres e Clio, e as publicações Archive (alemã) e Zoo (inglesa).
PIB gaúcho cresce 3,5% e alcança os R$ 92,9 bilhões
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul apresentou um crescimento de 3,5%, já o PIB per capita teve um incremento de 2,4%, no ano de 2001. Com esse resultado, o PIB gaúcho atinge o valor de R$ 92,9 bilhões e o PIB per capita fica em R$ 9.025,00. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).
Pelo terceiro ano consecutivo, o desempenho da economia gaúcha foi positivo. De 1999 a 2001, o crescimento registrado foi de 10,9%, enquanto que, neste mesmo período, a expansão da economia nacional foi de 7,5%. Entretanto, o PIB gaúcho de 2001 é inferior ao registrado no ano anterior, de 4,1%. O PIB per capita do Rio Grande do Sul também foi um pouco menor que em 2000, quando chegou a 2,6%.
O PIB brasileiro de 2001 ainda não foi concluído, mas as estimativas do IBGE, até o terceiro trimestre, indicavam um crescimento de 2,3%. No entanto, na avaliação de especialistas esse índice deve sofrer redução. No ano de 2000, o PIB do País teve aumento de 4,4%.
O supervisor do Centro de Informações Estatísticas da FEE, Jorge Accurso, diz que o setor agropecuário foi o maior responsável pelo bom resultado da economia gaúcha em 2001. O setor apresentou um crescimento de 12% e vem acumulando, nos últimos três anos, uma elevação de 23,9%.
Accurso explica que este resultado é reflexo do desempenho da lavoura, que cresceu 16,3% ao ano e teve safra recorde de grãos. Em 2001, a produção física da lavoura de milho teve aumento de 54,9%, a de soja de 44,9%, a de trigo de 26,5% e a de arroz de 5,3%.
Mas a produção pecuária não acompanhou este ritmo de expansão, ficando com acréscimo de 0,6%. O supervisor acredita que os índices resultam, principalmente, do problema com a febre aftosa, que atingiu o estado no ano passado. A produção de bovinos ficou em -0,2% e a de ovinos em -2,8%.
O setor industrial, que em 2000 foi o principal responsável pelo crescimento da economia gaúcha, apresentou um crescimento de 2,26%, no ano passado, refletindo uma elevação de 2,7% verificada na indústria de transformação. O segmento que mais cresceu foi o da indústria mecânica, que atingiu 17,5%.
Jorge Accurso salienta que tiveram desempenho fraco os segmentos de vestuário, calçados e artefatos de tecidos, a indústria química, os produtos alimentares, bebidas e fumo. “As crises de energia do País e a econômica da Argentina, assim como a estagnação da economia norte-americana e européia influenciaram nestes baixos resultados do setor industrial”, justifica.
Segundo os dados divulgados pela FEE, o setor de serviços teve crescimento de 2,38%, com desempenhos positivos em todos os seus segmentos. A área de comunicações obteve maior índice, com um incremento de 15%. O comércio cresceu 2,96%. O segmento de transportes e armazenagem também teve ampliação de 5,25% e, conforme o supervisor do Centro de Informações Estatísticas, foi movido pela expansão agropecuária.
O secretário da Coordenação e Planejamento, Adão Villaverde, disse que o desempenho da agropecuária gaúcha é, no mínimo, três vezes maior que o nacional. O secretário acredita que o desenvolvimento da indústria gaúcha também será acima do nacional.
O coordenador do Núcleo de Contabilidade Social, Adalberto Maia, reforçou que o estado gaúcho deve manter a quarta posição (7,8%) na participação no PIB nacional. Baseado em dados do ano de 1999, o coordenador explicou que São Paulo tem maior participação no PIB nacional (35%), seguido pelo Rio de Janeiro (11,8%) e por Minas Gerais (9,6%).
Para 2002, ainda é difícil fazer previsões para o comportamento do PIB gaúcho. O diretor técnico da FEE, Flávio Fligenspan, observa que o País ainda pode sofrer com a crise de energia e que o cenário mundial também não está contribuindo para a elevação do PIB e a retomada do comércio internacional. “A crise argentina e a desvalorização cambial também deverão restringir as exportações gaúchas e aumentar a competitividade de alguns produtos argentinos no mercado interno”, prevê.
BRDE vai dispor de R$ 300 milhões para novos projetos no Sul
O orçamento de 2002 que será submetido ao Conselho Administrativo do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE), em final de janeiro, prevê investimentos de R$ 300 milhões em novos projetos industriais, comerciais e agrícolas para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“É um orçamento de crédito conservador. Poderemos ampliar o volume de crédito dependendo do comportamento da economia e das fontes de captação de recursos”, admite o diretor de Planejamento do BRDE, Carlos Henrique Vasconcellos Horn.
O BRDE liberou, em 2001, R$ 328 milhões de recursos em 4.090 operações de empréstimos, cerca de 65% acima do que havia orçado inicialmente. O patamar do volume de empréstimos atingiu já ao nível máximo das captações realizadas pela instituição. Hoje, as fontes de captações estão limitadas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) as linhas do Finame e do Tesouro Nacional.
A melhor operação de captação, em linhas de financiamento de longo prazo, vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Por deixar de ser caraterizado como uma instituição oficial federal, o BRDE está impedido de tomar crédito direto do FAT e repassá-los ao setor privado.
“A Região Sul é a única do País que não vem conseguindo tomar recursos diretos do FAT. Hoje já temos condições de pensar em usar este recursos, que são muito adequados a operações de long o prazo”, disse Vasconcellos Horn. Ele defende, ainda, como alternativa de captação do banco, a utilização de recursos de organismos financeiros internacionais, como o Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento. São instituições que possuem o mesmo princípios de ser um instrumento do desenvolvimento econômico regional.
Embora tenha esta limitação operacional o banco possui uma posição invejável de liquidez e solvência. As aplicações de intermediação financeira - no mercado interbancário - de R$ 220 milhões de recursos de seu caixa e de mais R$ 235 milhões de títulos do Tesouro Nacional, de um crédito que o banco tinha junto ao governo de Santa Catarina, rendeu R$ 80 milhões em 2001 aos cofres do BRDE.
O banco obteve ainda R$ 250 milhões com operações de crédito, o que dá uma receita global em torno de R$ 330 milhões pelo balanço de 2001 que está em fase de fechamento. As despesas com intermediação financeira foram de R$ 210,4 milhões e os gastos administrativos de R$ 62,5 milhões no ano passado. Com isso a instituição deverá obter um lucro entre R$ 30 milhões a R$ 35 milhões em 2001 - os números contábeis ainda estão sendo fechados -, contra um resultado de apenas R$ 800 mil de 2000. O patrimônio líquido do BRDE evolui de R$ 340 milhões no final de 2000 para R$ 370 milhões em dezembro último.
A linha de uma administração pontuada pela cautela reflete-se na decisão da diretoria manter um colchão de liquidez em recursos em espécie e títulos públicos da ordem de R$ 450 milhões, que representa 35% do total do passivo que possui junto as fontes de financiamento - BNDES, Finame e Tesouro nacional. O conjunto destes créditos tomados é da ordem de R$ 1,3 bilhões em prazo que vão de um a cinco anos.
O orçamento que será submetido ao Conselho Administração no dia 24 de janeiro mantém este viés conservador. O orçamento prevê um ganho de R$ 236 milhões com as operações de crédito e de R$ 57 milhões de aplicações interfinanceiras. O valor irá cair pela estimativa dos economistas do BRDE, que esperam que a taxa Selic fique, em 2002, em torno de 16% ao ano. As despesas com intermediação financeira devem ficar em R$ 201 milhões e os gastos administrativos devem subir para R$ 67,1 milhões.
A evolução do resultado do balanço depende da inadimplência dos financiamentos. Quando maior for a inadimplência, maior será a necessidade de provisionamento - aporte de recursos patrimoniais para cobrir o que não foi pago - e menor será o resultado do balanço. A atual diretoria vem conseguindo reduzir de 26,1% do primeiro semestre de 1999 para algo como 12,9% no final de 2001.
“Ainda é uma inadimplência eleva. O ideal é trazer este percentual para menos de 10%”, disse Vasconcellos Horn. A redução vem sendo obtida com uma política criteriosa de concessão dos empréstimos que envolve garantias e pulverização dos valores e, da mesma forma, de cobrança de dívidas antigas. No ano passado foram ajuizados 93 processos de cobrança, cinco vezes mais do que em 1999.
O perfil do tomador dos empréstimos está mudando, refletindo o comportamento da economia regional. Os recursos liberados, em novas operações, em 2001 ficaram assim distribuídos: 39,2% foi para a indústria de transformação, 34,6% para o setor de serviços e comércio e 22,6% para o setor primário. O BRDE historicamente destinava 50% dos recursos para a indústria. Em números foram feitos 3,739 contratos com setor primário, 215 com setor industrial e 136 com o comercial e de serviços.
A instituição, agora presidida pelo paranaense, Aldo de Almeida, quer mudar de forma gradual o perfil das operações como reflexo do comportamento dos tomadores. Irá, ainda, implementar um programa de qualificação e contratação de novos funcionários para atender as demandas cada vez maiores dos serviços deste agente de desenvolvimento regional. Estão em fase de seleção 125 novos funcionários que passaram por concurso público que irão integrar o atual quadro do BRDE que soma 381 servidores.
Setor calçadista gaúcho terá novidades na Couromoda
Afora as indústrias que estarão expondo na feira (representando 31% dos 750 expositores) o setor coureiro-calçadista gaúcho, o maior do País, vai apresentar outras novidades na 29ª edição da Couromoda, que começa terça feira, no Parque do Anhembí, em São Paulo. O Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins (CTCCA) vai apresentar o Projeto Fábrica Modelo, enquanto o Centro Integrado de Inovação em Design (CIID) aproveitará a feira para o lançamento das primeiras 15 coleções de calçados, por ele desenvolvidas para 15 empresas gaúchas.
O Projeto Fábrica Modelo, em sua sexta edição, simulando o dia a dia de uma indústria, vai mostrar aos visitantes da feira uma linha completa de fabricação do sapato, da qual participarão 48 indústrias calçadistas. A “fábrica” terá 25 funcionários que produzirão 600 pares de sapatos, os quais serão doados ao gabinete da primeira dama paulista, Maria Lúcia Alckmin.
Todo o sapato a ser produzido na “fábrica” deverá atender aos requisitos estabelecidos pelo “Selo Conforto e Saúde do Pé”, desenvolvido pelo próprio CTCCA. Os visitantes da feira poderão fazer os testes finais dos calçados, numa esteira biomecânica, comprovando o conforto ao caminhar.
A Fábrica Modelo vai disponibilizar uma grade com os números dos calçados que estarão sendo produzidos na feira para que os visitantes possam fazer os testes. Os participantes da experiência preencherão uma ficha cadastral e concorrerão, a cada hora, a um sorteio de um par de sapatos.
Já o CIID, iniciativa do Governo gaúcho em parceria com o Centro Universitário Feevale, vai apresentar suas primeiras 15 coleções de sapatos, cujos lançamentos, na abertura da Couromoda 2002, contarão com a presença do governador Olívio Dutra.
As 15 empresas beneficiadas com as coleções desenvolvidas pelo CIID já produzem esses sapatos e buscam suas comercializações durante a Couromoda. Além de desenvolver as coleções, sem custos, o centro auxilia as empresas na capacitação técnica e em gestão. “Essas 15 empresas já beneficiadas nunca tinham trabalhado com coleções próprias, item fundamental para abertura e manutenção de mercados compradores, tanto no País como no exterior”, observou o secretário de Desenvolvimento Assuntos Internacionais do governo gaúcho, José Luiz Vianna Moraes, que também estará presente no lançamento das coleções.
Colunistas
NOMES & NOTAS
Plaza
A abertura do II Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social e Conferência Magna Globalização e Inclusão Social, dia 28, será realizada no Salão de Eventos do hotel Plaza São Rafael. O ex-presidente de Portugal, Mário Soares, será o conferencista do evento, que terá, como expositores, os prefeitos de Buenos Aires, Anibal Ibarra, de Paris, Bertrand Delanoë, de São Paulo, Marta Suplicy, e de Roma, Walter Veltroni, sob a coordenação do prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro.
Crédito
O CrediMatone, sistema de crédito pessoal do Banco Matone, está implantando um serviço inédito no Sul do país: a aprovação instantânea de crédito pelo telefone durante 24 horas do dia, de segunda a sexta-feira. Com 22 pontos de atendimento no Sul, o CrediMatone projeta um incremento de 20% no volume de aprovação de crédito com o novo sistema. No Brasil, conforme projeções da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, o ano de 2001 deve ter movimentado mais de R$ 25 bilhões no segmento de crédito pessoal, 15% dos quais na região Sul. O CrediMatone concentra seu maior fluxo de negócios nas áreas metropolitanas das capitais da região. No Rio Grande do Sul tem lojas em Porto Alegre, em Canoas, e nas cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Es teio, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas. Em Santa Catarina são duas lojas (Florianópolis e São José), além de Curitiba.
Cientec
O Instituto de Pesquisa em Cerâmica de Shigaraki convidou a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) do RS para participar da 3ª Fase do Acordo de Fraternidade entre o Estado e a província de Shiga, no Japão. O objetivo é realizar análises de mistura de argila com cinzas e outros insumos minerais provenientes da Mina de Candiota (RS) para a produção de itens de cerâmica fina, com maior valor agregado. A missão japonesa de Shiga está no Estado para planejar as atividades deste ano do convênio.
Heimtextil
A Tecelagem Kuehnrich - Teka - de Blumenau, maior fabricante brasileira dos artigos de cama, mesa e banho, está participando da Heimtextil, a mais importante feira internacional do setor que termina hoje (12), em Frankfurt, na Alemanha. A Teka espera sair da feira com 30% de pedidos de exportação fechados. A expectativa é positiva em função do aquecimento do consumo na Europa e do reconhecimento da qualidade dos produtos nacionais. A Teka tem escritórios comerciais na Alemanha, Estados Unidos e Argentina e comercializa com mais de 40 países.
Couromoda
O Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista terá presença expressiva na 29ª Couromoda, a maior feira de Calçados e Acessórios de Moda do Brasil e da América Latina, que acontece de 15 à 18 de janeiro, no Parque Anhembi, em São Paulo. O Sindicato conta com o apoio do governo estadual, que nesta edição vai superar o último auxílio que foi de R$ 55 mil e viabilizar a participação de médias e pequenas empresas de São João Batista na feira. Os empresários participam da Couromoda com o objetivo de ter um contato direto e mais amplo com lojistas de todo o País, a fim de auxiliar na sua gradual inserção no mercado nacional e internacional. O espaço que vai ser ocupado pelo sindicato é de 534 metros quadrados, onde 13 empresas apresentarão o que há de mais atual em design e qualidade de produto.
MBA em Turismo
O Centro Europeu de Curitiba criou um curso de MBA voltado para Turismo, Hotelaria e Entretenimento. A nova modalidade surge para atender a demanda de um setor em plena expansão. Citando dados da Embratur, a instituição informa que cerca de 300 hotéis e pousadas estão em construção no Brasil. Esse movimento deve gerar 420 mil empregos diretos. O crescimento esbarra num problema antigo: a falta de profissionais qualificados. Ao contrário dos cursos profissionalizantes tradicionais nas áreas de turismo e de hotelaria, com ênfase no aspecto operacional da atividade, o MBA será realizado na esfera administrativa, com disciplinas de Gestão Ambiental, Gerenciamento de Receitas, Modelos Gerenciais, Planejamento e Gestão de Programas Turísticos e Planejamento Estratégico de Localidades Turísticas.
Ecomuseu
O Ecomuseu de Itaipu, o único do gênero no setor elétrico brasileiro e primeiro na América Latina, será revitalizado a partir de março - sua primeira reforma em 15 anos. O projeto dará ênfase à educação ambiental. As obras deverão ser concluídas até dezembro e aumentarão a capacidade de atendimento de 50 mil pessoas para 70 mil pessoas por ano. O resgate da história, as ações ambientais desenvolvidas por Itaipu e municípios lindeiros, e a construção da usina hidrelétrica serão mostrados em seis módulos. Com as mudanças, o museu ficará ainda mais interativo e haverá mais espaço para exposição do acervo e circulação dos visitantes. O primeiro vai mostrar o período da pré-colonização no Oeste do Paraná: como viviam os índios na região e como ocorreu a ocupação do território.
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01/11/2002
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