Ana Amélia: ideal farroupilha de independência e justiça tributária permanece vivo
Ao comemorar em Plenário, nesta terça-feira (20), os 176 anos do início da Revolução Farroupilha, a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que as principais bandeiras do movimento - justiça tributária e independência -permanecem vivas nos dias atuais entre o povo e, sobretudo, entre os parlamentares gaúchos.
De acordo com Ana Amélia, se a Revolução Farroupilha fosse deflagrada nos dias atuais, "seria pautada pela urgência da reforma tributária, que diminuísse o peso do pagamento dos impostos, e por uma revisão do pacto federativo", praticamente os mesmos problemas existentes no ano de 1835, quando se iniciou a revolta.
- Se a Revolução Farroupilha começasse hoje, seria para enfrentar os riscos de desindustrialização, a entrada ilegal de produtos asiáticos em nosso país, e as barreiras comerciais que desrespeitam os acordos do Mercosul - acrescentou.
Referindo-se a importantes ações atuais da bancada parlamentar gaúcha, em defesa dos interesses do Rio Grande do Sul, Ana Amélia citou a luta pela realização de leilão de contratação de energia térmica gerada a partir do carvão mineral, produzido no estado.
Segundo a senadora, o argumento utilizado pelo governo federal de que a energia gerada pelo carvão não é ambientalmente limpa, devido a produção de gás carbônico, não é adequado, tanto em razão de no Brasil apenas 2,3% da energia elétrica ser de origem térmica, quanto pelo fato de em países desenvolvidos, como Alemanha e China, 41% da energia ser produzida a partir da queima de carvão.
- Esperamos que o Ministério de Minas e Energia reveja essa questão [da não realização do leilão de energia térmica] pela manutenção da energia, do emprego e da renda em uma das regiões mais carentes do Sul do Brasil - afirmou.
Ana Amélia criticou ainda duas proposições (PLS 192/2011 e PLS 289/2011) que tramitam no Senado com o objetivo de alterar o rateio dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Na avaliação da parlamentar, essas proposições, se aprovadas, prejudicarão seu estado, causando uma redução de 43,1% dos recursos recebidos do FPE pelo Rio Grande do Sul, equivalente a R$ 445 milhões, com base em valores de 2011.
20/09/2011
Agência Senado
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