ARTUR VIRGÍLIO: "NÃO HÁ MAR DE LAMA ALGUM"
Artur Virgílio defendeu que a subcomissão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado é o foro adequado para ouvir o ex-secretário, como propôs o senador Carlos Patrocínio (PFL-TO) em seu parecer sobre três dos requerimentos que motivaram a reunião de hoje da Comissão Representativa do Congresso Nacional. Por outro lado, acrescentou, o Ministério Público, "que não dispõe de pouco poder", tem condições de quebrar sigilos bancário, fiscal e telefônico e apurar denúncias de corrupção. Para tanto, conforme informou o líder do governo, Eduardo Jorge já teria aberto mão do seu sigilo.
- A opinião pública já o tem como réu. Pouco importa o que ele venha dizer no Congresso, está condenado. E, no entanto, nada de concreto foi levantado contra ele, à exceção dos 117 telefonemas e da gravação espúria publicada pela revista Isto É - disse.
O líder considerou intolerável que os adversários do governo não reconheçam que o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, é um homem de bem, e anunciou que as relações entre lideranças governistas e oposição se deteriorarão, caso seja mantido o que ele avalia como "maniqueísmo" no tratamento do problema. Para Artur Virgílio, ao contrário de mar de lama, o que há no país é mais liberdade. Nesse quadro, é inaceitável, a seu ver, que a oposição se arrogue o papel de dona da verdade, enquanto, do outro lado, em que ele próprio se incluiu, estariam corruptos.
19/07/2000
Agência Senado
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