Caminhoneiros relatam o perigo nas estradas



A Subcomissão dos Caminhoneiros Desaparecidos, coordenada pelo deputado Francisco Appio (PPB), ouviu ontem (04/09), os depoimentos dos caminhoneiros Gilberto e Leonir Favretto. Ambos relataram os perigos por que passam no cumprimento de sua profissão. Gilberto, que há 22 anos trabalha como caminhoneiro, contou os momentos em que ficou como refém de receptadores de veículos e cargas. "Foram sete horas de tensão e medo. O mais estranho é que eles sabiam o meu nome, o tipo de carga que transportava e o trajeto que eu estava fazendo", afirma. Gilberto disse, ainda, que as notas fiscais da carga foram clonadas, permitindo assim, passar pela polícia sem problemas. Leoni Favretto, irmão da vítima, acredita que o receptador possa conseguir informações a respeito da mercadoria ou o veículos, junto aos funcionários da empresa, da companhia de seguros ou da transportadora. O deputado Francisco Appio, concordou com a posição de Leoni. "É impressionante como as quadrilhas têm conhecimento da rota que os caminhoneiros estão fazendo, de forma rápida e precisa", surpreendeu-se. Os irmãos Favretto foram convidados pelo delegado Márcio de Jesus Zachello, titular do DEIC e que esteve presente no encontro, a fornecer maiores informações sobre o assunto. Reportagem- A Comissão ouviu também o jornalista Roberto Carlos Dias de Lima que apresentou a reportagem de sua autoria "Vida de Caminhoneiro, veiculada no Jornal O Pioneiro. A matéria "Na boleia, da Serra ao Nordeste", teve duração de uma semana. Lima, foi premiado com o Voto de Congratulação da Câmara Municipal de Caxias do Sul, pela reportagem.


09/05/2001


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