Candidato do PPS já critica até Tasso







Candidato do PPS já critica até Tasso
FORTALEZA – Pela primeira vez, ontem, o ex-ministro e candidato à Presidência Ciro Gomes (PPS) criticou diretamente o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), seu amigo e aliado no Estado, mas possível adversário na corrida presidencial. Em entrevista ao portal Terra, Ciro disse que Tasso representa “um governo que falhou” e, por isso, não terá força suficiente para redefinir as estruturas do Poder. “O País não precisa de um projeto, precisa de uma posição e isso é algo que um governista não pode dar”, afirmou. “Existem laços fisiológicos que ele, sendo do governo, não terá como romper.”

No Rio, Tasso, por sua vez, adotou um discurso mais crítico em relação ao Palácio do Planalto, ao defender a redução do peso do Ministério da Fazenda nas decisões do governo que sucederá a gestão presidente Fernando Henrique Cardoso a partir de 2003. Segundo Tasso, há um “desequilíbrio” de poder dentro da administração federal. O governador, porém, elogiou o ministro Pedro Malan e disse compreender a importância que a Fazenda teve até agora.

“No momento em que toda a prioridade do governo era eliminar o câncer da inflação, concentrou-se um peso muito grande dentro do Ministério da Fazenda, de maneira que ele atuava praticamente em detrimento dos outros”, disse o governador, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “Aqui não vai nenhuma crítica à atuação do ministro Malan.”


Alckmin compara Genoíno a Maluf
A 11 meses da eleição, a campanha para o governo de São Paulo já começou. Um dia depois de o deputado José Genoíno (SP), candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, afirmar ao Estado que a administração do PSDB é “omissa e burocrática”, o governador Geraldo Alckmin deixou de lado sua costumeira tranqüilidade e partiu para o ataque.

Candidato à reeleição, Alckmin comparou Genoíno ao ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), que também deve entrar na disputa. Tudo porque o petista criticou o atual modelo de segurança pública e disse que não é contra a Rota nas ruas. A iniciativa ganhou força no governo Maluf.

“Acho que a dupla Genoíno-Maluf começou mal”, reagiu Alckmin. “Política não se faz falando mal dos outros, mas, sim, com propostas.”

Genoíno comemorou a reação do governador. “Consegui tirá-lo da toca”, provocou. “Só que quem faz aliança com o PPB de Maluf é o governo Alckmin na Assembléia e o do presidente Fernando Henrique no Congresso.”

Ao ensaiar que discurso adotará em 2002, Genoíno disse que os tucanos “sempre namoraram Maluf, diferentemente do PT, que é inimigo antagônico dele”. Em entrevista publicada ontem, o petista disse que o projeto do PSDB para São Paulo é em privatizar, administrar a dívida e coletar impostos.


PT manobra para ligar oposição ao jogo do bicho
Estratégia da legenda é cobrar de CPI que chame presidentes de escolas de samba para depor

PORTO ALEGRE – O secretário-geral do PT gaúcho, Paulo Ferreira, disse ontem que o partido quer a convocação dos presidentes das escolas de samba ligados ao jogo do bicho para depor na CPI da Segurança Pública. A iniciativa, segundo ele, visa a esclarecer as insinuações de que o partido teria uma relação muito estreita com os bicheiros e o governador Olívio Dutra (PT) teria recebido doações desse setor na campanha eleitoral de 1998.

A estratégia petista é pôr na defensiva outros partidos que tenham algum tipo de envolvimento com banqueiros do jogo do bicho. No ano passado, por exemplo, CPI aberta na Câmara de Porto Alegre apurou irregularidades na utilização das verbas municipais pela Associação das Entidades Carnavalescas, presidida então por Evaristo Mutti, um assessor do vereador Reginaldo Pujol (PFL). Sócio do Bingo Roma, Mutti também é investigado pela polícia por sua participação com o jogo do bicho. “Que a CPI vá adiante. Não pode ficar só falando e fazendo ilações irresponsavelmente”, reclamou Ferreira. “A CPI não encontrou nenhuma prova de irregularidade contra o PT e o Clube de Seguros da Cidadania (entidade que comprou a sede estadual do partido).”

“Para mim está tudo claríssimo. O relator está completamente esclarecido sobre esses fatos”, afirmou o deputado Vieira da Cunha (PDT), relator da CPI, referindo-se à pressão do PT para convocar os delegados novamente. A comissão deixou para o último dia de depoimento, em 9 de novembro, a convocação do secretário de Justiça e Segurança, José Paulo Bisol.

Ontem mais uma gravação foi apresentada à CPI, desta vez com o objetivo de atingir Bisol. O CD entregue pelo ex-deputado Wilson Müller – o mesmo que obteve a gravação da conversa em que o presidente do Clube da Cidadania, Diógenes Oliveira, pede ao então chefe de Polícia Luiz Fernando Tubino para não reprimir os bicheiros – contém o diálogo do secretário, em março de 99, com três mulheres de policiais militares presos pela execução de um jovem de 14 anos. Elas pediam a ajuda de Bisol para que seus maridos respondessem ao processo em liberdade.


Gravação pode complicar outro governo petista
BRASÍLIA – Uma investigação feita pela Polícia Federal para apurar indícios de formação de cartel de combustível no Acre pode complicar mais um governador do PT. Escuta telefônica da PF mostra conversa do empresário Antônio Santana de Souza com José Fernandes Oliveira Lima, ex-presidente da comissão de licitação do Acre e ex-secretário de campanha do governador Jorge Viana.

Eles tratam de um suposto acordo que teria sido firmado com o secretário de Fazenda do Estado, Mâncio Lima Cordeiro, e o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (Deracre), Tácio Brito, para beneficiar um posto de gasolina de Santana.

A fita, divulgada ontem em Brasília pelo deputado estadual João Correia (PMDB), foi gravada em 12 de dezembro de 2000 pela PF. A gravação faz parte de processo que tramita na Justiça Federal do Acre.

Na conversa, Santana cobra de Lima, conhecido como Dudé, o pagamento atrasado pelo fornecimento de combustível e insinua que existe um acordo para beneficiar seu posto, supostamente envolvendo o diretor do Deracre. “Tô com R$ 296 mil para receber dele (Brito), dos quais R$ 80 mil é fornecimento que não foi nem faturado ainda, porque não tem nem carta convite, né? Não tem tomada de preço. E ele pegou e licitou com o posto Bonzão (concorrente de Santana)...Além de não me pagar, atrasar os pagamentos, fazer isso comigo...”

Dudé tenta contemporizar. “Vou dar uma conversada com ele, ver como é que tá rolando, e vou conversar com o Mâncio também.” Santana fala, em outra parte, que Brito havia lhe pedido para não deixar de fazer o fornecimento, afirmando: “vamos licitar pra você, dar continuidade”.

O assessor de comunicação do Estado, Aníbal Diniz, afirmou que as conversas entre Dudé e Santana são “normais” de um comerciante que não está vendendo seu produto. “Dudé está, na conversa, tentando acalmar o comerciante. O deputado quer passar a idéia de ter descoberto um escândalo e se fazer de vítima porque será punido por ter revelado um segredo de Justiça”, disse. Segundo Diniz, na ocasião, o governo estava sem fazer os pagamentos em função de ter compromissos com o 13.º do funcionalismo.


Chirac elogia FHC e garante apoio ao Brasil
Na despedida da França, presidente brasileiro recebe promessas de cooperação

PARIS - Ao despedir-se do presidente Fernando Henrique Cardoso, à saída do Palácio do Eliseu, ontem, às 15h30 (12h30 do Brasil), o presidente francês Jacques Chirac garantiu que a França estará sempre ao lado do Brasil no encaminhamento das negociações entre Mercosul e Uni


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