CAS vota projeto que vincula insalubridade a salário do trabalhador
Para Carlos Patrocínio, o projeto, além da importância social, aumenta a segurança jurídica nas relações de trabalho que incluem o adicional de insalubridade. Além disso, observou, a iniciativa faz justiça aos trabalhadores que colocam em risco a própria saúde no trabalho.
Mas o relator da matéria na comissão, senador Juvêncio da Fonseca (PFL-MS), não concorda com Patrocínio. Segundo ele, a medida poderia incentivar uma corrida do empregado a atividades insalubres, na busca por um aumento salarial. Dependendo do grau de insalubridade, conforme prevê a lei, o trabalhador recebe 40% de adicional.
Carlos Patrocínio defendeu o projeto, e chegou a lembrar recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que se manifestou contrário à utilização do salário mínimo como parâmetro para o pagamento do adicional de insalubridade. A senadora Heloísa Helena (PT-AL), numa das últimas reuniões da CAS no ano 2000, ao perceber que o projeto seria rejeitado, pediu vista da matéria, que volta a ser analisada pela comissão em fevereiro.
12/01/2001
Agência Senado
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