Casagrande: "Não posso prever o que acontecerá com o senador Renan"



Co-relator do processo contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Conselho de Ética, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), foi cauteloso ao opinar sobre o resultado da votação, que ocorrerá na próxima reunião do colegiado, na quarta-feira (5). Disse confiar na consciência de cada senador, mas não avaliou a votação aberta como um sinal de condenação de Renan Calheiros.

- Não posso prever o que vai acontecer com o senador Renan - disse.

Em sua opinião, os fatos mais grave entre os oito pontos apresentados no documento dos relatores agrega alguns itens que reproduzem a evolução patrimonial de Renan Calheiros, uma vez que, pela análise dos documentos, na avaliação dos relatores, o senador não tinha renda para arcar com suas despesas pessoais e ainda com a jornalista Mônica Veloso.

- Essa incompatibilidade demonstrou concretamente que ele precisava de alguma renda externa, não oficial, para fazer frente a essas despesas - disse.

Caso o relatório seja aprovado no conselho, seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, se aceito, seguirá para o Plenário, mas lá, a votação "ainda é uma incógnita", opinou Casagrande.

Ele assegurou a consistência da peça elaborada em conjunto com a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que classificou de "denso", já que foi construído com base na perícia da Polícia Federal e nos documentos que Renan apresentou para serem avaliados pelo conselho.

Para a co-relatora senadora Marisa Serrano, o fato de a maioria dos parlamentares desejarem a votação aberta, como ficou determinado na reunião desta quinta-feira (30), é "desejo de transparência e, principalmente, dignidade".



30/08/2007

Agência Senado


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