Consórcio Petrobras, CNPC, CNOOC, Shell e Total vencem 1ª rodada do pré-sal



O consórcio formado pela Petrobras, pelas empresas chinesas CNPC e CNOOC, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total arrematou, na tarde desta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, a concessão para exploração de petróleo e gás no campo de Libra, no pré-sal da bacia de Campos. O grupo propôs ofertar à União a parcela mínima de 41,65% do óleo excedente a ser produzido no local.

CNPC, CNOOC e Petrobras têm 10% do grupo cada uma. Shell e Total têm 20% cada. Os 30% restantes também cabem à Petrobras, que entra como operadora do consórcio. O grupo vai pagar um bônus de R$ 15 bilhões de reais ao governo e planeja um investimento mínimo de R$ 610 milhões no campo, que tem 1,54476 km2. A ANP estima que Libra tenha entre 8 e 12 bilhões de barris recuperáveis de petróleo.

Antes da realização da primeira rodada do pré-sal, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, congratulou os participantes, afirmando que Libra será um divisor de águas entre o passado e o futuro, em matéria de exploração de petróleo no País. “Esse é um tempo novo que se abre no Brasil”, disse o ministro sobre a primeira licitação brasileira sob o modelo de partilha.

O ministro lembrou que, com a descoberta do pré-sal, o Brasil mais do que dobrou seu estoque de petróleo certificado. “Saímos de 12 bilhões e superamos os 25 bilhões de barris de petróleo certificado. E há expectativa de aumentarmos ainda mais”, disse Lobão.

Segundo ele, a vantagem deste campo, que está entre os maiores do mundo, é que há recursos imensos concentrados em uma pequena área, à disposição do povo brasileiro. O pico da produção estimado para o Campo de Libra será de 1,4 milhão de barris de petróleo por dia, em dez ou 15 anos, dependendo da velocidade com que o consórcio vencedor da área conseguir colocar a área em produção, de acordo com a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. Por isso mesmo, explicou Lobão, “gastamos tanto tempo com estudos, na Presidência da República e no ministério, a respeito deste assunto. Queríamos uma lei que fosse capaz de servir melhor aos mais legítimos interesses do povo brasileiro”.

Com esse leilão, acrescentou o ministro, queremos praticar aquilo  que o povo deseja: colocar o Brasil entre os países mais desenvolvidos em educação e saúde do mundo, com geração de empregos na indústria naval, em serviços e em toda a sociedade”.

Lobão enfatizou ainda que os diretores da nova empresa estatal que vai cuidar do pré-sal foram nomeados pelo mérito, “sem qualquer interferência exógena. São todos técnicos da maior competência, que a presidenta Dilma escolheu”. 

Fonte:

Portal Brasil



21/10/2013 16:18


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