CPI: desenvolvimento só com preservação, diz diretor de ONG
Respondendo questionamento do senador Leomar Quintanilha (PFL-TO), que presidiu a sessão, Clóvis Borges explicou que a única ligação entre a SPVS e a Fundação O Boticário - outra ONG que autua na região de Guaraqueçaba, no Paraná - foi o financiamento de alguns projetos da SPVS pela Boticário. Já em resposta ao senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que atuou como relator na reunião, Clóvis Borges explicou que a SPVS recebeu recursos internacionais de fundações, ONGs como a The Nature Conservacy e do órgão do governo norte-americano Usaid.
Clóvis esclareceu ainda a Gilvam que a SPVS receberá R$ 10 milhões da General Motors ao longo de 40 anos, para cumprimento de projeto de conservação ambiental. A SPVS tem também convênios com o governo, especialmente com o Ministério do Meio Ambiente, e emprega 50 moradores do litoral do Paraná, além de ter 35 funcionários em seu corpo técnico. O diretor da SPVS destacou que apenas 7% do território paranaense está preservado. "Por lei deveria ser no mínimo 20%", afirmou. Guaraqueçaba é uma das regiões mais conservadas, fica na fronteira com São Paulo e tem mais de 300 mil hectares.
Clóvis Borges explicou que a SPVS foi criada em 1984 em Curitiba. Em seus primeiros anos realizou diversas atividades no sentido de complementar o trabalho do setor público na preservação ambiental, inclusive fora do Paraná. Nos anos 90, um convênio com o IBGE permitiu que a ONG focasse sua atuação em Guaraqueçaba por prazos mais longos. Uma nova fase de atuação configurou-se com a realização de projeto preservacionista e de recuperação de áreas parcialmente degradadas, ocupadas por fazendas de búfalos, cujo prazo de duração será de 40 anos. "Queremos que chegue a 60", afirmou.
20/11/2001
Agência Senado
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