CPI dos Cartões Corporativos pode não ter mais reuniões plenárias



A presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), afirmou em entrevista nesta quinta-feira (3), pouco antes do início da reunião da CPI, que a comissão poderá não ter mais reuniões plenárias caso não sejam aprovados requerimentos de informação e convocação que acrescentem dados às investigações, ou seja, que quebrem sigilo dos gastos de funcionários da Presidência da República com cartões corporativos ou convoquem autoridades para oitivas.

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- Mais de 90% dos requerimentos são [de autoria] da oposição e minha função como presidente é colocar todos os requerimentos em votação. Mas, se de fato, não aprovarmos requerimentos, não temos como caminhar. Teremos que encerrar os trabalhos por não termos como prosseguir as investigações - disse.

Para Marisa Serrano, uma das possibilidades para o trabalho da comissão é "adiantar a CPI". Conforme explicou, esse procedimento consistiria em não fazer mais reuniões plenárias e marcar a data para votação do relatório final ao término do prazo previsto para o encerramento das atividades da comissão, que ainda tem mais de dois meses de funcionamento. A senadora, no entanto, destaca estar "fazendo o possível e o impossível para não encerrar os trabalhos da CPMI".

Marisa Serrano afirmou ainda que a comissão ainda não recebeu nenhum documento do governo federal com informações já requisitadas pelos parlamentares sobre gastos com cartões corporativos. A presidente afirmou que caso os documentos não cheguem até a próxima segunda-feira (7), pedirá auxílio à Comissão Diretora do Senado.

O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que a comissão está mantendo o plano de trabalho aprovado na primeira reunião e que a posição do governo é a de não deliberar sobre quebra de sigilo de gastos de funcionários da Presidência da República até que sejam ouvidos especialistas em segurança pública, o que deve ocorrer na próxima terça-feira (8).

O deputado acredita que os documentos requisitados ao governo devem começar a chegar nos próximos dias. Ele lembrou que a CPI mista ainda "não tem nem um mês" e que o prazo total para suas atividades é de 90 dias. Por isso, crê haver tempo suficiente para que os dados cheguem à comissão. Luiz Sérgio afirmou ainda que, por enquanto, não tem nem como começar um relatório, por falta de informações e documentos para investigar.

Silvia Gomide / Agência Senado



03/04/2008

Agência Senado


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