CPI vai ouvir perito que investigou Banestado nos EUA



Com a aprovação de requerimento do deputado Dimas Barbosa (PPS-SP), a CPI do Banestado decidiu nesta quarta-feira (9) convidar para depor o perito da Polícia Federal (PF) Renato Rodrigues Barbosa, que participou das investigações em Nova York do destino de recursos obtidos em atividades ilegais na agência do Banestado, junto com o delegado José Francisco Castilho Neto, da PF. O depoimento de Castilho já havia sido marcado pelo presidente da CPI, Antero Paes de Barros (PSDB-MT), para o próximo dia 29 de julho.

O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) solicitou ainda que os servidores da PF fossem colocados à disposição da CPI para contribuir na elucidação dos fatos. Para Valverde, eles poderiam facilitar o acesso da comissão, de forma sistematizada, às informações já levantadas pelos órgãos do governo federal.

Porém, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) ponderou que o assessoramento de Castilho à CPI pode ser inconveniente, tendo em vista que o delegado foi afastado do processo. Para o senador, manter Castilho como assessor poderia inclusive causar uma confrontação entre a CPI e o Ministério da Justiça e a PF. Ainda assim, Heráclito defendeu a audiência do delegado.

Nessa linha, o deputado Edison Andrino (PMDB-SC) disse que a presença de Castilho junto à CPI pode ser temerária, tendo em vista a incompatibilidade que se estabeleceu entre ele e a PF. Para o deputado Róbson Tuma (PFL-SP) não faz sentido que a comissão tome o depoimento do delegado na condição de colaborador da CPI. Ele sugeriu, com a concordância de Valverde, que o requerimento seja sobrestado até que tanto o delegado como o perito prestem seus depoimentos.



09/07/2003

Agência Senado


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