Crédito para empresa no exterior cai pela metade
- Crédito para empresa no exterior cai pela metade
- As linhas de crédito externo para empresas brasileiras caíram de US$ 10,8 bilhões para US$ 5,7 bilhões (47,2%) em quatro meses, segundo o Banco Central e o BIS (Banco para Compensações Internacionais). Só em junho, o financiamento ao País recuou 30%.
Os exportadores não encontram financiamentos de mais de um ano. Em julho, as empresas renovaram apenas 22% da sua dívida externa. Até maio, as companhias refinanciavam, em média, 58% dos empréstimos. No ano passado essa taxa era mais de 96%.
Na avaliação do economista Delfim Netto, "isso nunca ocorreu antes". São claros os sinais de que o Brasil enfrenta, pela primeira vez, uma crise que ameaça também as linhas de crédito aos exportadores, em geral beneficiados em fases de desvalorização cambial.
Os fatores da crise são a baixa perspectiva de crescimento do País - barrado pelos juros altos -, a dificuldade de o Governo pagar suas dívidas, a desconfiança global em relação aos mercados emergentes e a incerteza política gerada pela campanha eleitoral. (pág. 1 e cad. Dinheiro)
- Grupo da Polícia Militar de São Paulo retirou condenados de presídios para infiltrá-los em quadrilhas com o objetivo de combater o PCC, relatam Alessandro Silva e Gilmar Penteado. As saídas eram autorizadas pela Justiça.
Entre as ações que envolveram essas pessoas está a que terminou com a morte de 12 supostos membros do PCC em um pedágio. O ex-secretário da Segurança Marco Vinício Petrelluzzi, criador do grupo, afirma desconhecer atos ilegais do setor. (pág. 1 e cad. Cotidiano)
- Pressionado pela subida de Ciro Gomes (PPS), o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, voltará a sua campanha para utilizar o potencial de lideranças regionais que o apóiam.
Entre esses aliados estão nomes polêmicos, como o do ex-governador do Piauí Francisco de Assis de Moraes Souza (PMDB), o Mão Santa, e o do ex-senador Ernandes Amorim (PRTB-RR) - ambos cassados pelo TSE. (pág. 1 E A4)
- A crise de credibilidade da economia dos EUA pode levar o Partido Democrata a recuperar a maioria na Câmara dos Deputados nas eleições de novembro. No Senado, os democratas têm um senador a mais.
Entre eleitores republicanos, 20% admitem votar em democratas devido às queda das Bolsas e ao receio de que tais fatores contaminem a economia. (pág. 1 e A15)
- O número de pessoas que vivem em favelas, ruas, cortiços ou domicílios improvisados em São Paulo já chega a 1,077 milhão, segundo levantamento a partir de dados do Censo-2000 e da prefeitura. Juntos, representam mais moradores do que 15 das 26 capitais do País. Os habitantes de locais como buracos aumentaram 101% em dez anos: 21 mil pessoas passaram a improvisar moradia. (pág. 1 e C8)
- O Canal do Trabalhador, principal obra do presidenciável Ciro Gomes (PPS) no governo do Ceará (91-94), gastará R$ 14 milhões para reparar erros de construção.
O canal, inaugurado após três meses de obras em 93, custou US$ 48 milhões e tinha o objetivo de levar água de um açude para Fortaleza.
O gerente da obra diz que o tempo era curto e que aprendeu com os "equívocos". (pág. 1 e A8)
- O patrimônio do candidato a senador Orestes Quércia (PMDB-SP) cresceu 562% desde 96, relata Frederico Vasconcelos. Ele declarou ao ter R$ 64,8 milhões - tinha R$ 9,8 milhões.
Citou como "crédito a receber" R$ 26,5 milhões pela venda de cotas de jornal que, no IR-96, valiam R$ 330 mil. Quércia não quis falar. (pág. 1 e A10)
- Tasso Jereissati está para Ciro Gomes como Fernando Henrique Cardoso está para José Serra. Tasso e FHC são um pouco mais velhos, maduros, serenos e negociadores do que os dois candidatos. Ciro e Serra, mais afirmativos e brigadores. (...) Ciro começa a montar um esquema real de poder, que parecia muito fluido, muito inconsistente. Serra, ao contrário, passa a conviver com a ameaça de dissidências num esquema que parecia tão bem montado.
Até nisso Tasso e FHC são fundamentais. Tasso, para conter o clima de já ganhou na campanha de Ciro. FHC, para não deixar a peteca cair na campanha de Serra. Nem a peteca, nem os aliados. (Eliane Cantanhêde) (pág. A2)
Colunistas
PAINEL
Serra utilizará depoimentos da equipe econômica em seu horário eleitoral. O tucano acertou na semana passada a participação de Pedro Malan, Armínio Fraga e Everardo Maciel na TV, com declarações de que é o mais preparado para evitar que a economia brasileira se afunde.
Editorial
O MEDO DA DEPRESSÃO
O sombrio cenário mundial cinco anos depois do colapso do bath tailandês, que deflagrou a crise asiática, desafia a imaginação e o conhecimento de economistas, governos e empresas. A hipótese de uma depressão mundial torna-se a cada dia mais provável.
Há cerca de quatro anos, a idéia de que o mundo rumava para uma nova depressão foi apresentada e discutida por um dos mais importantes economistas da atualidade, Paul Krugman. Em seu livro "O Retorno da Economia da Depressão", ele ainda se mantinha otimista, confiante no poder de reação dos governos. (...) (pág. A2)
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07/28/2002
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