ESTEVÃO SE SURPREENDE COM O BAIXO IMPOSTO SOBRE "GUERRA NAS ESTRELAS"
A constatação de que as 400 cópias do novo episódio do filme Guerra nas Estrelas pagaram apenas R$1090,00 para entrar no Brasil fez com que o senador Luiz Estevão (PMDB-DF) falasse novamente sobre o que chamou de "dumping cultural" sofrido pelo cinema nacional. Para ele, a balança comercial é desproporcionalmente deficitária nesse ramo da indústria de entretenimento.Segundo o senador, são 680 milhões de dólares por ano na importação de produtos audiovisuais, em sua maioria filmes para o cinema e a TV, provenientes dos Estados Unidos. Em contrapartida, o Brasil exporta anualmente 40 milhões de dólares, segundo Estevão, a mesma soma que Guerra nas Estrelas arrecadou na estréia em seu país de origem.Estevão chamou atenção para o fato de que a indústria de entretenimento, incluindo o cinema, estará entre os negócios que dominarão a economia globalizada do próximo milênio. Mas a nova safra de filmes brasileiros possibilitada pelos incentivos da Lei do Audiovisual está, segundo ele, encalhada. Estevão alertou para o fato de que a lei que obriga a 49 dias por ano de exibição de filmes nacionais continua sendo desobedecida, "é um daqueles melancólicos casos de "lei que não pegou", disse.Embora a Lei do Audiovisual seja "útil e avançada", Estevão acredita que faltam cobrir outras etapas do processo cinematográfico que não apenas a produção, ou os filmes não terão mercado. Segundo Estevão, países desenvolvidos têm tomado medidas que protegem seus mercados ao mesmo tempo em que condenam essas ações nos países em desenvolvimento. Ele relata ainda que, na área do cinema, países tão díspares como a França e a China têm tomado medidas protecionistas.- Precisamos parar de engolir sofismas pré-fabricados que nos induzem a confundir modernidade com ingenuidade. Não se trata, portanto, de assumir nenhuma atitude xenófoba, de repúdio tacanho à cultura estrangeira, mas de, simplesmente, despertar para o imperativo da valorização de nossa própria cultura como supremo patrimônio nacional - defendeu.Estevão disse ainda que foi pensando nisso que apresentou o projeto de lei destinando 5% da bilheteria de filmes estrangeiros ao financiamento de produções nacionais. Mas ele alerta que se deve avançar ainda mais, com novas iniciativas que elevem as taxas de importação sobre produções estrangeiras, e fiscalizem o cumprimento da lei que exige a exibição de filmes nacionais.
30/06/1999
Agência Senado
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