Fortunati se diz vítima de boicote









Fortunati se diz vítima de boicote
Alega que integrantes do PDT teriam espalhado boato pelo Interior de que desistiria de concorrer

A renúncia da candidatura ao governo do vereador José Fortunati ontem faz a Frente Trabalhista (PDT-PTB-PAN) atravessar forte crise no meio da campanha eleitoral. Decidido a abandonar a corrida pelo Palácio Piratini, Fortunati enumerou uma série de problemas que está dificultando a sua permanência na disputa, como a falta de recursos e de material de campanha. Alegou também boicote de pedetistas que teriam espalhado boato pelo Interior de que ele deveria ser substituído por não possuir condições de fazer votação capaz de conservar as bancadas do partido na Câmara e na Assembléia Legislativa.

A direção partidária tentou contornar a situação, divulgando nota oficial em que apela a Fortunati para continuar concorrendo. O presidente regional do PDT, Vieira da Cunha, salientou que as campanhas do partido a cargos executivos sempre foram modestas, mas que tentará viabilizar recursos e fortalecer a candidatura. Pela manhã, no Rio de Janeiro, o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, ouviu as ponderações de Fortunati e sugeriu, então, que o deputado federal Alceu Collares assumisse a candidatura ao governo do Estado. O deputado descartou à tarde, na sede do PDT, em Porto Alegre, a possibilidade de disputar. Garantiu que, ao comunicar a Brizola que concorrerá à reeleição, ele teria afirmado que, se não houver entendimento entre os trabalhistas, poderá vir a apoiar a candidatura do PPS ao governo do Estado. “Brizola disse que deve ser considerada a questão nacional, com as boas chances que o nosso candidato à Presidência, Ciro Gomes, tem de vencer as eleições. Não houve decisão, mas cogitação de que o apoio” ao PPS é real, garantiu Collares. Fortunati e Vieira, que estiveram no Rio, confirmaram as declarações de Brizola, ao ressalvarem que é uma hipótese somente se a candidatura do PDT no Estado não prosseguir. Vieira vai esperar definição até sexta-feira.


Assembléia retoma atividades amanhã
A Assembléia Legislativa retomará as atividades amanhã, tendo em pauta 21 projetos do governo do Estado e centenas de origem parlamentar. A maioria das proposições do Executivo está com regime de urgência e os prazos para votação começarão a vencer em agosto. Entre os projetos que devem mobilizar os debates do plenário está o que cria a corregedoria-geral dos órgãos da Secretaria de Estado da Justiça e da Segurança. Também constam do Executivo projetos de lei criando três novos conselhos estaduais.


Repercussões da ameaça de renúncia de Fortunati
SÉRGIO ZAMBIASI, CANDIDATO AO SENADO PELA FRENTE TRABALHISTA:
''O PTB tomará decisão conjunta com o PDT. Não vamos prejudicar o andamento da campanha nem ampliar crises. Os companheiros dos dois partidos deverão encontrar um caminho bom para todos.''

LUIZ FRANCISCO CORRÊA BARBOSA, CANDIDATO A VICE-GOVERNADOR PELA FRENTE TRABALHISTA:
''Manifestamos solidariedade ao companheiro Fortunati e participamos do apelo para que mantenha a candidatura. Acreditamos que reverá a posição de não concorrer.''

PEDRO RUAS, VICE-PRESIDENTE DA EXECUTIVA REGIONAL DO PDT:
"Fortunati é nosso melhor candidato ideológica e politicamente. Fui um dos responsáveis pela vinda dele para o PDT e apelo para que permaneça. Fortunati tem razão sobre a penúria da campanha.''

SÔNIA SANTOS, SECRETÁRIA-GERAL DA EXECUTIVA REGIONAL DO PTB:
''O PTB aguarda a posição de Fortunati para que possa se manifestar. O partido tem cumprido com seus compromissos. Barbosa, nosso candidato a vice, trabalha e luta pela Frente Trabalhista.''

GERMANO RIGOTTO, CANDIDATO AO GOVERNO POR PMDB-PSDB-PHS:
''Fortunati luta contra a operação abafa e a polarização.''

EDIR OLIVEIRA, TESOUREIRO-GERAL DA EXECUTIVA REGIONAL DO PTB:
''Imaginávamos, pela insistência e pela força como foi imposta a aliança, que a candidatura seria para valer e arrancar no Rio Grande. Ainda não vimos a arrancada.''

CELSO BERNARDI, CANDIDATO AO GOVERNO PELO PPB:
''A campanha perderia um candidato que dignifica a democracia.''


Manfroi assegura: PTB não romperá
O presidente estadual do PTB, Claudio Manfroi, garantiu ontem que seu partido manterá a aliança com o PDT, não cogitando a ruptura em função da possível desistência de José Fortunati ao governo. Manfroi evitou comentar que a situação poderá levar à natural aproximação com o candidato do PPS, Antônio Britto. Disse apenas que a opção do PDT por Fortunati ajudou na consolidação da aliança pelo respeito à sua trajetória. 'Estamos aguardando o PDT resolver seus problemas internos', afirmou Manfroi.


Legislativo mobilizado pela valorização do voto
A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e o Movimento Nacional de Direitos Humanos do Rio Grande do Sul lançaram ontem a Campanha Nacional pela Valorização do Voto e Contra a Corrupção Eleitoral. A campanha tem o respaldo da Lei nO 9.840, de 1999, que proíbe o candidato de doar, oferecer, prometer ou entregar, em troca de voto, bem ou vantagem pessoal até a eleição.


Brizola vai discutir os rumos do PDT
A decisão sobre a permanência da candidatura de José Fortunati ao governo será decidida após série de reuniões entre os partidos da Frente Trabalhista (PDT-PTB-PAN). O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, encontra-se hoje, em Porto Alegre, com a direção do partido para definir os rumos. Apesar de ter suspenso a candidatura ao governo, Fortunati está disposto a discutir a decisão com os líderes. Segundo ele, a bipolaridade entre as candidaturas do PT e do PPS foi outro fator que contribuiu para a sua decisão.


Tarso propõe conselho permanente de prefeitos
O candidato ao governo pela Frente Popular (PT-PCB-PC do B-PMN), Tarso Genro, propôs ontem a criação de conselho permanente de entidades de prefeitos. Argumentou que agilizaria o encaminhamento de temas dos municípios. 'Há assuntos emergenciais que não podem ser tratados pelo Orçamento Participativo e que precisam de instância que os encaminhe', disse no encontro com o prefeito de Mariana Pimentel, Paulo Ziulkolski, do PMDB.


Agenda dos candidatos

HOJE
11 Celso Bernardi (PPB)
9h: coordenação de campanha. 16h: Vespasiano Corrêa. 18h: Dois Lajeados. 19h30min: Guaporé.
13 Tarso Genro (PT-PCB-PC do B-PMN)
19h: Encontro Diálogo Empresarial: plano de desenvolvimento da Frente Popular.
15 Germano Rigotto (PMDB-PSDB-PHS)
8h: Frederico Westphalen. 9h30min: Vista Alegre. 11h: Seberi. 12h30min: Erval Seco. 15h: Dois Irmãos das Missões. 17h: Cristal do Sul. 19h: Pinhal.
22 Aroldo Medina (PL-PGT-PSD)
14h30min: Federasul 19h30min: Ipanema
23 Antônio Britto (PPS-PFL-PT do B-PSL)
Roteiros por Santo Ângelo, Giruá, Santa Rosa e Santo Cristo.


Partidos devem identificar as fontes de arrecadação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Secretaria da Receita Federal publicaram ontem no Diário Oficial da União portaria sobre a prestação de contas de campanha. Os candidatos e os comitês financeiros dos partidos devem identificar as fontes de arrecadação para a campanha eleitoral deste ano e especificar os recursos recebidos. Caso seja constatada irregularidade, a Receita comunicará ao TSE. O eleitor também poderá denunciar.


Datafolha indica que Ciro cresceu e está com 28%
O presidenciável Ciro Gomes chegou a 28% das intenções de voto, segundo pesquisa divulgada ontem pelo instituto Datafolha. Subiu dez pontos em relação ao levantamento do início do mês. Luiz Inácio Lula da Silva está com 33%. José Serra tem 16% e Anthony Garotinho, 11%. O Datafolha ou viu 2.477 eleitores brasileiros em 127 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais e para menos.


Jobim pedirá hoje em rede que votem
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nelson Jobim, faz hoje à noite pronunciamento, em rede nacional de rádio e TV, na abertura da campanha institucional promovida pela Justiça Eleitoral para as eleições. Durante dois minutos, que serão veiculados às 20h, Jobim vai enfatizar a importância do voto para a democracia e conclamar os mais de 115 milhões de eleitores a comparecerem às urnas no dia 6 de outubro. Outro pronunciamento do ministro está previsto para a véspera da eleição.


Serra vê o uso da tática “pega ladrão”
José Serra, que concorre pela coligação PSDB-PMDB à Presidência da República, disse ontem, em Curitiba, Paraná, que o candidato da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), Ciro Gomes, adotou a estratégia do 'pega ladrão' para distrair. Serra se referiu às acusações de estar por trás das denúncias contra o coordenador da campanha de Ciro, deputado José Carlos Martinez, presidente nacional do PTB, e o candidato a vice-presidente na chapa, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Segundo Serra, o fato de Martinez ter sido sócio de Paulo César Farias e Paulinho enfrentar problemas 'graves' na direção da Força Sindical ou em sua vida privada não são frutos da imaginação de ninguém.


Garotinho critica viagem aos EUA
Anthony Garotinho, candidato do PSB à Presidência da República, criticou ontem a decisão do governo de enviar equipe a Washington, EUA, para negociar acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele disse que recorrer ao FMI neste momento significa aprofundar erro que vem sendo cometido há anos. 'Pegar dinheiro agora para quê? Para dar ao mercado financeiro?', questionou. Em apresentação na Bovespa, Garotinho afirmou que o governo deveria deixar a decisão de tomar mais recursos para o próximo presidente, dizendo que, se for eleito, não fechará as portas para ninguém, mas 'não vou deixar que eles ditem as regras do país'.


Lula: “FHC deve chamar oposição”
Afirma que FMI não exige acordo de transição com candidatos porque decretaria o fim do governo

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou ontem, durante visita a complexo de lojas populares, no Rio de Janeiro, que, diante da gravidade da crise econômica, o presidente Fernando Henrique Cardoso precisa encontrar saídas para os problemas. 'FHC deve chamar a oposição e a sociedade para discutir. Não dá para fazer acerto via imprensa', afirmou Lula. Salientou que preferia que o Brasil não recorresse ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, não é verdade que a instituição esteja exigindo acordo de transição firmado pelos candidatos à Presidência. 'Na hora em que o FMI fizer isso, estará decretando o fim do governo FHC', concluiu. Para o candidato, o Fundo não seria ingênuo em exigir esse pacto.

Em São Paulo, onde esteve na Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Lula falou para 420 empresários. Muitos saíram do encontro bastante impressionados, mas ainda receosos quanto à eventual administração do PT. Os participantes reconheceram, porém, a existência de uma minoria na Fiesp que apóia o candidato, apesar da lembrança do ex-presidente Mário Amatto, que em 1989 garantiu que 800 mil empresários deixariam o país se Lula vencesse a eleição. O candidato do PT afirmou, durante sua palestra, que há mais concordâncias do que discordâncias entre as propostas do seu partido e as sugeridas pela Fiesp na cartilha 'O Brasil de Todos Nós', elaborada pela entidade com sugestões para o futuro governante do país.

Lula disse que o Comitê de Política Monetária virou agência de representantes de bancos, chamando a atenção para o fato de que o órgão não tem integrante da área produtiva. 'Precisará o PT ganhar as eleições para que vocês sejam notados. Aí está a grande contradição', salientou, arrancando aplausos dos empresários.


Reconhecida a prescrição da pena de Zülke
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral negou por unanimidade, ontem à noite, provimento ao recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, contra o deputado Ronaldo Zülke, do PT, e o chefe de Gabinete do governador, Laerte Meliga. O TRE reconheceu a prescrição da execução da pena, que previa detenção de 13 meses a ambos por crime de calúnia e difamação contra o ex-governador Antônio Britto. Porém, acolheu liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a execução das penas até o julgamento de recursos ainda pendentes no Supremo. Sem a liminar, Zülke e Meliga estariam sujeitos à perda dos direitos políticos, assim como ambos deixariam de ser reús primários. Devido à manutenção dessa liminar é que Zülke poderá disputar a reeleição. O relator do processo, juiz Rolf Hanssen Madaleno, sustentou que a imunidade parlamentar processual suspende a prescrição da pena enquanto durar o mandato.

O advogado de defesa, Nereu Lima, afirmou que respeita a decisão, mas discorda. Disse que aguarda a publicação do acórdão que comprovaria o encerramento do processo e que deverá recorrer ao STF. Lima questionou reconsideração por parte da 114a zona eleitoral, o que permitiu o recurso do Ministério Público, afirmando que estava fora do prazo estabelecido pelo Código Eleitoral. O procurador regional eleitoral, Francisco de Assis Sanseverino, garantiu que foi cumprido o prazo de três dias úteis.


Ibope aponta a subida de um ponto de Lula e Serra
A pesquisa Ibope divulgada ontem apontou que Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, subiu um ponto, passando a 34% das intenções de voto à Presidência. Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, caiu um ponto e obteve 25%. José Serra, do PSDB, chegou a 14%. Fez 13% na pesquisa anterior. Anthony Garotinho, do PSB, manteve 11%. Foram ouvidos 2 mil eleitores em 147 cidades entre 27 e 29 deste mês. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.


Rigotto critica descaso com pequenos municípios
Em Ametista do Sul, o candidato do PMDB ao governo, Germano Rigotto, criticou ontem o descaso do governo com pequenos municípios, impedindo que consolidem projetos de desenvolvimento. 'Embora moradores participassem do Orçamento Participativo (OP), buscando recursos para estradas e museu sobre mineração de pedras preciosas, só receberam R$ 15 mil em quatro anos', disse. Para ele, o OP não ajuda no crescimento da economia.


Ciro descarta fazer acordo com o FMI
O candidato da Frente Trabalhista à Presidência, Ciro Gomes, disse ontem que não assinaria neste momento acordo de transição com o FMI em hipótese alguma. 'Sou candidato de oposição, responsável e equilibrado. Não me peçam para ter compromisso com a política econômica equivocada que produziu 11,7 milhões de desempregados. Este é o governo que deu a menor taxa de crescimento ao Brasil nos últimos 50 anos', atacou. Ele afirmou ainda estar muito preocupado com o dólar no patamar de R$ 3,30 e ressaltou que o governo precisa ter pressa na busca do equilíbrio da cotação, pois, se isso não ocorrer, haverá pressão inflacionária 'muito séria'.


Parquímetro na Matriz desagrada
Usuários reclamaram do início da cobrança do estacionamento no entorno da praça e da falta de troco

Usuários do estacionamento existente no entorno da Praça da Matriz estão descontentes com a implantação da Área Azul no local. Às 8h30min de ontem, apenas duas das 23 vagas em frente aos prédios do Palácio da Justiça e do Theatro São Pedro estavam ocupadas. Apesar de o pagamento ser obrigatório, quem descumprir as regras nesta semana ainda não será multado. 'As notificações começam no dia 5 de agosto', disse o coordenador da empresa que opera a Área Azul, Daniel Almeid a. A partir de segunda-feira, os veículos que estacionarem sem o tíquete ou estiverem com o tempo de permanência vencido receberão a notificação de irregularidade. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que a infração implica o pagamento de multa de R$ 53,20, três pontos na carteira de habilitação do condutor e o recolhimento do veículo.

'É um absurdo ter que pagar para estacionar em uma área pública', protestou o assistente administrativo Juvenal Miranda. O guardador Antonio Rosa acreditava que, com os parquímetros, teria que encontrar uma alternativa de renda. Trabalhando na praça há 18 anos, ele tinha cerca de 50 clientes. 'Recebia, em média, R$ 1,00 por cliente para zelar pelos veículos', revelou. Agora, dez desses fregueses assumiram o compromisso de pagar um valor mensal para que ele troque os automóveis de lugar sempre que findar o prazo de permanência em uma vaga.


Artigos

Prioridade à agropecuária
Angelo Menegat

O processo de inclusão social que o Rio Grande do Sul passou a vivenciar a partir de 1999, com o desenvolvimento de ações e programas voltados a públicos até então marginalizados das políticas desenvolvidas pelo Estado, trouxe melhor qualidade de vida ao homem e à mulher do campo. Parte de uma ampla política, democrática em sua essência e participativa em sua forma de atuação, esse processo prima, antes de tudo, pela defesa do agricultor, agente e também beneficiário das etapas produtivas e de seus resultados.

E é unicamente em defesa do agricultor, seja ele pequeno, médio ou grande, que nosso governo tem pautado suas ações ao longo deste período. A produção orizícola gaúcha, por exemplo, prejudicada pela entrada de arroz de má qualidade e sob suspeita de triangulação vindo da Argentina e do Uruguai, foi beneficiada com a realização de barreiras de fiscalização implementadas pelo Estado no início deste ano.

O setor pecuário, duramente penalizado com a ocorrência de febre aftosa em 2000 e 2001, contou com apoio incondicional do governo do Estado em questões fundamentais, como a luta pela vacinação do rebanho, a realização de barreiras sanitárias na fronteira do RS com a Argentina e o Uruguai e os esforços realizados junto ao Ministério da Agricultura para a liberação das exportações. Investimos mais de R$ 26 milhões para o combate e o controle da doença, recursos aplicados no pagamento de indenizações aos produtores que tiveram prejuízos, contratações emergenciais de técnicos e medidas de custeio e investimentos, entre outras ações.
Outra iniciativa que veio em auxílio aos nossos pecuaristas foi implementada este ano, com o Programa Estadual de Desenvolvimento e Qualidade do Sistema Agroindustrial da Carne Bovina, Ovina e Bubalina (Agregar/RS Carnes). Através desse programa, iniciamos uma nova fase na produção, no beneficiamento e na comercialização de carnes. Uma das metas é ampliar o abate oficial no Estado em 600 mil cabeças até 2004, medida que deve gerar benefícios a 960 mil famílias consumidoras. É por tudo isso que afirmamos com convicção: o governo está e continuará empenhado nessa luta pela defesa do produtor gaúcho.


Colunistas

PANORAMA POLÍTICO - A. Burd

O QUE FIZERAM COM FORTUNATI
O PDT praticou um de seus esportes favoritos: a confusão. Fora da temporada eleitoral, vá lá. Porém, queimar a candidatura ao governo do Estado de um vereador campeão de votos em Porto Alegre e egresso de um partido adversário é querer bater o recorde. O vereador José Fortunati não merece. Vítima da inveja por ser novato entre os trabalhistas, acabou órfão na campanha. O argumento de que seu fraco desempenho nas pesquisas comprometeria o desempenho do partido à Assembléia e à Câmara dos Deputados não se sustenta. Qualquer que seja a alternativa de emergência, manterá esses mesmos candidatos na posição fragilizada que alegam enfrentar. A discriminação contra Fortunati confirma: prospera no PDT quem é de berço.

CONTRADIÇÃO
Alguns se ofereceram, mas Alceu Collares foi única proposta de Brizola para substituir Fortunati. O PDT vive criticando ex-governador, mas na hora do aperto sempre recorre a ele como tábua de salvação.

CHORO É LIVRE
O deputado federal Pompeo de Mattos sintetiza numa frase a participação de alguns de seus companheiros no episódio Fortunati: 'Eles matam e, sem qualquer cerimônia, vão correndo chorar no velório'.

BALANÇO
O Diário Oficial publicou ontem relatório da execução orçamentária do governo do Estado de janeiro a junho. Observações: 1a) arrecadação atingiu 46,38% da receita do ano; 2a) dos gastos, o menor foi de investimentos: 10,49% do previsto; 3a) dívidas de restos a pagar chegam a R$ 1,3 bilhão; 4a) a maior pendência é da Secretaria da Educação, com R$ 374 milhões; 5a) despesas previdenciárias: R$ 978 milhões negativos.

COM PROBLEMA
1) Leonel Brizola chega às 13h de hoje a Porto Alegre para botar ordem ou desarrumar de vez. Ficou comprovado que o controle remoto do PDT gaúcho anda enguiçado; 2) Antônio Carlos Magalhães convida hoje Brizola para estarem no palanque de Ciro, sexta-feira, em Salvador.

COBRANÇA FORTE
Raul Pont em entrevista ao Jornal do Commércio, de Recife, publicada ontem, cobrou de Lula postura mais crítica: 'Ciro avança porque faz papel de oposição'. Pont viajou para falar sobre Orçamento Participativo.

VAI E VOLTA
O governador Itamar Franco há um mês tinha anunciado apoio a Lula e Aécio Neves. Recuou na semana passada alegando acúmulo de compromissos com sua gestão. Ontem, voltou atrás. Vamos conferir a sua próxima mudança de humor.

TAPETE VERMELHO
O senador mineiro José Alencar, vice na chapa de Lula, chega hoje a Santa Catarina para roteiro que inclui Criciúma. Será acompanhado por José Fritsch, candidato do PT ao governo. Não custaria percorrer 100 quilômetros da BR 101 e passar o rio Mampituba. Seria recebido com todas as honras pelo PT gaúcho.

HÁ LUGAR
Como os postes da Grande Porto Alegre e das principais cidades do Interior ficaram tomados, uma saída para os candidatos fazerem propaganda é Florianópolis. Os postes da capital catarinense estão vazios. Afinal, o sonho de gaúcho é passear por lá em qualquer momento vago.

TROCA
Por exigência do PPS, a coligação PDT-PTB para o governo do Paraná deixou de ser chamada Frente Trabalhista. Adotou o nome Vote 12.

APARTES
No meio do imbróglio do PDT, surgiu uma gravação telefônica com críticas a Fortunati, que entornou o caldo.

Sônia Santos participou ontem da reunião do PDT estadual a pedido da executiva nacional do PTB.

Não convém convidar Pedro Ruas e o deputado Pompeo de Mattos para a mesma mesa. Desaba tudo na hora.

Não há sinal de que projeto do novo IPTU chegará à Câmara Municipal. Ano eleitoral é de precauções.

Bancada do PMDB na Câmara de Cruz Alta consegue se manter unida.

Surge em São Paulo o guardador pago de faixa de candidato. Não demora muito e chega a Porto Alegre.

Rádio Guaíba informou às 11h37min sobre a renúncia de Fortunati. Furo do repórter Gustavo Motta.

Deu no jornal: 'Ciro diz que não quer apoio de Garotinho'. Quer dizer, não quer briga com Brizola.

Garotinho diz que previu há muito o crescimento do risco Brasil. Inaugura mais uma série 'Eu não disse?'.


Editorial

VENDA DE REMÉDIOS A GRANEL

Com um atraso de 20 anos em relação à Europa e aos Estados Unidos, o Brasil poderá adotar, em breve, a venda de remédios a granel. Projeto de lei, de autoria do ex-senador Ernani Amorim (RO), altera o texto de artigo da lei que dispõe sobre a vigilância sanitária, autorizando a venda de medicamentos a granel. De acordo com o projeto, o farmacêutico, com base na receita médica, vai fornecer ao comprador apenas a quantidade exata do remédio prescrito.

Caso venha a ser aprovado sem emendas nas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça da Câmara, o projeto seguirá direto para sanção presidencial. Não há garantia, pelo menos até agora, de que a matéria complete sua transição antes das próximas eleições, pois não houve movimento de parlamentares no sentido de sua inclusão na pauta dos dois períodos de 'esforço concentrado', programados para 6 e 7 e 27 e 28 de agosto. Contando com a aprovação no Senado e, por unanimidade, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, a proposta obriga as farmácias a venderem a granel medicamentos apresentados na forma de comprimidos, cápsulas, tabletes, pílulas, supositórios e ampolas.

A venda fracionada de medicamentos, segundo estimativas, poderá representar economia de 25% no custo do tratamento. O cálculo está baseado na média da sobra, concluído o tratamento, de unidades que ficam nas embalagens. A venda fracionada, além da considerável economia que proporciona, elimina as sobras, o que reduz o risco de intoxicações e automedicação. Há, de parte da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, preocupações, já expressas, pelo manuseio dos medicamentos nas farmácias, o que pode ser resolvido com a obrigatoriedade, no caso da venda a granel, da presença de farmacêutico para fazer o fracionamento. Como a venda fracionada de medicamentos não acaba com o modelo de embalagens com quantidades estipuladas pelo fabricante, sua adoção representará uma opção para o consumidor. De acentuado cunho social, a venda de medicamentos a granel é altamente vantajosa para o consumidor e, também, para o Sistema Único de Saúde, no fornecimento gratuito de remédios às populações carentes do país.


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07/31/2002


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