Governo venceria na CLT, diz painel
O Governo obteve o número necessário de votos para aprovar o projeto de altear a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) na votação eletrônica da quarta-feira passada.
O resultado foi anulado em razão de uma pane no painel eletrônico, que não revelou o placar. Houve 255 votos favoráveis à flexibilização da CLT, 206 contrários e 1 abstenção.
A lista dos votos foi divulgada depois que uma perícia de técnicos da Unicamp encontrou os dados no sistema de votação da Câmara dos Deputados, mas não tem validade.
No entanto a divulgação deverá favorecer o Governo. Com a lista, ficará mais difícil os governistas mudarem seus votos. Nova votação do projeto está agendada para terça-feira.
Os peritos afirmam que encontraram o registro da votação no sistema, mas ressalvam que ainda não podem confirmar nada sobre a "autenticidade e a integridade" da lista.
Caso seja aprovado na Câmara, o projeto deverá enfrentar mais resistência no Senado, onde a oposição e o PMDB, contrários à alteração da CLT, formam a maioria. (pág. 1 e A4)
Para alguns analistas, a retração reflete em parte os efeitos dos ataque terroristas do dia 11 de setembro. (pág. 1 e B1)
O segundo homem mais importante da Aliança do Norte, Haji Abdul Qadir, da etnia pashtu, abandonou a conferência e voltou ao Afeganistão.
O grupo da Aliança é o que enfrenta maior dificuldade para montar sua lista de integrantes do governo. (pág. 1 e A19)
EDITORIAL
"Cavallo só" - A crise cambial Argentina agravou-se nesta semana com a percepção de que apenas a antecipação de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional permitiria ao país equilibrar as contas. (...)
Tecnicamente, o agravamento da crise manifesta-se na taxa de juros que vigora entre os bancos. Viu-se processo semelhante durante a crise cambial brasileira. Quando há incerteza, além da fuga de capitais para fora do país e da paralisação do crédito às empresas, os próprios bancos ficam receosos de oferecer-se crédito mutuamente. A taxa interbancária chegou ontem a 700% ao ano. (...)
Sair da crise de modo ordenado depende da obtenção de crédito de uma fonte maior. Essa fonte é uma só: o FMI; por extensão, o governo dos EUA. Sem esse patrocínio, Cavallo ficará irremediavelmente só. (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - Tasso Jereissati (PSDB) vai procurar Paulo Renato e Pimenta da Veiga quando voltar dos Estados Unidos, no dia 8. O governador do Ceará quer convencer os ministros a desistir de suas pretensões presidenciais para apoiá-lo explicitamente na disputa contra José Serra.
12/01/2001
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