Governo venceria na CLT, diz painel



Governo venceria na CLT, diz painel

O Governo obteve o número necessário de votos para aprovar o projeto de altear a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) na votação eletrônica da quarta-feira passada.

O resultado foi anulado em razão de uma pane no painel eletrônico, que não revelou o placar. Houve 255 votos favoráveis à flexibilização da CLT, 206 contrários e 1 abstenção.

A lista dos votos foi divulgada depois que uma perícia de técnicos da Unicamp encontrou os dados no sistema de votação da Câmara dos Deputados, mas não tem validade.

No entanto a divulgação deverá favorecer o Governo. Com a lista, ficará mais difícil os governistas mudarem seus votos. Nova votação do projeto está agendada para terça-feira.

Os peritos afirmam que encontraram o registro da votação no sistema, mas ressalvam que ainda não podem confirmar nada sobre a "autenticidade e a integridade" da lista.

Caso seja aprovado na Câmara, o projeto deverá enfrentar mais resistência no Senado, onde a oposição e o PMDB, contrários à alteração da CLT, formam a maioria. (pág. 1 e A4)


  • O PIB anualizado dos EUA encolheu 1,1% no terceiro trimestre do ano em relação ao segundo trimestre. Foi o pior desempenho da economia americana nos últimos dez anos. Um mês atrás, o Departamento de Comércio havia divulgado uma estimativa inicial de queda de 0,4% no período.

    Para alguns analistas, a retração reflete em parte os efeitos dos ataque terroristas do dia 11 de setembro. (pág. 1 e B1)


  • O Japão teve desemprego recorde em outubro, com 5,4%. (pág. 1 e B3)


  • As negociações entre as quatro delegações afegãs para debater a divisão de poder no futuro governo do país atingiram um ponto crítico na reunião de Bonn, na Alemanha.

    O segundo homem mais importante da Aliança do Norte, Haji Abdul Qadir, da etnia pashtu, abandonou a conferência e voltou ao Afeganistão.

    O grupo da Aliança é o que enfrenta maior dificuldade para montar sua lista de integrantes do governo. (pág. 1 e A19)



    EDITORIAL

    "Cavallo só" - A crise cambial Argentina agravou-se nesta semana com a percepção de que apenas a antecipação de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional permitiria ao país equilibrar as contas. (...)

    Tecnicamente, o agravamento da crise manifesta-se na taxa de juros que vigora entre os bancos. Viu-se processo semelhante durante a crise cambial brasileira. Quando há incerteza, além da fuga de capitais para fora do país e da paralisação do crédito às empresas, os próprios bancos ficam receosos de oferecer-se crédito mutuamente. A taxa interbancária chegou ontem a 700% ao ano. (...)

    Sair da crise de modo ordenado depende da obtenção de crédito de uma fonte maior. Essa fonte é uma só: o FMI; por extensão, o governo dos EUA. Sem esse patrocínio, Cavallo ficará irremediavelmente só. (pág. A2)



    COLUNA

    (Painel) - Tasso Jereissati (PSDB) vai procurar Paulo Renato e Pimenta da Veiga quando voltar dos Estados Unidos, no dia 8. O governador do Ceará quer convencer os ministros a desistir de suas pretensões presidenciais para apoiá-lo explicitamente na disputa contra José Serra.


  • A missão de Tasso será bastante difícil. Por mais simpatia que tenham pelo governador do Ceará, Pimenta e Paulo Renato são fiéis a FHC e dizem que jamais levariam a público as divergências tucanas.


  • Michel Temer disse ontem que apoiará o pedido de Itamar Franco de incluir vereadores e prefeitos nas prévias do PMDB, elevando o número de eleitores para cerca de 16 mil. O presidente da sigla dará a resposta diretamente a Itamar em reunião na terça-feira, em Brasília. (pág. A4)




    12/01/2001


    Artigos Relacionados


    Painel aprovado

    Secretário brasileiro integra painel da ONU

    Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas

    Painel eletrônico continua a ser investigado

    Desenvolvimento de áreas rurais é tema de painel

    Painel debate o planejamento do Brasil Rural