Indicadores da recuperação dos EUA causam euforia nas bolsas
- Indicadores da recuperação dos EUA causam euforia nas bolsas
- O mercado acionário americano teve alta significativa ontem, reagindo às informações de que a economia dos Estados Unidos está em recuperação.
O nível de atividade industrial, por exemplo, foi o melhor dos últimos 18 meses. O índice Dow Jones teve sua maior alta dos últimos cinco meses e fechou no patamar mais alto desde 27 de agosto, com avanço de 2,6%.
O Nasdaq teve o melhor resultado desde 5 de dezembro: 4,12%. No Brasil, a Bolsa também subiu, 2,2%. O dólar comercial caiu 0,85%, fechando em R$ 2,345. (pág. 1, B11 e B13)
- A violência entre hindus e muçulmanos prosseguiu ontem pelo terceiro dia consecutivo na região de Ahmadabad, na Índia, e o total de mortos já chega a 295. Mais de 60 muçulmanos morreram numa favela, onde hindus atearam fogo em barracos. A polícia disparou contra os agressores e pelo menos nove deles foram mortos.
O confronto religioso chegou a outras cidades, como Bombaim, agitada por uma troca de pedradas. Mais de 1.200 pessoas foram presas em todo o país, desde quinta-feira. (pág. 1 e A16)
- A balança comercial teve superávit de US$ 259 milhões em fevereiro, o que acumula saldo de US$ 434 milhões no ano, situação inédita num primeiro bimestre desde 1994.
O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio anunciou que a média diária de exportação de fevereiro cresceu 12,6% em relação a janeiro: passou de US$ 180,5 milhões para US$ 203,2 milhões.
O total exportado em janeiro foi maior (US$ 3,972 bilhões, ante US$ 3,658 bilhões), mas por causa do maior número de dias. (pág. 1 e B1)
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá adotar na próxima semana interpretação mais flexível da "verticalização" das coligações partidárias. Os partidos que não lançarem candidato à Presidência nem participarem de alianças terão liberdade para se associar nos estados, o que poderá incentivá-los a se concentrar em suas campanhas estaduais.
As legendas que ficarem fora da corrida à sucessão presidencial estarão liberadas para apoiar informalmente qualquer candidato, sem aparecer na propaganda eleitoral. (pág. 1 e A4)
- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, disse ontem, na abertura do ano legislativo do Congresso, que o país enfrenta uma "grave crise de representatividade". Ele definiu: "O povo não confia nos políticos e nem nos representantes sindicais, empresariais e, além de tudo, desconfia da Justiça". Duhalde concluiu que a saída é a fundação da "nova república", confirmando a ambição de ser um presidente não apenas provisório. Fora do Congresso, ele viu que havia poucas pessoas numa manifestação em seu apoio. (pág. 1 e B6)
- O número de mortes por dengue no estado do Rio, em janeiro e fevereiro, já se igualou ao de todo o ano de 1991, quando ocorreu a mais grave epidemia da doença no País.
Já foram confirmadas 24 mortes no Rio este ano. Em 1991, as notificações de dengue somaram 85.891; para o professor de infectologia Edimilson Migowski, o número será bem maior no fim de 2002, já que ele estima que mais de 80% dos casos são subnotificados. (pág. 1 e A9)
Editorial
"GREENSPAN LEVA MAIS UMA"
O presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA, Alan Greenspan, acredita que seu país crescerá este ano entre 2,5% e 3%. Se ele estiver certo mais uma vez, o mundo agradecerá. (pág. A3)
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03/02/2002
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