JEFFERSON PÉRES DISCUTE PARADOXOS DA REVOLUÇÃO RUSSA
O senador Jefferson Péres (PSDB-AM) comentou hoje (dia 18), em plenário, os paradoxos que marcaram a Revolução Russa de 1917 e o próprio comunismo, que, apesar de ter sido um regime criado em bases humanistas e apoiado por intelectuais, "transformou-se em uma máquina de destroçar homens e mulheres de cultura, das letras e das artes, cujas aspirações de liberdade espiritual afiguravam-se insuportáveis" ao sistema. "A mim, pessoalmente, essa contradição diabólica sempre soou perturbadora e absurda", acrescentou.
- Juntos, Lenin e Stalin eliminaram mais comunistas que todos os regimes de direita somados. A Revolução Russa sulcou o século que agora se encerra com um rastro macabro de dezenas de milhões de cadáveres - afirmou o senador ao registrar o relato do calvário de alguns intelectuais russos, "súditos da ditadura soviética devorados pela tortura".
Jefferson Péres considerou outra "ironia do comunismo" o fato de a revolução que lhe deu origem ter acontecido num país "agrário e atrasado" como a Rússia. "Nem Karl Marx, nem Friedrich Engels poderiam, em sã consciência, conceber a Rússia como centro histórico da revolução mundial", afirmou o senador, lembrando que, para esses intelectuais, o socialismo e o comunismo resultariam de um longo processo de desenvolvimento das forças produtivas, que culminaria com a revolução industrial e tecnológica.
- Na ausência dessas reflexões, todos nós, que nos sentimos responsáveis pela atualização da herança ética e humanista do marxismo, na vertente social-democrata, estaríamos desequipados para enfrentar os complexos desafios e também capitalizar as notáveis oportunidades do terceiro milênio - concluiu.
18/11/1997
Agência Senado
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