Lista mostra que Governo venceu votação anulada da CLT



Lista mostra que Governo venceu votação anulada da CLT

A lista da votação do projeto que permite aos sindicatos fazer acordos que se sobreponham à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) mostra vitória do Governo na votação de quarta-feira. Foram 255 votos a favor e 206 contra. O resultado não valeu, devido a uma falha no painel eletrônico da Câmara.

O projeto deve ir a nova votação na terça-feira. O Governo vai investir sobre 50 deputados que se ausentaram da sessão. Com a lista, ficou claro que a pressão do presidente Fernando Henrique funcionou: dividiu o PTB, o PL e o PMDB. (pág. 1 e 3 a 5)


  • De políticos de oposição a presidenciáveis, a idéia do ministro da Saúde, José Serra, de criar um programa para a distribuição subsidiada de remédios aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) só ganhou elogios. Já a escolha da data para sua implantação, faltando menos de um ano para as eleições presidenciais, foi alvo de muitas críticas. (pág. 2 e 8)


  • O mercado financeiro mostrou ontem o quanto o medo de contágio da crise Argentina pode esconder a especulação. Enquanto o país vizinho tinha um dos seus dias mais nervosos, com taxa de risco batendo 35%, o dólar no Brasil, ao contrário de outros dias de crise na Argentina, caiu 1,46% e fechou cotado a R$ 2,50. A Bolsa foi o melhor investimento do mês. (pág. 2 e 23)


  • Na proporção em que aumenta o calor, a população vai deixando de lado o racionamento. No último dia 28, a economia de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foi de apenas 5,9%. Na região atendida pela Light, no Rio, a economia ficou em 4,8%. O ministro José Jorge disse ontem que o reajuste extra das tarifas só deve ser autorizado no ano que vem. (pág. 2 e 29)


  • A taxa de desemprego na Grande São Paulo subiu de 17,8% da População Economicamente Ativa em setembro para 18,3% em outubro, a maior já registrada em um mês de outubro desde 1999. Com isso, o número de desempregados nos 38 municípios da Grande São Paulo chegou a 1,706 milhão de pessoas, 56 mil a mais do que no mês anterior. (pág. 2 e 29)


  • (São Paulo) - Durante a entrega do cartão número quatro milhões do Programa Bolsa-Escola, ontem em Osasco (SP), o presidente Fernando Henrique disse ter acabado com o clientelismo e o fisiologismo ao implantar o Bolsa-Escola, que dispensa intermediários para que mães recebam R$ 15 para cada filho que estuda.

    "É isso que se chama combate efetivo à corrupção, e não um palavrório vazio em tribunas que são ouvidas só pelos que estão perto. Combater a corrupção não é fazer demagogia. É, realmente, quebrar o clientelismo, é fazer com que o cidadão tenha mais força na sociedade", disse o Presidente. (...) (pág. 9)


  • (São Paulo) - Na cerimônia em Osasco, o presidente Fernando Henrique elogiou os professores, depois da crise que o Governo enfrentou por causa da greve de cem dias que parou as universidades públicas. Ele prometeu acabar com o analfabetismo no País e lembrou que ele, sua mulher, dona Ruth, e sua filha Beatriz também são professores. (...) (pág. 9)



    EDITORIAL

    "Risco calculado" - Boa parte da comunidade científica parece não ter dado muita importância à clonagem de um embrião humano anunciada pela empresa americana Advanced Cell Technology (ACT). (...)

    A discussão ética é imprescindível porque, se existem riscos, os benefícios são, potencialmente, incalculáveis. Nesse sentido, pode-se dizer que a boa ciência é sempre um risco calculado. (...)

    De qualquer maneira, proibir a clonagem humana sem um debate prévio, só por medo do desconhecido, seria como pôr trancas na porta para impedir a chegada do futuro. (pág. 6)



    COLUNAS

    (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Mesmo que os adversários chamem de eleitoreiro o programa que está sendo concluído pelo Ministério da Saúde, ninguém há de ser contra o fornecimento gratuito de remédios a quem precisa. Ganhar votos com uma boa política é vantagem legítima de quem está no Governo. Seu formato, entretanto, terá de ser à prova de fraudes e desvios, que o fariam até eleitoralmente desastroso. (...) (pág. 2)


    (Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno) - Roseana Sarney registrou: FH mandou o porta-voz desmentir apenas as críticas atribuídas a ele pela "Folha de S. Paulo" feita as Tasso Jereissati, e não aos demais candidatos da base do Governo.

    Em política, o grave não é a reclamação.

    Sabe-se que FH só desmentiu porque, mesmo do exterior, Tasso não pediu, mas exigiu que o fizesse.

    Ao deputado Aécio Neves, outra vítima das críticas de FH, o Presidente aproveitou-se de uma audiência para tentar explicar: "Você viu que absurdo que inventaram na minha boca a seu respeito?!"

    "Não li, Presidente. Não preciso mais saber pelos jornais tudo o que o senhor pesa a meu respeito".

    Apesar da resposta enigmática, FH, imediatamente, pôs as mãos na barriga, como se estivesse reclamando de alguma dor localizada.

    Que tem nome: Indigestão eleitoral. (pág. 3)


    (Ancelmo Gois) - Fica pronto na próxima semana o relatório da auditoria que o Tribunal de Contas da União fez no setor elétrico nos últimos 90 dias.

    Um dos capítulos mais fortes trata da não-interligação das linhas de transmissão norte-sul e sul-sudeste.

    Essas obras estiveram presentes em todos os planejamentos estratégicos feitos na República.


  • A Saúde está de caixa baixa.

    Faltam R$ 600 milhões para o ministro-economista José Serra fechar o ano com as contas em dia. (pág. 14)




    12/01/2001


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