Lista mostra que Governo venceu votação anulada da CLT
A lista da votação do projeto que permite aos sindicatos fazer acordos que se sobreponham à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) mostra vitória do Governo na votação de quarta-feira. Foram 255 votos a favor e 206 contra. O resultado não valeu, devido a uma falha no painel eletrônico da Câmara.
O projeto deve ir a nova votação na terça-feira. O Governo vai investir sobre 50 deputados que se ausentaram da sessão. Com a lista, ficou claro que a pressão do presidente Fernando Henrique funcionou: dividiu o PTB, o PL e o PMDB. (pág. 1 e 3 a 5)
"É isso que se chama combate efetivo à corrupção, e não um palavrório vazio em tribunas que são ouvidas só pelos que estão perto. Combater a corrupção não é fazer demagogia. É, realmente, quebrar o clientelismo, é fazer com que o cidadão tenha mais força na sociedade", disse o Presidente. (...) (pág. 9)
EDITORIAL
"Risco calculado" - Boa parte da comunidade científica parece não ter dado muita importância à clonagem de um embrião humano anunciada pela empresa americana Advanced Cell Technology (ACT). (...)
A discussão ética é imprescindível porque, se existem riscos, os benefícios são, potencialmente, incalculáveis. Nesse sentido, pode-se dizer que a boa ciência é sempre um risco calculado. (...)
De qualquer maneira, proibir a clonagem humana sem um debate prévio, só por medo do desconhecido, seria como pôr trancas na porta para impedir a chegada do futuro. (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Mesmo que os adversários chamem de eleitoreiro o programa que está sendo concluído pelo Ministério da Saúde, ninguém há de ser contra o fornecimento gratuito de remédios a quem precisa. Ganhar votos com uma boa política é vantagem legítima de quem está no Governo. Seu formato, entretanto, terá de ser à prova de fraudes e desvios, que o fariam até eleitoralmente desastroso. (...) (pág. 2)
(Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno) - Roseana Sarney registrou: FH mandou o porta-voz desmentir apenas as críticas atribuídas a ele pela "Folha de S. Paulo" feita as Tasso Jereissati, e não aos demais candidatos da base do Governo.
Em política, o grave não é a reclamação.
Sabe-se que FH só desmentiu porque, mesmo do exterior, Tasso não pediu, mas exigiu que o fizesse.
Ao deputado Aécio Neves, outra vítima das críticas de FH, o Presidente aproveitou-se de uma audiência para tentar explicar: "Você viu que absurdo que inventaram na minha boca a seu respeito?!"
"Não li, Presidente. Não preciso mais saber pelos jornais tudo o que o senhor pesa a meu respeito".
Apesar da resposta enigmática, FH, imediatamente, pôs as mãos na barriga, como se estivesse reclamando de alguma dor localizada.
Que tem nome: Indigestão eleitoral. (pág. 3)
(Ancelmo Gois) - Fica pronto na próxima semana o relatório da auditoria que o Tribunal de Contas da União fez no setor elétrico nos últimos 90 dias.
Um dos capítulos mais fortes trata da não-interligação das linhas de transmissão norte-sul e sul-sudeste.
Essas obras estiveram presentes em todos os planejamentos estratégicos feitos na República.
Faltam R$ 600 milhões para o ministro-economista José Serra fechar o ano com as contas em dia. (pág. 14)
12/01/2001
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