Projeto da PM mobiliza Governo






Projeto da PM mobiliza Governo
O vice-governador, Mendonça Filho, se reuniu ontem com a bancada aliada para garantir a aprovação do projeto que altera o processo de promoção na PM

O Governo do Estado decidiu quebrar a resistência de parte da bancada governista ao projeto de lei que altera o processo de promoção na PMPE e reduz de sete para quatro anos o período de um coronel no posto. Orientado pelo governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), o vice-governador Mendonça Filho (PFL) reuniu-se, ontem à noite, no Palácio do Campo das Princesas, com 31 dos 38 parlamentares que compõem a base do Governo na Assembléia Legislativa, deixando praticamente consumada a aprovação, na íntegra, da proposta do Executivo. “O Governo não pensa em alterar nada”, destacou Mendonça Filho.

A iniciativa do encontro – segundo Mendonça Filho e a líder do Governo na Assembléia, Teresa Duere – partiu das lideranças partidárias governistas, que cobravam mais esclarecimentos sobre o projeto. Ao final da reunião, a líder do Governo anunciou que a bancada saía convencida dos benefícios da proposta, que deverá voltar à pauta da Comissão de Constituição e Justiça e, ainda hoje, o relator Henrique Queiroz (PPB) deverá apresentar o seu parecer. “Acho que será favorável. O projeto havia sido retirado da pauta para melhor discussão sobre os objetivos. O Governo não usa rolo-compressor para para aprovar matérias, e sim o convencimento”, ressaltou Teresa Duere.

Pelo Governo, além do vice Mendonça Filho, participaram o secretário Extraordinário de Coordenação, Edgar Moury, o procurador Pedro Henrique e o comandante da PMPE, coronel Iran Pereira. O vice-governador destacou que o projeto, além de possibilitar a “oxigenação” nos postos de oficiais, reduzindo o interstício de um coronel no posto, reduz a influência política sobre as promoções na PMPE. “Atualmente, um 1º ou 2º tenente pode ser promovido pelo mérito. Porém, como possuem pequeno histórico na corporação, ficam sujeitos a critérios subjetivos para uma promoção. Com o projeto, passam a ser promovidos só por antigüidade”, destacou Mendonça Filho. No caso dos coronéis, o Governo afirma que está fazendo uma equivalência com a prática consagrada para os generais no Exército Brasileiro.

Integrantes da bancada e do Executivo, que preferem não se identificar, alegam que a PMPE está precisando de uma força “motivada, oxigenada e disposta a combater a violência no dia a dia”. Como metade dos coronéis vão para a reserva com todos os direitos garantidos, a crença é a de que a “resistência é apenas para não perderem algumas regalias do posto”.


Prefeito do PPS defende reeleição de Jarbas
BOM CONSELHO – O governador Jarbas Vasconcelos sentiu-se em casa no final da manhã de ontem, mesmo visitando um município administrado por um partido adversário. Durante a passagem pela cidade de Bom Conselho, Agreste Meridional, a 276 quilômetros do Recife, ele participou da solenidade de assinatura da ordem de serviço para a ampliação do sistema de abastecimento d’água. O governador acabou sendo saudado por cerca de 1.200 pessoas e teve o nome lançado à reeleição pelo prefeito anfitrião, Daniel Brasileiro (PPS).

“Não posso ser contra um Governo que vem trabalhando por Pernambuco e por Bom Conselho. Candidate-se à reeleição, porque Pernambuco precisa do senhor, que não é o governador de uma só obra, como alguns dizem, mas de obras estruturadoras que estão tirando Pernambuco do atraso vivido nos últimos anos”, disse o prefeito, para, em seguida, confessar ter formalizado o apoio à reeleição do governador durante recente visita feita ao Palácio.

Sem esconder a satisfação por receber o apoio de um prefeito pertencente a um partido que não fez parte da base de apoio que o elegeu no último pleito estadual, Jarbas deixou claro que aquele depoimento refletia uma opinião pessoal, e não do PPS. Porém, disse acreditar na possibilidade de que possam ocorrer novas adesões de prefeitos pertencentes a legendas adversárias até a próxima eleição.

“Quanto mais o Governo trabalha e mostra o que vem fazendo, mais sensibiliza as administrações, aliadas ou mesmo adversárias. Daí não ser nenhuma surpresa a ocorrência de depoimentos como esse, que todos puderam testemunhar”, ressaltou o governador.


ACM ameaça Governo e defende nome de Roseana
Ex-senador baiano defende que o PFL saia sozinho com a candidatura da governadora do Maranhão, caso o Governo decida apoiar o nome do ministro da Saúde, José Serra

BRASÍLIA – O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse ontem que o partido deve lançar sozinho a candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), a presidente, se, na disputa, o Governo apoiar uma chapa encabeçada pelo ministro da Saúde, José Serra.
Ele admitiu que a oposição ganharia com o lançamento das duas candidaturas, mas, ainda assim, descartou a chance de a legenda aliar-se a Serra. “Como compro muito remédio, não posso gostar de Serra”, ironizou. “A única chance da sigla mudar de posição seria no caso de Serra sair como candidato a vice-presidente na chapa de Roseana”, previu o ex-senador.

No entender dele, a base de sustentação do Governo só se manterá unida nas próximas eleições, se surgir um candidato que atenda ao PFL, PSDB e PMDB. ACM acha que o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), tem chance de disputar, até mesmo com o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente, afirmou o ex-senador, por ser muito imprevisível, pode estar aparentando que quer Serra, embora esteja querendo o Tasso.

“Além de Roseana, Tasso é o único nome capaz de unir os partidos”, ressalvou. Ao ser informado que a primeira-dama, Ruth Cardoso, elogiou a pré-candidatura de Roseana, ACM disse que considerava o fato importante porque partiu de uma pessoa de muito caráter e confiabilidade.
É a segunda vez que ACM volta ao Senado depois de ter renunciado ao mandato para não ser cassado como um dos responsáveis pela violação do painel eletrônico da Casa.

CAUTELA – A direção do PFL determinou aos filiados cuidado na comemoração pelos 19,1% de preferência eleitoral obtidos por Roseana Sarney, na mais recente pesquisa eleitoral, do Instituto Sensus. O partido não quer provocações que irritem possíveis aliados, como PSDB, PMDB e PPB.
Até mesmo a publicidade eleitoral gratuita na televisão e no rádio, que dá ênfase total à divulgação da imagem de Roseana, ficará restrita, em novembro, a inserções regionais, autorizadas pelos diretórios da legenda nos Estados.
No dia 3, no entanto, Roseana deverá aparecer novamente na publicidade eleitoral gratuita de 20 minutos, em todo o País, e de novo como a principal estrela da sigla.


Lula afirma que está disposto a disputar a prévia do PT
BELO HORIZONTE – O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vai disputar a prévia do PT para a escolha do candidato à Presidência da República, caso se apresente para a disputa mais de um candidato. Ele justificou sua postura afirmando que “está comprometido com as regras do partido”. Lula, no entanto, não esclareceu se fará a sua inscrição ou deixará que o próprio partido faça por ele. Disse que é cedo para discutir esse assunto e que não tem pressa.
“Eu não estou candidato. Se eu estiver candidato em algum momento e o PT deliberar que haverá mais de um candidato, e se houver prévia... Eu sou um militante do PT, estou comprometido com as regras determinadas pelo meu partido.”

Além de Lula (SP), o senador Eduardo Suplicy (SP) e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PA), postulam a vaga de candidato ao Planalto. A escolha, com ou sem prévia, está marcada para 3 de março. Os postulant es ao cargo têm até 16 de dezembro para fazer a inscrição. Nos últimos dias, circularam rumores de que Lula não gostaria de ter que disputar a indicação com outros petistas.


Temer admite enfrentar Itamar e Simon
BRASÍLIA - O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), poderá disputar a prévia do partido para escolha do candidato à Presidência da República, enfrentando o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, e o senador Pedro Simon (RS). Temer admitiu a candidatura ontem, ao no final da reunião da Executiva Nacional do PMDB que adiou a discussão das regras da prévia, marcada para 20 de janeiro.

Temer voltou a condicionar o lançamento de sua candidatura à manutenção da unidade do PMDB. No entanto, ele próprio disse que essa unidade se resumiria à maioria que o apoiasse. “Unam pela sua maioria. Se há dois ou três candidatos é claro que alguém vai surgir como um pólo aglutinador do partido”, afirmou. Ele afirmou que o nome aglutinador ainda não existe.
Ao contrário do que havia afirmado antes, Temer já trabalha com a possibilidade de mais de dois pré-candidatos na prévia. “Se o partido entender que deva ser assim muito bem. Mas eu só prestarei serviço ao PMDB nessas condições. Ser candidato no plano pessoal eu não serei. Ser candidato no plano eminentemente partidário eu poderei vir a ser”, disse.

A princípio, a reunião da Executiva do PMDB teria como objetivo lançar Michel Temer como pré-candidato à sucessão de FHC. Porém, a ala governista do partido desistiu da idéia temporariamente após um almoço do qual participaram Temer e Pedro Simon. Mas após a reunião da cúpula peemedebista, Temer confirmou a candidatura. Os governistas ainda tentam convencer Simon a desistir, mas ele reiterou que vai disputar.
Na próxima segunda-feira, Itamar e Simon deverão se reunir com a cúpula peemedebista para discutir as regras da prévia. A decisão sobre a questão deverá ser anunciada até a próxima terça-feira.


Jarbas alerta para dissidência no PMDB
BOM CONSELHO – O governador Jarbas Vasconcelos não escondeu ontem a preocupação com o rumo que o seu partido vem tomando nas discussões sobre a sucessão presidencial. Em solenidade realizada no município de Bom Conselho, Agreste Meridional, o governador informou que estará viajando hoje a Brasília não apenas para prestigiar a posse dos novos ministros escolhidos pelo presidente Fernando Henrique. A visita também reserva um importante encontro com o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer.

“Vou defender minha posição e dizer que o PMDB só tem duas alternativas a seguir: ou faz uma dissidência ampla ou apóia a candidatura de Michel Temer. Pessoalmente acho que a melhor alternativa do partido se esgota no nome dele”, explicou o governador, que mais uma vez mostrou-se preocupado com a indefinição na legenda.

Apesar de cobrar mais pressa para a legenda definir o rumo a ser tomado nas próximas eleições, Jarbas voltou a afirmar que o seu futuro político, será definido apenas em março.
Enquanto o governador poupou ataques aos adversários, o mesmo não aconteceu com o deputado federal Carlos Batata (PSDB), que escolheu como principal alvo o PT, ao mesmo tempo em que exaltou as qualidades da legenda tucana. “Aqui no PSDB não tem mesmice. Enquanto isso, lá no Rio Grande do Sul, o PT se envolve com o jogo do bicho e, em São Paulo, a prefeita Marta Suplicy está envolvida com a CPI do Lixo. É o nosso PSDB que incorpora a ética, e não o PT, que só faz falar enquanto cada vez mais mergulha em escândalos”, disparou.


Artigos

Querer
FÁTIMA QUINTAS

Que o tempo cesse e me traga a paz de sentir, sem angústia, o instante pleno. Rogo pela durabilidade deste momento. Só assim saberei desfrutá-lo, dominada pela letargia dos mansos e pela vontade de sorvê-lo, gole a gole. Se a pressa me acode, perco-me em meio à vida, acatando a soma de uma depauperada contabilidade. Todo impulso merece respeito. O menor deles equivale a uma íngreme montanha ainda não escalada. Os desejos, superados pela calmaria da abnegação, aniquilam-me. A grande catedral do sonho exige inviolabilidade. Que os tesouros permaneçam intocados em constante estado de vigília.

Nada é tosco quando a avalanche do querer toma conta de mim. E quero muito, de maneira insaciável. Serei eu diferente dos outros? Ou a minha gula existencial assume proporções descabidas? Crescem os sonhos em uma escalada imprevista. Penso nisso, mas furto-me a uma seleção desnecessária. Há prioridades, por certo. Não me engano. Jamais, todavia, pretendo nivelá-los a um patamar comum. Que a hierarquia dos sonhos trace um desenho bem contornado. Qual deles o preferido? O que me assalta no já.

Guardo em mim um feixe vigoroso de prazer. Amo o que eu vejo e o que eu não vejo. As imagens se duplicam na imensidade de meus quereres. O coração se aconchega, e se envaidece, e se enche de delírios, e se lança em aventuras... “Só por mim mesma sei enternecer-me,/ Sob a ilusão de amar e de sentir/ Em que forçosamente me detive./ Eis a que chega a minha tentativa em querer mais”.

Quero. Não somente o beijo pela manhã. Ainda o do crepúsculo, o da noite escura, o de todas as horas. Conheço a sofreguidão da minha busca, abandono-me nas suas incontáveis urdiduras, preencho vazios, invado outros que me são aparentemente alheios. Arrebento-me em emoções. Não tenho limites para a sanha da paixão. “Quando te vi amei-te já muito antes./ Tornei a achar-te quando te encontrei./ Nasci para ti antes de haver o mundo./ Não há cousa feliz ou hora alegre/ Que eu tenha tido pela vida afora,/ Que o não fosse porque te previa”.

É longa a espera do saber-se no outro. Remexo o baú dos feitiços com a intenção de clarificar o que me parece opaco. Às vezes, devagar, com a culpa disfarçada em pudor. Às vezes, com a avidez de quem não pode aguardar um minuto a mais pelo êxtase da surpresa. Entre a sensatez e a celeridade, entendo os hiatos das minhas inquietações. Não as abandonarei. Seria o mesmo que desistir por antecipação do fantástico e engenhoso duelo. Lutarei em todas as trincheiras, da menos arriscada à mais imprudente. E reedito fantasias à medida que o baú se esvazia. Preciso de campos de batalha. Apego-me às reservas de sonho para enfrentar os embates imprevisíveis. O infinito prevalece na minha inventividade, o ponteiro da bússola oscila sem destinação, as encruzilhadas se agigantam, eu me sinto perdida, embora a segurança de que acabarei acertando me guie mundo afora. Todos os caminhos me empurram ao epicentro desejante.

Escolho o beco. Não quero largas estradas. Sou pouco, e basta-me o pequeno chão sob os meus pés. “Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?/ -- O que eu vejo é o beco”. Porque amo como o amor ama. Transgredir é a melhor regra existencial. Quem não ousou abraçá-la, arrefeceu-se na mesmice de uma rotina inodora. O meu querer não permite reduções. Vou além do que os adultos me ensinaram. Seduzem-me os brinquedos proibidos, distante de sanções ou noções de perigo. Não tenho medo da fogueira que me habita.
Preciso apenas congelar este minuto que me faz reatar os desafios esquecidos. Em nome deles, ou em nome dele, petrificarei o tempo na eternidade do já. Assim, abafo a oca consciência da minha existência.


Editorial

Globalização solidária
Ainda repercutem, e não apenas no Brasil, os discursos do presidente Fernando Henrique Cardoso na Assembléia Nacional da França e na sessão de abertura da 56ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Atento à 4ª Conferência Ministerial da OMC e às mudanças nas relações mundiais após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos (EUA), ele pôs em evidência o q ue interessa ao nosso País e a outros no mesmo estágio de desenvolvimento. Chamamos atenção especialmente para o seu discurso na ONU, quando propôs uma “globalização solidária”, em contraposição ao que chamou de “globalização assimétrica”, ou seja, o atual processo, que temos qualificado como globalização de mão única, pois só atende, quase exclusivamente, aos interesses das potências mundiais e países desenvolvidos.

FHC disse, aos demais chefes de Estado presentes (inclusive o dos EUA, George W. Bush), a chefes de governo e ministros de Relações Exteriores, uma audiência bem qualificada, que a Carta das Nações Unidas reconhece aos Estados membros o direito de agir em autodefesa, mas “é importante termos consciência de que o êxito na luta contra o terrorismo não pode depender apenas da eficácia de ações de autodefesa ou de uso da força militar de cada país”. Acrescentou que o Brasil espera que, apesar das circunstâncias, não sejam frustradas as ações de ajuda humanitária ao povo do Afeganistão; e que o nosso País se oferece para abrigar refugiados desse país, dentro de suas possibilidades. Uma nova ordem econômica e uma “rodada do desenvolvimento” no âmbito da OMC, com a eliminação de práticas protecionistas, também foram propostas do presidente da República em Nova Iorque. E ainda reivindicou a ampliação do número de membros natos do Conselho de Segurança da ONU (que hoje reflete um “arranjo entre os vencedores de um conflito ocorrido há mais de 50 anos”) e a participação permanente do Brasil no mesmo; e a criação de um Estado palestino, pela paz no Oriente Médio.

A idéia de globalização solidária de FHC é compartilhada por mestres como Jeffrey Sachs (Harvard) e Paul de Grauwe (Louvain). Sachs que, por seu trabalho acadêmico, conhece bem os países pobres, lembra que tanto Roosevelt como Churchill incluíram, entre os objetivos dos aliados na luta contra o nazismo e outros totalitarismos, “o avanço econômico e a segurança social” do mundo inteiro. Em seu discurso de posse no segundo mandato de presidente dos EUA, Roosevelt pediu acordos econômicos globais que garantissem uma vida de paz e saúde para os habitantes de todos os países. Diz ainda o professor de Harvard que esse é um objetivo digno e urgente, mas sua concretização exige mudanças significativas nas políticas dos países ricos, particularmente dos EUA; e fala de um bilhão de pessoas que lutam diariamente pela simples sobrevivência (”muitas não conseguem”).

Já o mestre belga afirma que globalização e competitividade não se opõem a gastos sociais. A globalização não tem que forçar os países a escolher entre competitividade e segurança social. Para ele, não existe essa correlação, pois a competitividade de um país depende da qualidade de seu capital humano. Holanda, Finlândia, Dinamarca, Suécia e Noruega gastam mais de 30% de seu PIB para fins sociais, e estão entre os mais competitivos países do mundo. Vemos assim que a globalização solidária lançada por FHC na ONU não é somente uma idéia retórica e acadêmica. Uma globalização com duas mãos, vantajosa para desenvolvidos e emergentes, é compatível com o que poderíamos chamar de uma justiça social globalizada, o que inclui melhor distribuição de renda e ajuda dos ricos às populações ainda na miséria.


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11/14/2001


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