Receita pede a prisão de 2.787 sonegadores
Receita pede a prisão de 2.787 sonegadores
Uma megaoperação da Receita junto com a Polícia Federal, o Ministério Público e o Banco Central pode levar para a prisão 2.787 sonegadores que mandaram R$ 1,2 bilhão ilegalmente para o exterior. Os processos já foram abertos e os nomes dos sonegadores estão nos computadores dos aeroportos e os postos de fronteiras para evitar que saiam do País.
A investigação foi iniciada em 98 na fronteira de Foz do Iguaçu com o Paraguai e até agora 90% dos acusados são laranjas profissionais, pagos por traficantes, políticos corruptos, vendedores de armas e grandes sonegadores que queriam acobertar as remessas.
A Receita constatou que a maioria das operações ilegais de envio de dinheiro para o exterior é intermediada por agências de turismo, casas de câmbio e, em alguns casos, por bancos sediados nas fronteiras. Em toda a história da Receita, menos de 50 contribuintes foram presos por sonegação de impostos.
O governo estadual começa a comprar esta semana 1.200 balanças para pesar crianças de até 5 anos na Baixada Fluminense e traçar o mapa da fome na região. A idéia é, a partir de julho, distribuir bolsas de R$ 50 a famílias com crianças desnutridas. (pág. 1 e 18)
A Secretaria de Urbanismo está analisando 42 pedidos de operação interligada. O mecanismo, suspenso há mais de um ano, legaliza mudanças no gabarito e no uso dos imóveis mediante contrapartida em dinheiro.
Onze caciques da tribo dos cintas-largas, em Rondônia, estão fazendo fortuna às custas do garimpo ilegal. Eles cobram pedágio dos garimpeiros para deixá-los entrar em suas terras e explorar a maior jazida de diamantes do País. Juntos, já teriam mais de US$ 2 bilhões.
Os caciques andam com segurança e um deles, José Bravo, tem seis caminhonetes, entre elas uma Mitsubishi 2002.
Ao pedir empréstimo no exterior, as empresas brasileiras estão fazendo um seguro-eleição. Dos US$ 6,2 bilhões captados este ano, 21% pagaram o seguro, que garante o reembolso do dinheiro antes mesmo da data do vencimento se o credor ficar inseguro com os rumos políticos.
O seguro é uma maneira de as empresas reduzirem os gastos com juros, que já subiram de 9% para até 12% ao ano em média.
Eles cresceram, se formaram, se casaram, tiveram filhos e ainda sonham em mudar o mundo: dez anos após o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, os caras-pintadas não perderam o gosto pela política.
Alguns, como os ex-presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) Lindberg Farias e Ricardo Capelli, vão disputar as eleições.
Outros, como o ex-vice-presidente da UNE William Campos e o ex-diretor da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Ames) Leandro Cruz, já chegaram ao poder: William é secretário de Educação do Rio e Leandro assessora o ex-secretário Luiz Eduardo Soares, guru da governadora Benedita da Silva.
O estado registrou em abril 4.182 roubos e furtos de veículos, um aumento de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em apenas um dia, os bandidos levaram 202 carros, um a cada sete minutos, um recorde nos últimos dois anos.
Os números de abril, no entanto, devem ser maiores porque a estatística ainda não foi concluída.
O secretário de Segurança, Roberto Aguiar, anunciou que prepara uma ocupação altamente sofisticada de uma das áreas mais violentas da cidade. Ele disse que as polícias Civil e Militar trabalharão em conjunto com a Polícia Federal. Aguiar garantiu que a polícia entrará em favelas:
"Mas não vamos entrar nos morros alucinadamente", disse.
Além de administrar os conflitos entre seus aliados da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), o pré-candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, poderá sofrer pressões do próprio partido para desistir e fechar uma aliança com o PT de Luiz Inácio Lula da Silva.
A aliança interessaria ao PPS e o PT no Distrito Federal e em oito estados: Paraná, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Amazonas, Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Em São Paulo, Minas, Rio e Santa Catarina, a aliança com os petistas não é considerada fundamental, mas poderia ser bem administrada. Mas, por enquanto, os presidentes do PT, deputado José Dirceu (SP), e do PPS, senador Roberto Freire (PE), só admitem a possibilidade de união dos dois candidatos no segundo turno.
A possibilidade da reedição da aliança entre o PFL e o PSDB não está descartada em Minas. Os dois partidos elegeram o tucano Eduardo Azeredo para o governo em 1994 e o apoiaram na tentativa de reeleição em 1998.
Para o ex-governador Eduardo Azeredo, manter essa aliança é fundamental para derrotar o candidato do PMDB, seja ele Itamar ou Newton Cardoso. Azeredo reconhece que, embora tenha melhor desempenho nas pesquisas, Aécio tem mais apoio político entre os tucanos. "Conversamos sempre e não há risco de ruptura. Estamos acertados: um concorre ao governo e o outro ao Senado", diz Azeredo.
Sempre à frente das articulações políticas do Governo, o presidente Fernando Henrique Cardoso intensificou agora sua participação na coordenação da campanha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Segundo assessores do Palácio do Planalto, Fernando Henrique e Serra conversam várias vezes ao dia, por telefone.
Nas últimas semanas já não passa despercebido de ninguém que, sempre que enfrenta um problema maior na campanha, Serra procura discuti-lo com o Presidente.
Além disso, o Presidente tem comandado reuniões com Serra e a cúpula do PSDB para analisar os acertos e os desacertos da campanha.
Ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça e escolhido para ser candidato a vice na chapa de Anthony Garotinho pelo PSB, Paulo Costa Leite omite alguns anos de seu currículo: os que trabalhou para o regime militar. Reportagem da revista "Época" desta semana revela que Costa Leite foi instrutor da Escola Nacional de Informações (Esni) de 1973 a 1979.
Sua missão era ensinar técnicas de análise de informação aos futuros arapongas. Depois, foi promovido a assessor jurídico do ministro-chefe do SNI, general Octavio Aguiar de Medeiros, durante o governo de João Figueiredo.
Colunistas
PANORAMA POLÍTICO - Tereza Cruvinel
José Serra amanhã e Lula na quinta-feira desfrutam de suas últimas grandes janelas na televisão antes do início do horário eleitoral oficial em agosto, em programas que podem induzir à polarização entre os dois.
Com linguagens diferentes, cada um fará seu resumo do Brasil e suas urgências, disputando basicamente a confiança do eleitor com propostas não muito diferentes entre si.
Editorial
"BRASIL PIRATA"
Comparado com os crimes violentos que criam tão intenso clima de insegurança nas grandes cidades brasileiras, o comércio de produtos falsificados, por mais que esteja em crescimento, parece ser um crime menor. E assim, de fato, tem sido tratado de maneira geral pela Justiça. Muito pouca gente vai para a cadeia por esse tipo de pirataria, e quando vai, dificilmente fica lá por mais de um ano: os réus primários sequer são presos.
Pode-se compreender por que persiste esta visão da pirataria como uma espécie de contravenção inofensiva, que não deixa mortos nem feridos e, diretamente, não prejudica o patrimônio de ninguém.
Mas é um equívoco, e dos grandes, subestimar o seu poder destrutivo. Como têm deixado claro os cadernos especiais sobre falsificação de produtos publicados no "Globo" e no "Diário de S.Paulo", os danos causados ao País pela pirataria são imensos e crescentes.
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05/05/2002
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