SARNEY É CONTRÁRIO À DOLARIZAÇÃO NO MERCOSUL
Sarney admitiu que as dificuldades apresentadas pelo Mercosul atualmente são decorrentes dos regimes cambiais diferentes do Brasil e da Argentina. "Vejo esses problemas com apreensão, mas tenho confiança de que são circunstanciais, porque a idéia-força dos quatro países-membros é a integração do Cone-Sul".
Como presidente da República entre 1985 e 1990, Sarney foi o grande impulsionador do Mercosul, juntamente com o ex-presidente da Argentina, Raúl Alfonsín. Eles são considerados "os pais" da idéia de integração de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai em um mercado econômico comum. O Mercosul hoje se prepara para aceitar dois novos membros, o Chile e a Bolívia.
O ex-presidente destacou o dinamismo que o Senado apresentou nos trabalhos legislativos do ano passado e, especialmente, durante a convocação extraordinária. "Na Comissão de Relações Exteriores que presido, por exemplo, votamos tudo que estava regimentalmente preparado".
No ano legislativo que se inicia agora, A CRE começa as votações com o relatório do senador Pedro Piva (PSDB-SP) sobre os projetos de lei que proíbem as armas de fogo, informou Sarney. "Pessoalmente sou favorável a uma legislação mais rigorosa sobre armas de fogo. Como estão em tramitação dois relatórios bem divergentes - o de Renan Calheiros (PMDB-AL) e o de Piva - o Senado deve trabalhar para chegar a um terreno comum que possa ser aprovado pela maioria", concluiu.
15/02/2000
Agência Senado
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