Tião diz que mínimo de R$ 260 era o possível
O senador Tião Viana (PT-AC) garantiu que ficaria mais constrangido e muito envergonhado se ao final do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo que o salário mínimo chegasse a R$ 600, o país ainda estivesse com 40 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria, recebendo menos de um dólar por dia. Ao opinar que o valor de R$ 260 é o possível no momento, ele lembrou que o atual governo ainda tem dois anos para buscar a recuperação do salário mínimo.
- Diminuir a distância entre pobres e ricos é um desafio que o governo está enfrentando com coragem. Não foi o nosso governo que deixou uma dívida pública estratosférica, nem que vendeu todo o patrimônio público significativo do Brasil para fazer remendos no financiamento público - afirmou Tião Viana.
O senador pelo Acre lamentou que conquistas do governo não tenham sido levadas em consideração no momento da discussão do salário mínimo. Ele citou como exemplos o fato de o programa Bolsa-Família já estar atingindo 4,5 milhões de famílias, o aumento nos investimentos sociais de R$ 2,4 bilhões para R$ 6 bilhões, e o reajuste, de R$ 28 para R$ 75, do valor individual da Bolsa-Família.
17/06/2004
Agência Senado
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