Agripino diz que Brasil é submetido a " vexame internacional" na IV Cimeira



O líder do PFL, senador José Agripino Maia (RN), afirmou em plenário, nesta quinta-feira (11), que o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante das declarações do presidente da Bolívia, Evo Morales, contrárias aos interesses brasileiros, na IV Cimeira América Latina e Caribe - União Européia, em Viena, colocou o Brasil em situação de "vexame internacional".

- O assunto não é banal, são milhares de empregos ameaçados - lembrou o senador.

Para o representante potiguar, a principal ameaça seria a demissão de milhares de trabalhadores, em especial na indústria vidreira dos estados do sul do país, em decorrência das medidas tomadas por Morales. Agripino classificou Evo Morales e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que o está apoiando na operacionalização do processo de nacionalização, de "vedetes internacionais".

Na avaliação do senador, o vexame por que passa o Brasil foi anunciado em visita recente ao Brasil do ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Solis Rada, em que este aventou a hipótese da nacionalização.

- Agora, Morales faz questão de alardear publicamente que tentou por diversas vezes falar com o presidente Lula sobre o assunto e não obteve êxito, disse o líder pefelista.

Para Agripino, o Brasil, que sempre atuou como pacificador em contenciosos ocorridos entre vizinhos no continente sul-americano, vive atualmente uma situação delicada, ao ver sua principal estatal, a Petrobras, ser acusada de "caloteira" e "contrabandista de fronteira".

Apartes

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), em aparte, criticou a incompetência do governo que, em sua política externa, se propôs a "mudar a geopolítica internacional" e, no entanto, em nome de "uma falsa camaradagem e amizade pessoal" abre mão de defender os interesses nacionais.

Já o líder do PSDB, Arthur Virgílio citou artigo do jornal inglês The Economist, segundo o qual Lula foi humilhado por Chávez. Arthur Virgílio destacou a coragem do chanceler Celso Amorim, que teria reagido de forma indignada às últimas declarações do presidente boliviano, em contraste com a postura reticente do presidente Lula.

O senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC) afirmou que, a ser verdadea afirmação de Morales de que "o Acre foi trocado por um cavalo", essa seria uma demonstração de falta de conhecimento histórico do presidente boliviano.

O senador Sibá Machado (PT-AC), por sua vez, defendeu o governo e disse não ver problema no fato de a Petrobras, enquanto empresa de fomento, arcar com parte dos prejuízos na hipótese de haver aumento no preço do gás.

11/05/2006

Agência Senado


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