Alencar considerava financiamento público de campanha arma contra corrupção



Quando foi senador, entre 1999 e 2002, José Alencar defendeu o financiamento público de campanha por considerar que a medida fortaleceria o combate à corrupção no Brasil. E para os políticos "fora da lei", que insistissem na prática do "caixa dois", ele pedia punição rigorosa.

Alencar previa que, num primeiro momento, a sociedade poderia rejeitar a proposta. Em aparte a pronunciamento do então senador José Eduardo Dutra, em 14 de novembro de 2000, ele ponderou que, num país onde os municípios não têm recursos suficientes para saneamento, saúde e educação, seria normal que a população rejeitasse o uso de recursos públicos para financiar as campanhas eleitorais.

No entanto, ele considerava que, "se for bem posto, a sociedade irá compreender, porque, de fato, é importante dar isonomia a todos os candidatos que disputam eleições".

Alencar reconhecia que somente a adoção do financiamento público de campanha não seria medida suficiente para por fim à prática do caixa dois, às "contribuições por debaixo do pano". Conforme o então senador por Minas Gerais, o país também precisaria "punir convenientemente todas as atividades fora da lei", para conseguir acabar com a prática.



30/03/2011

Agência Senado


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