Bush define tática contra Bin Laden
Bush define tática contra Bin Laden
Presidente dos EUA vai ao Pentágono e anuncia pressão sobre terrorista para prendê-lo em fuga.
O presidente George W. Bush, disse ontem que os Estados Unidos querem o terrorista Osama Bin Laden "vivo ou morto" e que aqueles que o protegem “estão de sobreaviso”. Bush advertiu ao Taleban que leve a sério o pedido para que entreguem Bin Laden – o prazo acaba amanhã –, principal suspeito dos atentados da semana passada que resultaram em, pelo menos, cinco mil desaparecidos. Em sua visita ao Pentágono, onde 189 mortos, Bush disse que "ganharemos a guerra e haverá custos", como referência às possíveis baixas militares.
Bush disse que quer colocar "pressão" sobre os países que abrigam terroristas. Isso, ele acredita, irá "fazer os terroristas fugirem", o que dará aos EUA a oportunidade para capturá-los. A meta é fazer "com que fujam, para encontrá-los e caçá-los", disse. Ele foi ambíguo sobre se os EUA iriam matar Bin Laden se tivessem a oportunidade.
George Bush participou de uma reunião sobre sua decisão de convocar 50 mil reservistas. Ele disse que esses reservistas desempenharão um papel fundamental na defesa dos EUA e afirmou que o exército dos EUA "está pronto para defender a liberdade a qualquer custo", alertando, mais uma vez, que a luta contra o terrorismo será uma batalha de longo prazo.
O líder supremo do Taleban, regime extremista que controla o Afeganistão, anunciou ontem que a entrega do terrorista Osama Bin Laden será decidida por um conselho de clérigos islâmicos do país. Mullah Mohamed Omar´s anunciou a decisão após um dia de encontros com representantes do vizinho Paquistão, em visita ao Afeganistão para tratar sobre os desdobramentos dos atentados da última terça-feira e também sobre eventuais retaliações do governo norte-americano.
Brasil é contra ação militar
O governo brasileiro vai se opor ao apoio militar dos países da Organização dos Estados Americanos (OEA) aos EUA, em caso de conflito direto com o Afeganistão. Também estará pronto a vetar qualquer sugestão que possa ser apresentada na reunião da OEA, marcada para hoje, em Washington, em favor de ação americana de combate a possíveis focos terroristas localizados nos territórios dos países da organização.
Com essa decisão, o Brasil pretende deixar clara sua disposição de colaborar com os Estados Unidos em um plano mais diplomático que militar, conforme informou uma fonte do Itamaraty. Ou seja, poderá até mesmo apoiar o ataque americano ao Afeganistão, mas nunca participar dele.
Reajuste para a educação e saúde
Secretário revela negociações com a área federal para suplementar verba e elevar salário de 55 mil servidores.
Pode sair, no ano que vem, um reajuste salarial para 55 mil servidores das áreas de educação e saúde, custeadas pela União. O secretário de Fazenda, Valdivino Oliveira, disse, ontem, que o GDF está tentando, junto à área federal, uma verba suplementar ao orçamento de 2002 da ordem de R$ 140 milhões para as duas áreas. Ele, porém, não fez previsão de um percentual para a correção dos salários.
"Não se pode especular sobre o percentual. Primeiro, é necessário assegurar os recursos", ponderou o secretário, logo após reunião com a bancada do DF na Câmara dos Deputados para discutir o orçamento do ano que vem. Valdivino ressaltou que, para 2002, o GDF conseguiu aumentar em 18% – de R$ 2,3 bilhões para R$ 2,7 bilhões – a verba de custeio das áreas de segurança, saúde e educação, bancadas pela União. Os R$ 400 milhões a mais garantirão o reajuste da PM, segundo Valdivino.
Enquanto a área de custeio teve um incremento de recursos, a de investimentos teve redução de 74%. Pelo projeto da União, enviado ao Congresso Nacional, estão previstos apenas R$ 5,9 milhões em 2002 para o DF, bem menos que os R$ 23 milhões garantidos, inicialmente, este ano. A redução preocupa a bancada, que terá de aprovar emendas para aumentar o valor. "É uma prova de fogo. Este ano será um dos mais difíceis", admite o deputado Paulo Octávio (PFL/DF).
Uma outra preocupação é quanto à liberação do dinheiro por parte da União. A bancada do DF quis saber, ontem, do secretário Valdivino Oliveira porque o governo federal liberou apenas 18% dos R$ 139 milhões previstos para investimentos no DF este ano. "Isto é natural, pois a União espera o último trimestre do ano para saber a quantia referente à arrecadação", explicou.
Ele assegurou que o GDF está cumprindo os prazos de apresentação dos projetos junto à área federal, para garantir a liberação dos recursos. A bancada do DF quer se reunir, possivelmente esta semana, com o ministro Martus Tavares, do Planejamento, para saber o por que da retenção de verbas de investimentos no DF.
Bancada se reúne
A bancada do DF tem pela frente o desafio de elevar de R$ 5,9 milhões para R$ 130 milhões a verba de 2002 para investimentos (obras e manutenção das áreas de segurança, saúde e educação). Na segunda-feira, a bancada faz nova reunião e quer a participação do secretário de Obras, Tadeu Filippelli, para conhecer as prioridades do GDF para o ano que vem.
Os parlamentares já preparam suas emendas, que serão apresentadas depois coletivamente. Na reunião, eles receberam uma comissão (de empresários e torcedores do Gama), que luta para conseguir ampliar a capacidade do estádio Bezerrão, que fica na cidade do Gama, de 20 mil para 40 mil lugares. A bancada do DF mostrou disposição em incluir o projeto, que deve ficar em torno de R$ 12 milhões, nas emendas do ano que vem.
Este ano, uma das áreas mais afetadas com os cortes da área federal, que atingiram todos os estados, é a de segurança. Segundo o deputado Pedro Celso (PT/DF), a verba destinada para segurança, este ano, foi de R$ 12,8 milhões (deste total apenas 8% foram liberados pela União) e, para 2002, este valor caiu 80% (R$ 2 milhões)."Isto é preocupante, pois é menos dinheiro para
reequipar a PM e o Corpo de Bombeiros", explica o parlamentar.
O secretário Valdivino Oliveira, da Fazenda, disse que o GDF está batalhando a liberação de R$ 9 milhões para a área de segurança e R$ 50 milhões para o metrô. Este dinheiro está previsto no orçamento deste ano.
Além do secretário, estavam na reunião os seguintes parlamentares da bancada do DF: os deputados Pedro Celso, Paulo Octávio, Wigberto Tartuce (PPB), Geraldo Magela (PT), Agnelo Queiróz (PCdoB) e Jorge Pinheiro (PMDB), além do senador Lindberg Cury (PFL).
Crise externa levará Brasil a crescer menos que o previsto
Presidente do Banco Central admite que meta de inflação vai estourar e mantém juros elevados.
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, admitiu ontem que o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2001 será menor que o previsto. A projeção mais recente era de que o PIB cresceria 2,8% neste ano.
Ele ressaltou que a redução da previsão na economia brasileira foi conseqüência dos choques causados pelos atentados terroristas nos Estados Unidos, desaceleração econômica global, crise de energia, e pela crise argentina.
Menor crescimento significa mais desemprego e redução na massa salarial. As indústrias trabalharão aquém de sua capacidade e o comércio venderá menos.
Fraga afirmou que ainda não há uma nova estimativa de crescimento, mas ressaltou que ela deverá ser menor.
"Esperamos que o crescimento seja próximo das principais economias do mundo ou até melhor", afirmou.
O presidente do Banco Central admitiu que o teto de 6% da meta de inflação deste ano deverá ser estourada, conforme já foi escrito na último na última ata do Copom. No entanto, a inflação para o próximo ano está garantida em 3,5%.
Ele afirmou que o rompimento da meta não é tão preocupante dado os cinco choques pelo qual atravessa o País - referindo-se a crise energética, Argentina e política (no início do ano), seca e ao atentado terrorista aos Estados Unidos - e não valeria a pena jogar o Brasil em uma recessão por causa de meio ponto de inflação, referindo-se aos 6,5% esperados pelo mercado. "Não é a trajetória ideal. Mas é algo bem razoável", afirmou diante do atual cenário econômico.
Fraga tornou claro também que o Banco Central não deverá mais reduzir as taxas de juros em 2001. O Comitê de Política Monetária devei manter inalteradas as taxas básicas de juros, que estão em 19% na sua reunião mensal, que começa hoje.
Queda nas vendas preocupa comércio
No acumulado do ano, resultado negativo chega a 7,81% até agosto, sobre o mesmo período de 2000.
O comércio em Brasília está em estado de alerta. As vendas, no acumulado deste ano até agosto, já apresentam queda de 7,81% sobre igual período do ano passado. Em agosto, a queda foi de 1,15% sobre julho. Nem o Dia dos Pais, data tradicional de muitas compras, conseguiu alavancar as vendas.
O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio), Adelmir Santana, atribui as péssimas vendas à crise energética pela qual passa o Brasil, à elevação da taxa de juros, à crise argentina, à desvalorização do real e, agora, à crise norte-americana. Até mesmo a greve dos rodoviários, de acordo com o presidente da Fecomércio, afetou o faturamento. "Venda perdida não se recupera", afirma.
Apesar do alerta, Santana diz que os comerciantes estão confiantes de que algo aconteça, permitindo ao setor, pelo menos, equilibrar as contas. Para isso, seria necessário, por exemplo, um aumento de salários para o funcionalismo público, responsável por 40% da massa de salários em circulação no DF, ou mesmo uma reação norte-americana que estimulasse as pessoas a comprar principalmente eletrodomésticos. "Temos de setembro a dezembro para nos recuperar, mas como no ano passado, as vendas foram excepcionais, teremos dificuldades", avalia Santana.
Entre os segmentos que apresentaram as maiores quedas estão o de autopeças (-5,05%), materiais esportivos (-4,09%), utilidades domésticas (-4,9%), floriculturas (-4,2%), vestuário (-3,2%), supermercados (-2,8%) e tecidos (-2,4%).
Por outro lado, apresentaram índices positivos os setores de informática (14,8%), livrarias/papelaria/materiais de escritório (8,7%), material de construção (6,8%), bebidas (6,46%), cine/foto/som (2,1%), combustíveis/lubrificantes/gás (1,71%), óticas (1,1%) e móveis e decorações (0,4%). A pesquisa foi feita pela Fecomércio com 810 empresas de 57 ramos da economia local.
Um dado surpreendente, na opinião de Santana, é o aumento nas vendas à vista (65,98%) e nos financiamentos (44,51%) e a queda de 11,95% nas vendas com cartão de crédito. "O consumidor prefere ver o que sobra antes de gastar e, para comprar a prazo, prefere prazos mais longos", justifica.
Artigos
Elle ensaia retorno
Eduardo Brito
Circulam no Congresso pesquisas que mostram amplo favoritismo, na disputa do Senado por Alagoas, de ninguém menos do que elle. O próprio. Fernando Collor de Mello.
A grande vantagem do ex-presidente nas intenções de voto explica-se, em grande parte, pela desagregação das forças políticas alagoanas, totalmente embaralhadas desde a debacle do governo Suruagy. As correntes mais tradicionais foram pulverizadas em uma sucessão de zebras eleitorais, só explicáveis pela desagregação da máquina do estado no decorrer do desgoverno de Geraldo Bulhões, aquele da toalha molhada. Até hoje não se desembaralharam as cartas políticas, o que permite qualquer surpresa.
Mesmo assim, não há razão para se contar com uma queda gratuita no elevado índice de intenções de voto com que Collor conta hoje. Já no gozo de seus direitos políticos e administrando seu grupo de comunicação em Maceió, Collor ainda não anunciou sua candidatura. Entretanto, alguém que se dispunha a disputar a Prefeitura de São Paulo por um partido absurdo e antes de recuperar os direitos políticos dificilmente abrirá mão de um trunfo como esse.
Por essas e outras, há senadores que já dão como favas contadas a instalação de Collor em uma das poltronas a seu lado. Até aí, pouco mudam as coisas. A pergunta que se faz é outra: qual será o passo seguinte? Ou, em outras palavras, até onde elle poderá chegar?
Costuma-se dizer que Collor só chegou à Presidência pela combinação de uma série de circunstâncias fortuitas: elevada inflação, descrédito do governo, concorrentes opacos, eleição solteira, pavor do radicalismo petista. A inegável competência marqueteira do candidato fez o resto.
Essa abordagem é um tanto simplista, mas permite lembrar que a repetição dessa combinação de fatores não é impossível. Ao contrário, é até provável. Caso se retire da lista de fatores a eleição solteira – impraticável enquanto a atual Constituição vigorar – e se substitua a inflação galopante por outros tormentos econômicos pode-se muito bem chegar a um quadro não muito diferente do que prevaleceu em 1989.
Estão aí, com tendência a se aprofundarem, a falta de carisma dos presidenciáveis, o desgaste da imagem do governo – como das instituições políticas em geral – e o temor que importantes segmentos da população nutrem em relação a Lula. Não se pode dizer que a economia viva um mar de rosas e parece sandice garantir que tudo melhorará. Ainda por cima, não se está falando no curto prazo, mas de algo que ocorrerá daqui a cinco ou nove anos.
Senador, elle terá uma tribuna com visibilidade nacional e permanente. Terá condições, eventualmente, de estruturar um cacife partidário.
Será sempre possível lembrar que o Judiciário não encontrou provas para condenar o ex-presidente por corrupção, ainda que a população costume encarar com ceticismo esse tipo de alegação. Mas corrupção não tem sido impedimento absoluto a aventuras eleitorais, como se sabe muito bem. A população não perdoa, isso sim, o malogro na gestão econômica. Resta ver se o retumbante naufrágio do governo Collor nessa área, acrescido da mais monumental demonstração de sadismo político que já se viu no hemisfério, com o confisco do dinheiro, terá repercussão por prazo tão longo.
Nesse ponto, só há uma certeza. Dez ou cinco anos atrás não estaríamos falando delle. Hoje, estamos.
Grito de dor e protesto
Elis Regina
Três de setembro de 2001. Na estrada entre Arraias e Campos Belos, nove estudantes morrem quando a caminhonete que os transportava bate em um caminhão e capota várias e repetidas vezes.
Acidente, noticiaram os jornais do Tocantins.
Fatalidade, disseram as autoridades de plantão.
Acidente e fatalidade não se explicam e nem se justificam, mas neste caso específico, nesta tragédia em questão, há motivos de sobra e razões aos montes para se crer e se dizer que não aconteceu nem uma coisa e muito menos outra.
Na noite de 3 de setembro de 2001, na estrada que liga Arraias a Campos Belos, o que aconteceu de verdade, o que ocorreu realmente, foi conseqüência e resultado do descaso, da omissão, da imprudência e do desprezo do poder público a quem cabe e compete a responsabilidade pelo transporte de estudantes que se deslocam de uma a outra cidade em busca de um futuro melhor.
Os jornais não noticiaram, nem as autoridades explicaram, mas o fato é que os nove estudantes mortos, todos eles moradores de Arraias e alunos de Pedagogia no campus que a Universidade do Estado de Goiás mantém em Campos Belos, estavam percorrendo os 23 quilômetros que separam as duas cidades na caçamba de uma caminhonete, empilhados que nem carga, porque o prefeito Joaquim Balduíno havia rompido o contrato de fretamento de um ônibus que até pouco tempo fazia o transporte.
Os jornais não noticiaram, nem as autoridades explicaram, mas o fato é que os nove estudantes arraianos mortos, todos com menos de 30 anos, sujeitaram-se a ser levados como animais para as aulas em Goiás porque não conseguiram convencer o prefeito Joaquim Balduíno a usar parte do dinheiro destinado pelo governo federal à educação municipal para a compra de um ônibus ou de uma van que fizesse o percurso.
Os jornais também não noticiaram, nem as autoridades tampouco explicaram, mas a verdade é que as nove mortes poderiam ter sido evitadas, as nove vidas deveriam ter sido poupadas, se o prefeito Joaquim Balduíno agisse como agiram e ainda agem os prefeitos vizinhos de Novo Alegre, Conceição, Paranã, Combinado e Monte Alegre. Com os recursos liberados pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento em Educação (FNDE), os prefeitos destas cidades compraram e mantêm um transporte regular para levar e trazer os eventuais alunos de suas cidades que estudam fora.
Soube agora, ao participar em Arraias da missa de sétimo dia de alguns dos estudantes mortos na tragédia de 3 de setembro, dentre eles uma prima (Lívia Lorene Bueno Maia), uma cunhada (Renarli Gaspiu dos Santos) e a esposa de um primo (Maria Helena Alves Araújo), que o prefeito Joaquim Balduíno anunciou à população a compra de uma van para o transporte dos universitários arraianos que estudam em Goiás.
Nove pessoas morreram para que isso acontecesse.
Não foi, portanto, um acidente ou uma fatalidade.
Foi, isto sim, um ato de irresponsabilidade – porque conseqüência e resultado do descaso, da omissão, da imprudência e do desprezo do poder público municipal de Arraias, hoje exercido pelo senhor Joaquim Balduíno.
Daí o pequeno artigo que faço agora e que espero seja publicado pelos jornais do Tocantins.
É um grito de dor e de protesto. A homenagem que posso e devo fazer a nove jovens arraianos que se foram cedo demais – Renarli Gaspiu dos Santos, Adalberto Soares Lima, Adão Ferreira Sobrinho de Araújo, Josiane Ferreira dos Santos Rodrigues, Maria Helena Alves Araújo, Lívia Lorene Bueno Maia, Janaína Costa Vieira, Maria Santana Pereira da Silva e Alaeth Pinheiro Taveira.
Colunistas
Claudio Humberto
Leão de olho na Justiça
A Receita Federal está de olho até em juízes e promotores, que, infelizes e mal pagos, complementam a renda familiar dando aulas em cursinhos e faculdades particulares. O Leão desconfia que os magistrados e membros do Ministério Público não declaram os ganhos extras ao IR.
Na Receita, atribui-se a isso parte da resistência da Justiça à quebra do sigilo bancário. Para os fiscais, eles são meros sonegadores.
Passos de balé
No balé do PMDB para emplacar Renan Calheiros presidente do Senado houve alguns passos de Fred Astaire. Por exemplo: diante da má vontade de ACM, que afinal ainda influi, um cardeal do PFL, amigo de Renan, disse ao babalaô, por telefone, que a opção ao alagoano seria Ramez Tebet, ou seja, uma vitória de FhC. "Ah, isso não!", aceitou ACM.
O mais jovem
Se for mesmo confirmado na presidência do Senado, Renan Calheiros será o primeiro alagoano e o mais jovem brasileiro a exercer o cargo. Ele completou 46 anos no domingo passado.
Jogou a toalha
O fracasso subiu à cabeça de José Fogaça (PMDB-RS). Ele encontrou um deputado, ao lado do Comitê de Imprensa do Senado, e, num claro sinal de derrota na disputa pela presidência do Senado, desabafou:
– Aqui só se respeita aquele que pode fazer mal ao governo.
Papel maquiado
Tendo em vista os acontecimentos no Brasil e no mundo, a Presidência da República comprou 2.000 rolos de papel higiênico, ontem, à empresa Unidas Comercial e Distribuidora Ltda, segundo comprovante em poder da coluna. Como o clima é de guerra, é bom verificar se o papel presidencial, "tipo extra-fino, folha dupla", tem mesmo os 40 metros especificados na nota de compra.
Doce na boca
Os militares reclamam que o governo suprime até as suas refeições, mas, pelo visto os cortes não atingiram a sobremesa: o Arsenal de Marinha do Rio, por exemplo, realizará concorrências públicas para comprar pêssego, geléia, aveia, goiabada, leite condensado etc.
Guga zen
O tenista Gustavo Kuerten se livrou do torneio em Costa de Sauípe, na Bahia, logo no primeiro dia, e literalmente caiu na gandaia. Dançou, cantou e se enrolou nos embalos durante todos os dias do Brasil Open.
E até para mostrar que repele a guerra anunciada, participou de sessões diárias de cachimbo da paz. Ficou zen a semana inteira.
Vitória importante
A oposição, na Bahia, conseguiu uma primeira vitória expressiva, no Tribunal de Justiça: por 16x9, em votação aberta, os desembargadores acolheram mandado de segurança, determinando que, como manda a Constituição, membros da oposição tenham assento na mesa diretora da Assembléia Legislativa, da qual foram excluídos pela truculência carlista.
Ele tem a chave
Quando chegou na companhia da namorada para a votação do PT, domingo, o milongueiro Luis Favre exibia no cinto, onde alguns carregam celulares, para quem quisesse ver, algo mais significativo: o aparelho de controle remoto que abre o portão da casa da prefeita Marta, ex-Suplicy.
Salada virtual
Aluno da Unicamp espalhou na Internet que a CNN exibiu imagens antigas de palestinos celebrando os ataques aos EUA. Até uma emissora de TV espanhola endossou a acusação. Mas o garoto palestino com a camisa da seleção brasileira, já patrocinada pela Nike, e um prédio novo no local pesam a favor da CNN.
Pensando bem...
...até os árabes terroristas do Paraguai devem ser falsificados.
Arrumadinho
O publicitário Agnelo Pacheco garante que só vencerá a licitação (sic) da Prefeitura de São Paulo para agências de propaganda pelos próprios méritos. Diz que Celso Marcondes, ex-sócio de Paulo Okamoto ("mala" de Lula) e Gladys Ramos, esposa do segurança do líder máximo do PT, já trabalhavam na sua agência antes mesmo de habilitar-se à disputa.
Mentira a bordo
Os passageiros do vôo 3567, da TAM, de Salvador a Brasília, domingo, foram avisados que as "fortes chuvas" impediam o pouso, por isso o avião sobrevoaria a cidade até melhorar o tempo. Quando aterrissaram, com quase uma hora de atraso, os passageiros verificaram que era tudo mentira. E ninguém apareceu para dar explicações.
Com açúcar, sem afeto
O banco americano Merryl Lynch recomendou à família Meyerfreund, dos Chocolates Garoto, a venda da empresa. O resultado dos últimos meses acendeu o alerta vermelho. A suíça Jacob Suchard, dona da Lacta, está interessada no nosso último grande fabricante de chocolates. Mas empacou: os suíços só querem a empresa na bandeja das almas.
Disney forever
O deputado Irineu Colombo (PT-PR), graduado em História, jura que jamais defendeu ou justificou atos de terror nem se mostrou favorável à violência, "muito pelo contrário". Diz que "a crise internacional cria uma situação explosiva que inocentes estão pagando" (sic).
PODER SEM PUDOR
É melhor prevenir
O ex-deputado Teodorico Ferraço, aquele que surrupiou uma guimba de cigarro do general João Figueiredo, agora é prefeito de Cachoeiro do Itapemirim (ES). Ele mandou blindar os seis carros (dois importados) que servem ao seu gabinete, e justificou assim os gastos excessivos:
– Cachoeiro é a capital secreta do mundo...
Editorial
Uma semana depois
Há uma semana, o mundo, e não apenas os Estados Unidos, foi atingido pelo maior atentado terrorista da história. O Brasil não ficou livre do trauma. No último fim de semana, as igrejas do Distrito Federal estiveram repletas de pessoas que, de uma maneira ou de outra, foram lembrar os inúmeros mortos dessa tragédia que atingiu as cidades de Nova York e Washington. Em outras partes do Brasil e do mundo, milhões de pessoas fizeram a mesma coisa, nas igrejas, ou fora delas, com orações ou manifestações de pesar e respeito.
Se alguma coisa boa pode ser retirada daquele episódio do dia 11 de setembro, a solidariedade mundial às vítimas e ao povo dos Estados Unidos foi uma delas. A globalização, afinal, não é apenas de negócios, mas também de sentimentos. Falar de paz, agora, é uma missão difícil, mas talvez no futuro essas inúmeras manifestações de solidariedade possam servir de base para algum movimento mundial que não torne a paz um intervalo entre guerras na história do homem.
O Brasil é um lugar privilegiado ao não servir de palco para a intolerância religiosa ou cultural. Mas os atentados também devem servir para que o nosso País jamais se esqueça de que intolerância religiosa e preconceitos de qualquer tipo ou natureza são inaceitáveis.
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09/18/2001
Brizola define hoje tática do PDT no primeiro turno
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