Tarso faz campanha na Azenha
Tarso faz campanha na Azenha
Tarso Genro, candidato do PT ao governo do Estado, participou ontem à tarde de caminhada com militantes pela avenida Azenha, acompanhado da senadora Emília Fernandes, que concorre à reeleição. Ele foi verificar as carências de infra-estrutura da comunidade. A passeata saiu do entroncamento das avenidas Azenha, Princesa Isabel e Bento Gonçalves. O candidato percorreu o comércio, onde conversou com empresários e consumidores. Distribuiu panfletos e apertou a mão de quem circulava pela avenida. Tarso se reuniu com a diretoria da Associação Comercial Nova Azenha, que congrega empresários da região. Ele pretende caminhar por locais simbólicos da cidade e começou pela Azenha porque se trata de um dos pontos comerciais mais antigos e populares de Porto Alegre. Sobre a edição especial da revista da Procuradoria-Geral do Estado que trata da saída da montadora Ford do Rio Grande do Sul definiu como uma questão apenas corporativa. Ele considerou a publicação 'bem-feita'.
Oposição analisa novo material sobre Diógenes
Os deputados de oposição que estudam as denúncias contra o presidente do Clube de Seguros da Cidadania, Diógenes de Oliveira, analisaram ontem novos documentos recebidos. O material, apresentado em caráter sigiloso, supostamente amplia o leque de denúncias sobre as relações do governo do Estado com a Pangea Viagens e Turismo, de propriedade de Diógenes. O grupo se reunirá novamente terça-feira.
Bernardi quer definir em parceria
O candidato do PPB ao Palácio Piratini, Celso Bernardi, disse ontem, em encontro promovido pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil, que no seu governo a Polícia será parceira na busca de soluções contra a crise da segurança pública. Segundo ele, o principal responsável pelo clima de insegurança é a atual administração, que por 'omissão, incompetência e má-fé desmontou propositadamente a Polícia Civil e a Brigada Militar'. Bernardi garantiu que a parceria irá abranger até a escolha do secretário da Justiça e da Segurança, do comandante da Brigada Militar e do chefe de Polícia. 'O diálogo será a tônica do meu governo, em especial com os servidores públicos, que queremos como nossos principais colaboradores', disse.
Bernardi e os candidatos do PPB a vice, Denise Kempf, e ao Senado, Hugo Mardini, visitaram à tarde o Sistema Guaíba/Correio do Povo e foram recebidos pelo diretor administrativo, Carlos Alberto Bastos Ribeiro. Bernardi salientou que observa nos roteiros que os gaúchos não aprovam o atual governo, mas não querem retroceder ao anterior. Ele pregou que os eleitores não optem pelo voto útil e conheçam as propostas dos candidatos.
Rigotto rejeita invasões e prega sistema sustentável
Germano Rigotto, que concorre ao governo do Estado pela coligação União pelo Rio Grande (PMDB-PSDB-PHS), salientou ontem que, se vencer, não permitirá invasão de terras. Segundo ele, é preciso trabalhar pela reforma agrária, priorizando sistema que permita praticar a agricultura e a pecuária de forma sustentável. 'Não vamos deixar ocorrer a ação sistemática do MST, que não se preocupa realmente com quem quer trabalhar na terra', afirmou.
PT nacional intervém em Minas pela aliança com PL
A direção nacional do PT desistiu ontem de negociar e decretou intervenção em Minas Gerais para evitar o fracasso da coligação nacional com o PL. O estado é o reduto do vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, senador José Alencar. O PT de Minas não aceitava conceder vagas para a disputa à Assembléia. A delegada executiva do PT, Stella Bruna Santo, enviou fax ao Tribunal Regional Eleitoral comunicando a anulação parcial da convenção.
Ciro defende o parlamentarismo
Aponta sucesso do regime no Império e diz que foi usado recentemente para 'tirar o povo da jogada'
O candidato da Frente Trabalhista à Presidência da República, Ciro Gomes, disse ontem que pretende preparar o país para o regime parlamentarista se for eleito. 'Houve estabilidade e progresso no Brasil nas mais de quatro décadas de regência do parlamentarismo durante o Império. As outras tentativas de implantar o regime representaram oportunismo dos governos', apontou. Ele avaliou que utilizaram o sistema no Brasil como forma de 'tirar o povo da jogada'. Ciro citou que quando Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, esteve mais perto de ganhar a eleição, na primeira disputa contra Fernando Henrique Cardoso, 'inventaram plebiscito''. O candidato fez palestra voltada a empresários mineiros no Clube dos Dirigentes Lojistas, em Belo Horizonte.
Ciro acredita que a adoção do regime parlamentarista depende de reforma administrativa, da profissionalização da burocracia e do aprimoramento do sistema partidário brasileiro. Ele informou que a proposta está incluída nos quatro objetivos estratégicos do seu programa de governo. 'Quem sabe, se depender da minha vontade o Congresso Nacional decida encaminhar plebiscito e referendo como mecanismos de superação do impasse que tem levado o presidencialismo brasileiro a impeachment, renúncia, suicídio, compra de votos e fisiologismo', projetou. Sobre as tentativas oportunistas de implantar o parlamentarismo no país, Ciro lembrou a adoção do regime depois da renúncia de Jânio Quadros em 1961. 'Na época, foi um arranjo para impedir a assunção do ex-vice João Goulart à plenitude dos poderes presidenciais', afirmou.
O presidenciável também afirmou que para conseguir concretizar o seu programa de governo precisará fazer pacto de cooperação. Citou o PFL, ressaltando que o partido tem tradição que é um legado importante para ajudar na construção da administração que pretende fazer se eleito. Ciro afirmou que vai tentar conseguir o apoio do Congresso Nacional com o objetivo de propor transformações no país. Para tanto, explicou que precisa de pelo menos três em cada cinco deputados e a mesma proporção de senadores.
Segundo o candidato da Frente Trabalhista, o Brasil não pode mais acatar ordens de fora a respeito de quanto tem de gastar com saúde, educação e estradas, por exemplo. Ciro também rejeitou que ditem a taxa de juros do país e o sistema para controlar a inflação. 'Não vamos aceitar mais que potências internacionais venham definir qual será nosso destino'', garantiu.
FHC e Itamar se reconciliam
Apoio do governador a Aécio é decisivo após quatro anos de rompimento
O presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, reconciliaram-se ontem, no Rio de Janeiro, após quatro anos de rompimento, durante seminário comemorativo aos oito anos do Plano Real e aos 182 anos da Associação Comercial do estado. Fernando Henrique desistiu do discurso pronto e falou de improviso, referindo-se a Itamar como seu amigo. Declarou estar honrado com a presença do governador de Minas Gerais e lembrou o momento em que foi convidado por ele para assumir o Ministério da Fazenda. 'Há quem diga que não o reconheço. Porém, quero garantir que nunca me faltou apoio político do presidente Itamar', salientou FHC. A reconciliação foi selada em público depois que os dois tiveram rápido encontro numa sala reservada.
O apoio de Itamar nesta eleição ao candidato do PSDB ao governo de Minas, Aécio Neves, foi decisivo para a reaproximação. Fernando Henrique enviou telegrama ao governador e uma semana depois os dois concordaram em comparecer ao mesmo evento. O rompimento ocorreu durante a disputa presidencial de 1998. Itamar não conseguiu se candidatar ao cargo pelo PMDB, que optou pelo apoio à reeleição de Fernando Henrique. O presidente foi acusado por Itamar de ter comprado votos dos convencionais do partido. Eleito governador, Itamar ameaçou não pagar a dívida de Minas com a União, o que só veio a agravar a situação.
Comentando a trajetória do Real, Fernando Henrique ironizou a oposição, sem citar diretamente o PT ou o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando que muitos diziam que o plano era eleitoreiro. O presidente mencionou também que não teve, na época da implantação, o apoio do FMI. Segundo ele, o órgão duvidava da viabilidade do plano de estabilização econômica e de que existisse condição política para tanto. Fernando Henrique afirmou que é exagero pensar que a situação do país está piorando. Porém, ele admitiu que os salários não aumentaram tanto quanto o governo gostaria.
Candidatos em SC vão gastar até R$ 5 milhões
Com a previsão de R$ 5 milhões, Luiz Henrique da Silveira, da coligação PMDB-PSDB, é quem desembolsará mais na campanha ao governo de Santa Catarina. A equipe do candidato à reeleição, Esperidião Amin, do PPB, previu custo total de R$ 4 milhões. A campanha de José Fritsch, da aliança PT-PL, ficará em torno de R$ 3 milhões; a de Antônio Bello Júnior, representando PSB-PSD, R$ 500 mil; e a de Gilmar Salgado, do PSTU, R$ 10 mil.
Economistas criticam postura sobre a dívida
Os economistas Darcy C. dos Santos e Roberto Calazans criticaram ontem 'a postura ideológica do governo do Estado em torno da sua dívida'. Para Calazans, 'falta transparência à administração, que foge do debate sobre a crise nas finanças'. Santos discorda da afirmação do deputado Bohn Gass de que pretenda priorizar o pagamento da dívida: 'É uma interpretação descabida de quem quer manipular'.
Garotinho promete elevar salário
O candidato à Presidência da República Anthony Garotinho, do PSB, acusou ontem à noite o presidente Fernando Henrique Cardoso de não ter cumprido a promessa de elevar o salário mínimo para 100 dólares. Ele disse, em entrevista à Rede Globo, que, se chegar ao governo, concederá o reajuste em maio de 2003. Citou o exemplo do Rio de Janeiro, onde a fixação de piso salarial superior ao do resto do país não quebrou a economia do estado nem provocou retrocesso da indústria.
Garotinho admitiu que seria mais cômodo concorrer à reeleição no Rio, onde tinha 88% de aprovação, mas preferiu deixar o interesse pessoal de lado. Quis disputar o Planalto porque 'o país precisa de governo decidido e que administre a favor da maioria da população'.
O ex-governador considerou que a segurança pública não fracassou em sua gestão e argumentou que a situação do estado se deteriorou por quebra de autoridade há cem dias, desde que Benedita da Silva o substituiu no poder. Lamentou que funcionários integrantes da 'banda podre' da Polícia, afastados por ele, tenham retornado ao serviço público e ocupado postos de comando na Secretaria da Segurança. Ele avaliou que em sua administração houve respeito à Polícia, com a concessão de reajuste de 70% para os servidores e aumento em 50% do efetivo.
Serra propõe criação da Polícia Federal fardada
O candidato da coligação PSDB-PMDB à Presidência da República, José Serra, prometeu ontem criar a Polícia Federal fardada para combater o tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira do Brasil. Se eleito, o tucano pretende aumentar o número de policiais federais ao longo do mandato, passando dos atuais 7 mil para cerca de 20 mil. As declarações de Serra foram feitas em Corumbá, Mato Grosso do Sul, rota do tráfico de drogas e armas.
Ibope aponta Ciro com mais 7 pontos
A pesquisa Ibope divulgada ontem apontou o crescimento de sete pontos percentuais do candidato da Frente Trabalhista à Presidência, Ciro Gomes, que chegou a 18%. Todos os outros candidatos caíram. O levantamento anterior foi realizado dia 20 de junho. Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação PT-PL, registrou a maior queda, de quatro pontos percentuais, passando de 38% na pesquisa anterior para 34%. O candidato da aliança PSDB-PMDB, José Serra, oscilou dois pontos, de 19% para 17%. Anthony Garotinho, do PSB, passou de 13% para 12%.
O Ibope mostrou também que Lula venceria a disputa no 2O turno contra Serra, de 46% a 37%, e Garotinho, de 48% a 33%. Porém, aparece em empate técnico no confronto com Ciro, fazendo 43% contra 41%. O instituto realizou a pesquisa nos dias 4 e 7 deste mês com 2 mil eleitores de todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Visita
Anthony Garotinho, que concorre à Presidência da República pelo PSB, comparece hoje pela manhã a Passo Fundo. Das 7h45min às 8h30min, participa de uma reunião com empresários na Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária. Em seguida inaugura comitê regional na esquina das ruas Bento Gonçalves e General Osório e faz pronunciamento a correligionários. O presidente regional do PSB, deputado federal Beto Albuquerque, vai acompanhar o presidenciável durante o seu roteiro.
Alagoas
O vereador Judson Cabral, do PT de Maceió, será candidato ao governo de Alagoas. Ele substitui a senadora Heloísa Helena, que desistiu de disputar o cargo por não aceitar a aliança com o PL local. Com ela, outros militantes da corrente Democracia Socialista também renunciaram. Entre eles, o vereador Thomaz Beltrão, que era candidato ao Senado.
Artigos
UERGS – um ano depois
José Clóvis de Azevedo
Neste 10 de julho, a Universidade Estadual comemora seu primeiro aniversário com muito a festejar. A formatação da Uergs delineia contornos expressivos de uma construção coletiva, comunitária, que dialoga com as vontades, as necessidades e a realidade do Rio Grande do Sul. Sua gênese é o processo participativo, e seu compromisso é construir conhecimento para fortalecer a eficácia das políticas públicas e o desenvolvimento estratégico do Estado.
No nosso primeiro vestibular, em março, tivemos a participação de cerca de 10 mil candidatos: uma média de 9,8 candidatos por vaga. Nos próximos dias 13 e 14 de julho, realizaremos o segundo vestibular, também com elevada participação. Em agosto, atenderemos 1.480 alunos, em 21 unidades, com 11 cursos, um deles de pós-graduação. Esses números comprovam a necessidade da Uergs e o acolhimento e a aprovação da sociedade gaúcha, que há muito reivindicava uma universidade pública e gratuita. Todos os cursos da Uergs foram implantados após discussão com os setores representativos de cada região, como sindicatos, empresários, educadores, acadêmicos e movimentos sociais. Este diálogo foi fundamental para a criação de cursos inovadores, comprometidos com o desenvolvimento regional e articulados com as questões nacionais e internacionais. Bom exemplo disso é o curso de Engenharia em Sistemas Digitais, que será um curso top em ensino e pesquisa na área de microeletrônica, voltado à aplicação e à construção de sistemas eletrônicos integrados.
Também são notáveis os avanços nas relações internacionais. Foi efetivado um convênio com a Fundação Rosa Luxemburgo (Alemanha), garantindo financiamento de pesquisa, intercâmbio de professores, estágios e bolsas remuneradas para alunos da Uergs. Neste semestre, quatro estudantes serão contemplados. Em um convênio com a Universidade Roma Três (Itália), a Uergs está implantando um mestrado em Economia Cooperativa, que funcionará em Porto Alegre no próximo ano. Também estão sendo preparados, para 2003, os mestrados em Agroecologia e em Planejamento em Gestão Pública e o curso de Engenharia em Desenvolvimento Auto-Sustentado. Ao completar o primeiro aniversário, a Uergs afirma-se como novo produtor de ciência e tecnologia, procurando dar respostas concretas às necessidades de conhecimento da sociedade gaúcha para a construção de um desenvolvimento socialmente justo, ecologicamente sustentável e economicamente viável.
Colunistas
PANORAMA POLÍTICO - A. Burd b>
CIRO VAI ATACAR LULA
1) Depois de passar por José Serra na pesquisa Ibope, Ciro Gomes vai transformar Luiz Inácio Lula da Silva em novo alvo. Sua assessoria trabalha incessantemente, desde ontem, preparando artilharia pesada. Precisa, porém, estar preparado para o contra-ataque, especialidade da cúpula do PT.
2) Ciro Gomes anuncia que pretende acabar com os impostos sobre salários e produção. Promessa é dívida. De qualquer forma, o advogado tributarista Ives Gandra Martins considera inviável a proposta. Um bom debate.
3) A repórter Letícia Helena, da Agência Globo, foi precisa na descrição: Ciro Gomes carimbou seu passaporte de carioca ao ser assaltado no Rio. Foi a primeira vez em sua vida. Contou o episódio em jantar com empresários.
BANDEIRA DA PAZ
Lula light: durante comício em Goiânia, anunciou que fará uma campanha sem ataques a adversários. Ontem, recolheu-se à sua casa para revisar o texto do programa de governo. Tudo muito sem estresse.
CONTRAMÃO
Aliança tem disto: José Alencar, vice de Lula, está com Paulo Maluf na eleição ao governo de São Paulo. O seu PL aliou-se ao PPB. A posição será mantida de houver 2O turno. Pois com que jeito vai ficar o PT?
TEMORES
Do editorial do jornal Clarín, de Buenos Aires, ontem: 'O presente está marcado a fogo pela instabilidade política, escasso apego a regras, inéditos condicionamentos externos e dimensão da crise econômica. Comemorar o Dia da Independência é refletir sobre o valor da autodeterminação, o perigo de lutas internas e a importância de contar com ordem jurídica razoável e estável sobre a qual possa ser edificado progresso'.
NA LINHA DE TIRO
Tarso Genro terá reunião hoje à tarde com escrivães, investigadores e inspetores de Polícia. À noite, com delegados. As categorias estão na linha de frente entre os que criticam o governo do Estado. A segurança pública tem sido a favorita dos adversários para atacar o Executivo.
INCONFORMADO
Bateu ontem uma dorzinha de cotovelo em Ciro Gomes a ponto de dizer que Itamar Franco foi vítima da ingratidão do presidente Fernando Henrique Cardoso. No mesmo dia em que os dois se reconciliaram.
DOUTORES
No Ministério da Justiça, sai um doutor em Filosofia e entra outro. O currículo de Paulo de Tarso Ribeiro é merecedor de anexo. O presidente Fernando Henrique escolheu de novo um técnico desprezando a oportunidade de nomear um político.
VAI ASSUMIR
O general-de-divisão José Carlos De Nardi, há pouco promovido e que em Porto Alegre comandou a Artilharia Divisionária/6, assumirá Secretaria-Geral do Exército em Brasília. Atualmente, o general De Nardi, que nasceu em Farroupilha, dirige o Serviço Militar na capital federal.
VOLTA ATRÁS
O RS contagiou Santa Catarina: Sérgio Grando, candidato do PPS ao governo, perdeu o apoio do PDT.
EM 1932
Há 70 anos, neste mesmo dia, o ex-governador Borges de Medeiros e chefe do Partido Republicano Rio-Grandense telegrafou de Cachoeira do Sul ao interventor Flores da Cunha pedindo que aderisse à Revolução Constitucionalista, iniciada em São Paulo. Flores respondeu que, enquanto estivesse ocupando o cargo, não perturbaria a ordem no RS.
APARTES
São Borja, tradicional reduto do trabalhismo, está tomada de propaganda de Tarso e do PT. Nada do PDT.
TRE sorteia às 14h de hoje os 904 pontos de painéis para propaganda eleitoral em Porto Alegre.
Sônia D'Ávila, esposa do vereador Nereu, coordena em P. Alegre campanha de Vieira da Cunha à Assembléia.
Rita Camata apresenta hoje planos para as atrizes Fernanda Montenegro, Regina Casé e Sílvia Pfeifer.
Anthony Garotinho cancelou vinda hoje a Porto Alegre: o comitê do PSB não ficou pronto para inauguração.
Lula fará campanha em Porto Alegre dia 22 de julho. Tentará trazer o candidato a vice José Alencar.
Governador do Paraná, Jaime Lerner, diverge do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, e apóia José Serra.
Deu no jornal: 'Rio de Janeiro dá passagem para sem-teto ir embora'. Lançado o modelo exportação.
Contagem regressiva já faz tremer: estão faltando 88 dias para eleições.
Editorial
A DEMISSÃO DO MINISTRO
Tão logo o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, informou à imprensa que, em acordo com o presidente Fernando Henrique Cardoso, não faria uma representação solicitando a intervenção federal no Espírito Santo, o ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, anunciou sua demissão do cargo. A intervenção fora recomendada pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça, como forma de combater o crime organizado e a corrupção no Espírito Santo. A decisão de Brindeiro evitou que o pedido de intervenção viesse a ser examinado pelo Supremo Tribunal Federal e, ao mesmo tempo, levando-se em consideração que estamos num período de campanha eleitoral e que o governador do Espírito Santo, José Ignácio Ferreira, tem apenas mais seis meses como chefe do Executivo capixaba, que se criasse um problema de natureza política, sem que os problemas relacionados com a corrupção e o crime organizado, pela intervenção federal, pudessem ser imediatamente solucionados.
Compreende-se que, do ponto de vista político, a intervenção federal num estado é sempre traumática e, no caso do Espírito Santo, se adotada, conturbaria o próprio processo sucessório no âmbito estadual. Mas não se pode deixar de considerar, também, que, após ter se manifestado a favor da intervenção recomendada pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e a recusa do encaminhamento do pedido pelo chefe do Ministério Público, Geraldo Brindeiro, com aquiescência do presidente Fernando Henrique Cardoso, ao STF, não caberia ao ministro Reale Júnior outra atitude senão a demissão do cargo. O episódio, lamentável por envolver altas autoridades, poderia ter sido evitado se a decisão tivesse sido tomada com a garantia de concordância do ministro Reale Júnior, o que não aconteceu.
Pelo Ministério da Justiça, nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique, antes de Reale Júnior, passaram Nelson Jobim, Milton Seligman, Iris Rezende, Renan Calheiros, José Carlos Dias, José Gregori e Aloísio Nunes Ferreira. É a pasta que apresenta maior rotatividade em sua direção, o que indica, também, que os problemas atinentes à segurança pública são de difícil solução, ainda mais quando cada vez se torna mais evidente a ação do crime organizado e sua capacidade de corrupção.
Topo da página
07/10/2002
Artigos Relacionados
Olívio e Tarso começam campanha à prévia
Tarso registra dia 15 a sua pré-candidatura
Tarso derrota Olívio por 983
Tarso tenta se reaproximar do PDT
Tarso diz não escolher o adversário
Tarso e Rigotto empatados