Serys lembra que ainda há muito o que conquistar em defesa das mulheres



Em discurso nesta quinta-feira (5), durante sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) lembrou que ainda há muito a ser conquistado na luta pelos direitos das mulheres. Mas a senadora acredita que as pessoas estão "cada dia mais conscientes do que falta para considerar a luta terminada".

A senadora exemplificou com resultado de pesquisa divulgado, nesta quinta-feira, pela Confederação Sindical Internacional. O estudo indica que as mulheres brasileiras recebem, em média, salários 34% inferiores aos dos homens, tendo sido esse o pior resultado entre os 20 países pesquisados.

- Não é só discurso, é uma realidade bastante injusta - disse a senadora.

Serys citou também, entre as dificuldades encontradas pelas mulheres, "a burocracia injusta para conseguir um aborto autorizado, nos casos em que a lei permite". A senadora elogiou, porém, os bons resultados que a Lei Maria da Penha vem trazendo na luta para combater a violência contra as mulheres.

- Ainda há resistências à plena aplicação da Lei Maria da Penha, mas a tendência é a ampliação da nova mentalidade que essa lei traduz - afirmou Serys.

A senadora pediu ainda ajuda dos "companheiros homens" na luta em favor dos direitos das mulheres.

- Faço um apelo, em nome de todas as mulheres, aos homens fraternos e generosos: nos ajudem. Somos 52% da sociedade e os outros 48% são nossos filhos e com certeza nós os amamos muito. Em nome da mãe de cada um, a gente pede o apoio dos companheiros homens - afirmou.

A senadora lembrou que, pela primeira vez no Senado, há duas mulheres ocupando cargos na Comissão Diretora - além dela, que é a 2ª vice-presidente, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) ocupa a 4ª Secretaria.

- Essa é uma conquista notável quando se considera a pequena fração de mulheres no Legislativo e no Executivo em geral. E esse é um fenômeno [a reduzida representação das mulheres em funções de destaque] visto no mundo todo, mesmo nos países mais desenvolvidos e democráticos, trata-se de uma questão cultural - afirmou.

A senadora encerrou o discurso, saudando a mulher brasileira, "a Bertha Lutz e a Maria da Penha que há dentro de nós".



05/03/2009

Agência Senado


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