Alckmin sobe para 31%, Maluf cai para 29%, e Genoino vai a 22%
Alckmin sobe para 31%, Maluf cai para 29%, e Genoino vai a 22%
No 2º turno, tucano tem vantagem sobre pepebista e petista; avaliação do governador melhora
Geraldo Alckmin (PSDB) e José Genoino (PT) conquistaram pontos na corrida pelo governo do Estado de São Paulo, enquanto Paulo Maluf (PPB) voltou a experimentar nova queda nas intenções de voto. É o que revela pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira e que ouviu 1.479 eleitores em 79 cidades paulistas.
No novo quadro, Alckmin alcança Maluf, com quem se encontra tecnicamente empatado.
O candidato tucano subiu seis pontos na pesquisa, passando de 25% para 31%, da mesma forma que obteve melhoria na avaliação da sua atuação no executivo paulista (leia texto abaixo) e queda em sua taxa de rejeição.
O representante do PT, por sua vez, conquistou cinco pontos e foi de 17% para 22%. Já o ex-prefeito Maluf, no sentido inverso, desceu seis pontos, de 35% para 29%.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Quanto aos outros nomes em disputa, a pesquisa aponta o seguinte quadro: Carlos Apolinário (PGT) permanece com 2%; Antonio Cabrera (PTB) oscilou de 1% para 2%; Ciro Moura (PTC), Lamartine Posella (PMDB) e Roberto Siqueira (PSL) têm 1% cada um. Os demais candidatos não atingiram 1% das citações, e Robson Malek (Prona) não foi citado.
A taxa de eleitores indecisos variou de 10% para 7%, e a de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, de 6% para 5%.
Segundo turno
O Datafolha fez três simulações de segundo turno.
Alckmin venceria Maluf por 53% a 38%, desfazendo o empate técnico da pesquisa anterior (47% a 41% para Alckmin).
Se a disputa fosse com Genoino, o atual governador venceria o petista por 52% a 35% -venceria antes por 48% a 36%.
Se o segundo turno fosse entre o candidato do PT e o do PPB, haveria um empate técnico: Genoino com 46%, Maluf com 42% -o resultado anterior era 44% a 43% para o pepebista.
Na pesquisa espontânea, aquela em que o pesquisador pergunta ao entrevistado em quem ele votaria sem fornecer a lista dos candidatos, Alckmin obteve 21%, Maluf, 20%, e Genoino, 13%. Os eleitores que afirmaram espontaneamente que ainda não sabem em quem votar somaram 35%, nove pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior.
O Datafolha também mediu a rejeição aos candidatos: a de Maluf continua a mais alta, 38% (mesma taxa da pesquisa anterior); a de Alckmin caiu de 20% para 16%; e a de Genoino variou de 19% para 20%.
Categorias
O Datafolha detalhou as intenções de voto de acordo com a condição trabalhista do eleitor. Na pesquisa estimulada, o resultado foi este: Alckmin tem sua maior taxa entre os funcionários públicos (41%); Maluf, entre os autônomos (38%); e Genoino, entre os assalariados registrados (25%).
Número do candidato
Segundo o instituto, a maioria dos eleitores não sabe o número do candidato preferido.
Nada menos que 50% dos entrevistados não souberam responder qual o número de seu candidato para governador, 34% responderam corretamente, e 3% erraram o número que deverá ser digitado na urna eletrônica; 12% não têm candidato preferido.
Entre os "com-telefone", Lula tem 40%, e Serra, 22%
Ciro ficou com 14%, e Garotinho, com 12%, mostra levantamento concluído ontem
Pesquisa concluída ontem mostra um quadro de estabilidade na disputa à Presidência entre eleitores que têm telefone fixo em casa, de acordo com o rastreamento eleitoral feito pelo Datafolha.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança, mantendo-se com 40% das intenções de voto. Serra, em segundo, oscilou de 21% para 22% -anteriormente, tinha ido de 24% para 21%.
Na terceira posição, persiste empate técnico entre Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB), mas com inversão de posições. Ciro oscilou de 13% para 14%, e Garotinho, de 14% para 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O rastreamento é uma série de pesquisas feitas três vezes por semana, nos dias seguintes a programas dos presidenciáveis no horário gratuito, com eleitores que têm telefone fixo (cerca de 54% do eleitorado brasileiro).
O atuais 22% de Serra são uma "média móvel" (veja no quadro ao lado o que é isso) da pesquisa feita na sexta com a de ontem; e os 21% anteriores, da pesquisa da quarta com a da sexta.
Na sexta, Serra obteve taxa abaixo de 21%. Como havia obtido resultado pouco acima na quarta, o resultado ficou em 21%. Ontem, o tucano obteve mais de 22%, mas a "média móvel" ficou em 22%.
O objetivo do Datafolha ao divulgar os resultados usando o critério de "média móvel" de duas pesquisas é aumentar o número de entrevistas no cálculo e, assim, baixar a margem de erro.
No sábado, Serra abandonou no programa da noite os ataques que vinha fazendo ao PT, e a aprovação a sua propaganda subiu.
Garotinho intensifica ações na região Sul
O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, disse ontem que a partir de agora fará "um esforço concentrado" na região Sul do país por entender que lá está a principal razão da sua diferença de quatro pontos percentuais (15% a 19%) em relação a José Serra, do PSDB, segundo o Datafolha.
Garotinho disse ainda que pela sua pesquisa a diferença é de apenas um ponto percentual. Para ele, a divergência está na contagem do voto evangélico.
"O Datafolha está considerando que o número de evangélicos pentecostais é praticamente igual ao de não-pentecostais, quando os pentecostais representam 70% do total. Eu tenho 42% das intenções de voto entre os pentecostais e 28% entre os não-pentecostais."
Garotinho viajou ontem para Pelotas (RS) para reforçar a sua campanha na região.
Sobre os rumores de que ele conversou com José Dirceu, sobre um eventual apoio a Lula já no primeiro turno, Garotinho negou. "Não tenho nada para conversar com o PT. O PT será nosso adversário no segundo turno", diz.
Polarização entre Tarso e Britto divide espaço com subida do PMDB
Germano Rigotto sobe em nova pesquisa
A pesquisa do instituto Cepa, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mostrou ontem uma novidade que pode mudar o quadro eleitoral para o governo gaúcho nas duas semanas restantes de campanha: o candidato do PMDB, Germano Rigotto, subiu de 11,1% registrados no domingo anterior para 17,6%.
O candidato do PPS, Antônio Britto, caiu de 29,9% para 26%. Tarso Genro (PT) continua líder, com 34,3% -antes, tinha 34,8%.
Com isso, a polarização absoluta entre Tarso e Britto que dominava a campanha desde o começo ganha um fato novo.
A apuração ouviu 1.755 eleitores nos dias 18 e 19 em 49 municípios e foi publicada na edição de ontem do jornal ""Zero Hora". A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou menos.
Em relação às eleições presidenciais, Britto é o candidato ligado a Ciro Gomes (PPS), e Rigotto está vinculado ao tucano José Serra o PSDB tem a vaga de vice na sua chapa, com o vereador Antônio Hohfeldt, de Porto Alegre.
A tendência de crescimento de Rigotto e queda de Britto, com Tarso estável, começara a se desenhar na pesquisa do Cepa realizada uma semana atrás: Britto havia caído de 40,6% para 29,9%, e Rigotto subira de 4,5% para 11,1%.
O que inicialmente pode parecer um quadro tranquilo para Tarso não se configura assim quando o Cepa projeta um eventual segundo turno: Tarso derrotaria Britto (46,5% a 39,3%), mas empataria com Rigotto -que teria 43,9%, contra 42,4% do petista. A explicação para isso provavelmente esteja nos índices de rejeição: Britto tem 38,8% e Tarso, 27,3%. Rigotto, apenas 4,9%.
No sábado, o instituto do jornal ""Correio do Povo" aprese ntou uma pesquisa em que mostra um quadro mais estável, com os três candidatos oscilando dentro da margem de erro (2,2 pontos): Tarso vai de 33,6% para 34%, Britto vai de 29% para 27,2% e Rigotto, de 14,8% para 16,1%.
Para as duas semanas de campanha que restam, as estratégias dos candidatos são as seguintes: Tarso vai apostar na militância, no comício que realizará com Lula em Porto Alegre no próximo dia 30 (pretende levar 100 mil pessoas) e nos comícios, carreatas e caminhadas em 43 cidades; Britto vai intensificar o corpo-a-corpo nas zonas centrais das principais cidades do interior, com comícios, carreatas e caminhadas nas regiões centrais; e Rigotto tentará reforçar sua imagem de nova opção para combater o PT, atraindo aliados de Britto e realizando comícios nos principais colégios eleitorais do Estado.
Lula usa obra como exemplo de seus planos
O Canal da Maternidade vem sendo mencionado por Lula como um exemplo do que o PT quer fazer se chegar ao poder.
Nos últimos meses, a obra recebeu lugar de destaque na campanha presidencial petista. Em pelo menos três ocasiões uma delas, em palestra para 300 empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo-, Lula citou a obra como exemplo de que "na mão do PT, R$ 1 vale R$ 2".
Ele se referia à queda no custo da obra com o novo projeto tocado pelo partido.
"O PT economizou quase R$ 100 milhões nesta obra emblemática, o que mostra que, sem corrupção, sobra mais dinheiro para gerar empregos e fazer o país crescer", declarou.
Na propaganda do partido na TV, a obra já foi mostrada. E, em visita a Rio Branco no último dia 22, Lula fez questão de visitar o canteiro do Canal. Deverão aparecer, em programas próximos de Lula, imagens do canal.
Quando o eleitor diz não
Quando Ciro apanhou de Serra, viu despencar sua intenção de voto e dobrar, em menos de um mês, sua taxa de rejeição.
Agora Lula apanhou de Serra. Decorrida uma semana de maus tratos, o petista ganhou quatro pontos no Datafolha. O tucano, além de perder dois, tomou de Ciro o posto de líder em rejeição.
É cedo para decretar que o tiro de Serra saiu pela culatra. O tom usado na propaganda contra Lula, entre crítico e ostensivamente negativo, às vezes custa a surtir efeito. Como pedra que cai no lago, dizem os marqueteiros.
Confirma-se, no entanto, a previsão de que abater Lula é tarefa mais difícil do que a anterior.
Com uma semana de hostilidades, Ciro entrou em rota descendente. Como costuma ocorrer com candidatos menos conhecidos do eleitor, o "ruim" grudou nele ainda mais rapidamente do que havia grudado o "bom".
Curtida ao longo de quatro campanhas, a imagem de Lula é, para o bem e para o mal, mais consolidada. Menos suscetível, portanto, a operações desmonte.
Exceto por semear o crescimento da rejeição a Serra, a derrubada de Ciro teve custo zero. Foi feita pela boca do próprio, tanto nos episódios desenterrados do passado quanto nas novas contribuições oferecidas pelo candidato.
Contra Lula, a campanha tucana se viu obrigada a assumir um ataque de cunho preconceituoso e hierarquizante, na tentativa de caracterizar o adversário como despreparado para governar.
Ainda que pesquisas indiquem ser esse um ponto vulnerável do petista, tudo leva a crer que não foi boa idéia cobrar-lhe um diploma universitário com todas as letras no horário eleitoral gratuito.
Confiantes por dever de ofício, assessores de Serra cuidaram de espalhar que o programa levado ao ar na terça-feira passada foi "superbem nas qualitativas".
No máximo concederam que o quadro do diploma despertou reações negativas em eleitores das classes A e B, movidos, avalia a marquetagem, por condescendência para com o petista.
Talvez. Mas a um redator mais sutil teria ocorrido que a cobrança explícita de curso superior pode soar ofensiva a um eleitorado que majoritariamente não o tem.
Não deve ter sido à toa que Serra contradisse a própria propaganda no dia seguinte, opinando que para ser presidente é preciso ter "preparo", não necessariamente diploma. E que também FHC, mais titulado do que seu candidato, veio a público dizer que canudo não é fundamental.
Pedra no sapato de candidatos, a taxa de rejeição pode se modificar no decorrer de uma campanha e na sucessão de eleições.
Em 1989, a de Lula foi alimentada pelo medo da mudança brusca. Em português claro, da "baderna". Em 1994, baseou-se na idéia de ameaça ao Real.
Passados oito anos e o consequente desgaste da administração tucana, é possível que alguns dos fatores históricos de rejeição ao PT e a seu candidato façam menos sentido para a nova freguesia do mercado eleitoral.
Quanto a Serra, é preciso mais tempo para determinar as consequências de sua rejeição. Se ela vier apenas ou principalmente do eleitorado de Lula, significará mais polarização do que teto. Se vier de todos os lados, pode limitar seriamente as chances do tucano na hipótese de segundo turno com sua participação.
É sintomático que, após a artilharia exibida na terça e na quinta, o programa de Serra tenha sido todo "paz e amor" na noite de sábado. Houve mão da Justiça Eleitoral, é verdade, mas, se certeza houvesse, sempre se poderia tirar outro ataque da gaveta.
Artigos
Uma eleição normal
Fernando Rodrigues
BRASÍLIA - O banco europeu de origem holandesa ABN-Amro, que comprou o brasileiro Real, fez uma das análises mais ponderadas do mercado financeiro, até agora, sobre a sucessão presidencial brasileira.
"Investidores têm ficado obcecados com o resultado da eleição para presidente no Brasil e desconsideram a importância das disputas para o Congresso e governos estaduais", diz o texto do relatório quinzenal do ABN, divulgado na semana passada e redigido por Mario Mesquita.
Extensa, a análise registra a possibilidade de vitória de um candidato de oposição (Lula). Mas faz duas ressalvas relevantes.
A primeira delas é óbvia, mas pouco considerada por quem avalia uma eventual vitória do PT no mercado financeiro internacional: os três principais partidos de centro e centro-direita (PSDB, PMDB e PFL) continuarão dominando o Congresso.
Em segundo lugar, o ABN afirma que oito Estados brasileiros são responsáveis por 80% do PIB: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Ceará.
Não há indicações de que os favoritos para governar esses oito Estados estejam preparando uma farra de gastos. Como 25% da meta de superávit prometida ao FMI depende de governos locais, o ABN acha que as coisas estão tranqüilas nessa área.
O banco holandês avalia que o presidente eleito, seja ele quem for, terá de trabalhar na construção de uma maioria no Congresso antes da posse. Cita explicitamente o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB), como um dos principais defensores de um "pacto de governabilidade".
É claro que o ABN avalia que tudo seria mais fácil se o vencedor fosse o governista Serra. Mas acredita que o Congresso "continuará a moderar o passo e a direção de todas as reformas sociais e econômicas". Em resumo, o Brasil terá uma eleição, mas a vida seguirá em frente, normal. Já era hora de alguém escrever isso no meio financeiro internacional.
Colunistas
PAINEL
Com carinho
Duda Mendonça, marqueteiro de Lula, enviou na sexta duas dúzias de rosas brancas para o de Serra, Nelson Biondi, a quem chama de "Tio", e um bilhete: "Minha vingança será maligna". Na quinta, o PSDB mostrou semelhanças entre a propaganda de Lula e a de Maluf em 98.
Guerra particular
Junto ao bilhete, Duda enviou fita com imagens de programas de candidatos tucanos que teriam sido copiadas da campanha de Celso Pi tta de 96, feita por Duda em parceria com Biondi. Nizan Guanaes -o outro marqueteiro de Serra- seria o autor das peças dos tucanos.
Luz amarela
Para evitar a vitória de Lula no primeiro turno, o comitê de Serra calcula ser preciso- em razão da boca-de-urna petista e do voto útil -chegar ao dia da eleição com uma margem de segurança de pelo menos cinco pontos nas pesquisas (Lula está com 48% dos votos válidos).
Ainda mais
Lula, na reta final da campanha, priorizará seu discurso para o eleitorado conservador.
Viagem
Prefixo do jato utilizado por Serra ao retornar ontem de Alfenas (MG) para SP: "PTJAA".
Ou seja
Em entrevista à revista do Sindicato Nacional dos Funcionários do BC -que ouviu os quatro principais presidenciáveis, lançada na semana passada, Lula defende "um nível de inflação realista", ao responder à pergunta sobre como conciliar políticas de metas inflacionárias com desenvolvimento.
Silêncio estratégico
Em sua entrevista à revista dos servidores do BC, Serra disse implicitamente que poderá privatizar Furnas, se eleito. Questionado sobre o destino de Petrobras, Caixa, BB e Furnas, afirmou que as três primeiras "irão funcionar dentro do modelo atual". Só não citou a última.
Objetivo familiar
Pelo menos 52 parentes em primeiro grau de políticos (com mandato hoje) têm grande chance de serem eleitos para o Congresso no dia 6. Os dados constam do estudo "Previsão Eleitoral 2003/2006", do Instituto de Estudos Socioeconômicos, a ser divulgado nesta semana.
Campanha de sobrenome
Exemplos de parentes-candidatos citados no estudo: ACM Neto (PFL), Arnon Affonso (PRTB), filho de Collor, Telma de Oliveira (PSDB), mulher de Dante de Oliveira, Luciana Genro (PT), filha de Tarso Genro, e André Montoro (PSDB), filho de Franco Montoro.
Futuro garantido
A Caixa Econômica Federal resolveu seguir o exemplo do Banco do Brasil e estuda uma forma de aumentar de quatro para 12 meses o tempo do "seguro-desemprego" dos ocupantes de cargos de direção. A mudança deve ocorrer antes do final do governo FHC, é claro.
Correio elegante
ACM enviou mais um fax a FHC. No texto, volta a atacar Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e narra outras declarações que o presidente teria dado contra o deputado. "Se Vossa Excelência mandou que se esquecesse o que escreveu, que dirá o que disse", conclui ACM.
Papel timbrado
A troca de correspondência entre ACM e FHC começou em 22 de agosto, quando o baiano reclamou de o presidente ter aparecido no horário eleitoral da BA ao lado de Geddel. Em 12 de setembro, FHC enviou carta a Geddel desmentindo que o tenha ofendido na frente de ACM.
Desde criancinha
José Graciano (PSDB), vereador em Paulo Jacinto (AL), fez há um mês discurso de apoio a Ciro. Na semana passada, voltou ao palanque: "Como o Serra serrou o Ciro, agora sou Serra".
TIROTEIO
Da procuradora da República Ana Lúcia Amaral, sobre a hipótese de rede de proteção na Justiça Federal para FHC:
- O "sistema de proteção" já era preocupação de Eduardo Jorge nas conversas com Lalau (Nicolau dos Santos Neto), para escolher juízes classistas afinados com o Plano Real. Foi a justificativa para as centenas de ligações telefônicas.
CONTRAPONTO
Um voto a menos
Dias atrás, durante comício dos tucanos Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara na periferia de Fortaleza, um rapaz do público fez sinal com a mão chamando o deputado Antônio Cambraia (PSDB), candidato à reeleição
Naquele momento, ocorria um show do grupo Bananinha Loura, uma bandinha de forró que apresentava no palco uma versão do tema da abertura da novela das 19h da Globo, "O Beijo do Vampiro".
As dançarinas estavam vestidas com roupa de vampiro.
Solícito, Cambraia foi ao encontro do rapaz que, com cara de sério, fez a seguinte proposta ao deputado:
- Doutor Cambraia, por favor, me arranje o autógrafo da Bananinha Loura (cantora que dá nome ao grupo de forró) que te dou o meu voto.
O pedido não foi atendido por Cambraia. Sem graça, o deputado apenas deu um sorriso.
Editorial
INDEFINIÇÃO
A pesquisa Datafolha divulgada hoje detecta uma rápida reviravolta na corrida eleitoral pelo Palácio dos Bandeirantes. No levantamento anterior, realizado em 9 de setembro, o ex-governador Paulo Maluf tinha 35% das intenções de voto e liderava com boa vantagem sobre seus adversários mais próximos: o atual governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que tinha 25%, e o deputado federal do PT José Genoino, então preferido por 17% dos eleitores.
Mas, segundo os resultados da nova Datafolha, as intenções de voto de Maluf caíram seis pontos percentuais em apenas 11 dias. Como esse movimento foi acompanhado por ascensão de seis pontos percentuais de Alckmin, suas posições se inverteram: o tucano está à frente, com 31%, e Maluf tem 29%. Genoino subiu novamente, agora para 22%.
Tendo em conta que a margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos, pode-se dizer que há empate técnico entre Alckmin e Maluf. Mas também é lícito afirmar que Maluf pode estar bem pouco à frente de Genoino.
Considerando, além da margem de erro, a intensidade das mudanças recentes das intenções de voto, a discussão em torno da eleição paulista mudou muito. Até há pouco, discutia-se, essencialmente, quem seria o adversário de Paulo Maluf no segundo turno. Hoje, as certezas diminuíram muito. Cabe indagar, especialmente, se Maluf conseguirá deter seu desgaste para assegurar uma vaga no turno final ou se terminará em terceiro lugar -hipótese que, poucos dias atrás, não era seriamente cogitada.
Alckmin tornou-se o nome que parece reunir maior probabilidade de chegar ao segundo turno, e as chances de Genoino se tornaram bem mais concretas. Se eventualmente Maluf ficar de fora do segundo turno, será um resultado marcante, pois o malufismo há muitos anos se situa como uma duas maiores forças políticas no Estado de São Paulo.
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09/23/2002
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