Maluf não deixa espaço para Piratini no PPB







Maluf não deixa espaço para Piratini no PPB
“Revanchismo e vaidade exacerbada” do atual presidente nacional da sigla são apontadas como as principais causas

O PPB gaúcho reclama de restrições à candidatura do ministro da Agricultura, Pratini de Morares, por parte da Executiva nacional do partido.

"Revanchismo e uma vaidade exacerbada" do atual presidente da sigla, Paulo Maluf, são as principais causas da falta de espaço para o ministro da Agricultura e pré-candidato do partido à presidência da República nos programas nacionais de rádio e televisão, segundo o deputado federal Júlio Redecker.

O deputado lembra que "a falta de apoio aos gaúchos vem desde a disputa para a eleição do diretório nacional, quando o grupo de Maluf derrotou o presidente gaúcho do partido, Celso Bernardi, que era apoiado também pelo PPB de Santa Catarina.

Redecker diz que, "encerrado o pleito de 2002, as lideranças do PPB no Estado e em Santa Catarina vão tomar uma posição contra Maluf". Segundo ele, "não é possível ficar na mesma sigla que abriga o ex-prefeito de São Paulo". O deputado também não descarta uma saída em massa do partido.


Olívio aceita concorrer só se houver consenso.
O governador Olívio Dutra informou ontem à Executiva estadual do PT que coloca seu nome à disposição do partido para concorrer como candidato de consenso na eleição ao governo do Estado em 2002. Olívio havia convocado a Executiva para tratar da desincompatibilização de seu secretariado a partir do mês de abril.

Quase ao final da reunião, Olívio, respondendo a uma pergunta de um dos participantes, disse que aceita ser candidato à reeleição, mas ressalvando que apenas concorre se houver unanimidade na indicação. Ele considera que o melhor para o partido é canalizar logo as energias para a disputa com os adversários, mas reconhece que as prévias são um instrumento legítimo.


Ciro: “Infelizmente, o Lula foi feito para perder.”
“O Jungmann filiou-se ao PMDB há pouquíssimos meses e pensa, como o presidente, que o povo é idiota. Querem desqualificar o processo partidário".

Dois dias de conversa com o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, modificaram a estratégia do presidenciável do PPS, Ciro Gomes, que andava evitando confrontos.

O apartamento de Brizola no Rio foi palco ontem de mais uma reunião do pedetista com Roberto Freire, presidente do PPS, e José Carlos Martinez, presidente do PTB, para ajustar um esquema de campanha para Ciro.

Depois da reunião com Brizola, Ciro Gomes jogou pesado com todos os adversários governistas. Só poupou a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, do PFL. "Não temo a Roseana e penso ser bem-vinda sua candidatura. Não vou desqualificá-la ou desmerecê-la", afirmou.

O presidenciável do PPS disse que foram realizados dois encontros com Leonel Brizola para a formação da coligação. "Ficamos reunidos durante seis horas para formular um rascunho de um plano de governo," revelou.

ATAQUES - A reaproximação de Brizola e Ciro resultou nas declarações, ontem, em São Paulo, contra os presidenciáveis. José Serra (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Raul Jungmann (PMDB) e o presidente Fernando Henrique Cardoso. O principal alvo de Ciro foi FHC e a candidatura de Jungmann. “Evidentemente, que o presidente Fernando Henrique que está por trás dessa candidatura. O Jungmann filiou-se ao PMDB há pouquíssimos meses e pensa, como o presidente, que o povo é idiota. Querem desqualificar o processo partidário”, afirmou.

A avaliação do candidato do PPS também atinge o petista Luis Inácio Lula da Silva que não teria condições de vencer a eleição: “Infelizmente, o Lula foi feito para perder e perpetrar o sistema que aí está”.


Nome de Rosinha poderá aumentar lista de candidatas
Mesmo sem oficializar a candidatura, a primeira-dama garante que oferecerá ao marido uma secretaria. “Mas acredito que ele vai ganhar a presidência”

Embora mostre aparente indefinição quanto à sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro, a primeira-dama e secretária de Ação Social do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PSB), já prepara seu discurso de defesa para Possíveis críticas dos adversários sobre a falta de experiência na gestão pública.

Com mandato ou não, sempre estive dentro da prefeitura de Campos, montando programas, ajudando o Garotinho, reunida com secretário. Eu conheço a máquina pública, apesar de nunca ter tido mandato”, afirma.

Caso sua candidatura se confirme, o Rio pode ter pelo menos duas mulheres disputando o governo. A vice-governadora Benedita da Silva deve disputar pelo PT.

Segundo Rosinha, uma possível candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL/MA) à presidência não significa que as candidaturas femininas pelo País serão alavancadas.

“Isso não quer dizer nada. Não basta ser mulher”, disse ela, cujo marido deve disputar a presidência da República neste ano.

A exemplo do que fez Garotinho, que entregou uma importante secretaria de seu governo à mulher, ela garante que o marido terá lugar em um possível governo Rosinha. “Com certeza, ele teria lugar dentro do meu governo, mas acredito que ele vai ganhar para a Presidência.”

Rosinha ainda não decidiu se irá aceitar ou não a indicação do PSB para disputar o governo do Estado, e disse que passa por um momento de reflexão. “Tenho uma família com nove filhos, em que só uma é casada. Os outros oito ainda moram comigo e dependem da gente. A decisão (sobre a candidatura) tem que ser pessoal e política.”

Ela lembra que o partido fechou questão em torno do seu nome, mas não a consultou. O PSDB primeiro criou o fato político para depois consultá-la, iniciativa classificada por ela como uma “estratégia inteligente do partido”.

“O interesse dos partidos não é ganhar a eleição? Se o PSB enxerga o meu nome como bom para vencer...”, avaliou.


Congresso pode impor limites aos nanicos
Os partidos políticos sem representação no Congresso poderão perder o direito à cota do Fundo Partidário, ao acesso gratuito aos meios de comunicação e à iniciativa de ação de inconstitucionalidade. As restrições estão previstas na Proposta de Emenda Constitucional (PEC), apresentada em dezembro, na Câmara, pelo deputado baiano João Almeida (PSDB).

A PEC altera a Constituição para limitar o direito à propaganda gratuita, atualmente concedido a todos os partidos registrados na Justiça Eleitoral, às agremiações que mantenham deputado federal eleito sob sua legenda. Segundo, o autor da matéria, o objetivo é, sem prejudicar a liberdade de organização partidária, respeitar a hierarquia entre os partidos estabelecida pelo voto popular, “identificando aqueles que efetivamente representam os anseios de parcelas significativas da população”,

Outro dispositivo constitucional modificado torna ainda mais restrita a faculdade de apresentação de ações de inconstitucionalidade pelos partidos. Atualmente, podem entrar com Adin as agremiações que tenham representação no Congresso. Com a redação proposta pelo PEC, esse direito será vedado a partido cuja bancada seja formada exclusivamente por parlamentares que se transferiram para a legenda, não tendo sido eleitos por ela. De acordo com o deputado João Almeida, a limitação impedirá que o Poder Judiciário continue sobrecarregado com excesso de iniciativas desse tipo.


Brasileiro nunca pagou imposto como em 2001
A arrecadação da Receita Federal bateu recorde no ano passado: R$196,757 bilhões, 0,88% maior do que em 2000

A arrecadação de impostos e contribuições federais em 2001 foi de R$ 196,757 bilhões, valor apontado como rec orde pela Receita Federal. Essa arrecadação, em termos reais (retirando a inflação), é 0,88% superior ao valor registrado em 2000.

No mês de dezembro do ano passado, a arrecadação total de impostos foi de R$ 18,279 bilhões, o que representa um acréscimo real de 12,8% em relação a novembro, mas uma redução de 3,43% na comparação com dezembro de 2000.

Do total arrecadado em 2001, R$ 188,797 bilhões são administrados pela Receita Federal. Os outros R$ 7,960 bilhões são taxas e contribuições controladas por outros órgãos e receitas de privatizações e concessões.

O resultado da arrecadação da receita administrada foi superior à previsão constante na lei orçamentária do ano, que era de R$ 182 bilhões.

O secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, disse que a previsão não foi subestimada no orçamento. No entanto, o ano de 2001, marcado pelas turbulências externas, a crise da Argentina, o racionamento de energia elétrica, foi extremamente satisfatório, na avaliação de Pinheiro, do ponto de vista da arrecadação tributária.

Ele lembrou que, para 2001, a Receita não esperava por grandes superações, já que não haveria qualquer efeito atípico de mudança na legislação tributária.

Em 2000, a arrecadação do ano teve uma contribuição de R$4,821 bilhões de arrecadação atípica, como ações judiciais, pagamento de débitos em atraso, dívida ativa e depósitos judiciais. Em 2001, essa arrecadação extra somou apenas R$ 881 milhões.

O secretário disse que o ano passado foi difícil, mas, apesar disso, o empresariado brasileiro superou os obstáculos e provou sua competência, buscando novos mercados. “O empresariado brasileiro se mexeu e superou dificuldades”, disse, ressaltando do que as dificuldades econômicas dos últimos anos provocaram o crescimento do produtor brasileiro, que investiu em qualidade, eficiência, produtividade.


Editorial

BARREIRAS AOS INVESTIMENTOS

A pedido do Ministério das Relações Exteriores, o Bird (Banco Mundial) fez um estudo, chamado "Barreiras jurídicas, administrativas e políticas aos investimentos no Brasil". A conclusão é de que o País deixa de receber US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros, por ano, devido a entraves criados pelo próprio governo.

Segundo o documento, o custo Brasil torna mais difícil e arriscado abrir uma empresa no País. Os maiores problemas enfrentados pelos investidores são os altos custos de mão-de-obra (com benefícios sociais que chegam a representar 100% dos salários), ineficiência e burocracia, corrupção em larga escala, protecionismo em áreas como propriedade intelectual, falta de infra-estrutura (especialmente na área de portos) e uma legislação ainda em evolução e nem sempre transparente.

Além de fazer recomendações que considera necessárias para que o país possa atrair mais investimentos, o Bird destaca a grande dependência que se tem de despachantes, advogados e consultores, simplesmente porque as empresas entendem ser difícil demais cuidar da burocracia sozinhas.

O relatório do Bird diz que os problemas existem em quase todos os níveis de governo e alerta para a necessidade de resolvê-los antes de os investidores começarem a pensar duas vezes para aplicar aqui.

Apesar de tudo, o Brasil foi um dos países que mais recebeu investimentos estrangeiros diretos nos últimos anos - passaram de US$ 2,6 bilhões, em 1994, para US$ 31,3 bilhões em 1999. Em 2000, os recursos chegaram a US$ 33 bilhões. Assim, o Brasil tornou-se o terceiro destino de investimentos mais atraente do mundo, só perdendo para Estados Unidos e China.

Nosso País poderia ter uma posição ainda melhor, se houvesse a simplificação e uma maior transparência do sistema tributário, reduzindo a burocracia e seus procedimentos morosos, que inibem os investidores.


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01/15/2002


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