ARTIGO: Relatório da vilania e da irracionalidade
O relatório da CPI da Segurança Pública trouxe à tona as artimanhas utilizadas pela oposição para atingir o PT e o Governo Democrático Popular. Trata-se de uma peça inconsistente, onde se sobrepôs o caráter político e ideológico. E que foi elaborada a partir de opiniões, boatos, fitas clandestinas, mentidos e desmentidos, escandalosamente acolhidos pela CPI. Esse processo revela o desespero da direita frente aos êxitos do governo estadual e da real possibilidade de reeleição de nosso projeto. É flagrante o golpe político para mudar o resultado das eleições de 1998 e interferir na sucessão estadual e nacional do próximo ano.
Guiado pela histeria e pela irracionalidade, o relator e seus aliados tentaram desconstituir um governo legitimamente eleito. Estamos diante de uma farsa montada contra o PT e o governo do estado, com total inconsistência jurídica para sustentar acusações tão graves. Razão pela qual, o governo não teme nenhum processo de impeachment. É fundamental que este calhamaço de papel - que não tratou da Segurança Pública - deva ser enviado o quanto antes para investigação e análise do Ministério Público. É nesta instância constitucional, sem vícios do ressentimento, que tal documento deve ser apreciado
Este relatório é tão frágil que indicia Olívio Dutra e integrantes do governo, com base na regulamentação do decreto das videoloterias, aprovado pela Assembléia, inclusive com o voto favorável do deputado Vieira da Cunha. Tomado pela ira e pela inconformidade, o relator cometeu tropeços e equívocos grosseiros. E agora quer adicionar ao relatório algumas partes secretas que não foram lidas e que sequer chegaram ao conhecimento dos deputados. É lamentável o desrespeito ao Regimento Interno, a falta de consideração com os deputados e com o parlamento. Vamos, portanto, tomar as medidas adequadas.
Contagiados pela irracionalidade, os oposicionistas desrespeitaram o parlamento e enxovalharam a democracia não acatando a questão de ordem e o pedido de vistas formulados por deputados petistas. Após uma leitura de cinco horas ininterruptas, a oposição recusou o debate, cortou o som dos microfones para que os deputados governistas não pudessem se manifestar, encerrou a sessão e saiu às pressas do Plenarinho.
O governo afirmou e ratificou não ter autorizado o ex-diretor do Clube da Cidadania Diógenes Oliveira a falar em seu nome. Os petistas repudiam tal comportamento e assinalam que as instâncias partidárias, como sempre aconteceu no PT, adotarão as medidas cabíveis. O destino da sede do PT também será definido pelo próprio partido. E o governo não vai recuar da sua disposição de extirpar a banda podre da polícia e, tampouco, de defender uma segurança pública preventiva e operativa. Temos 21 anos de história pautados na ética e no respeito à coisa pública. E nosso patrimônio de integridade não será enxovalhado com falsas denúncias, fatos distorcidos e declarações inconsistentes
11/16/2001
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